Thursday, February 23, 2017

Descobertos 7 planetas semelhantes à Terra ? Super excitação !







Google Doodle Seven Earth-size Exoplanets Discovered

A NASA anunciou que foi descoberto um sistema de 7 planetas semelhantes à Terra. Três estão na zona habitável da estrela, a 40 anos-luz de nós. 

Wow! Já não é uma questão de saber se vamos encontrar vida. É uma questão de quando?

Google não poderia deixar de celebrar. Já com a possibilidade de haver água em Marteágua em Marte um Doodle foi de imediato publicado.

Agora, após a descoberta de sete planetas fora do Sistema Solar e com características semelhantes à Terra, anunciada ontem pela NASA, Google associou-se à celebração com um Doodle interactivo. A animação mostra a Terra e a Lua a entusiasmarem-se ao olhar por um telescópio ao descobrirem os sete planetas ‘terrestres' a acenar. Querem um sistema de 7 planetas mais divertido?




Seven Earth-sized planets have been observed by 
NASA's Spitzer Space Telescope 
credits: NASA

Pois bem! Uma equipa internacional de astrónomos descobriu um sistema planetário com sete planetas muito semelhantes à Terra. Três deles estão na zona habitável da sua estrela, ou seja, têm condições para a existência de água (e de vida) mas há escassas informações sobre o mais distante. 





An artist's fantasy of the surface of TRAPPIST-1e. 
Credits: NASA

A estrela, TRAPPIST – 1, fica a 39,5 anos-luz da Terra (posição relativa na constelação de Aquário) e é uma anã vermelha muito mais fria e pequena que o nosso Sol (tipo de estrelas mais comum na nossa galáxia do que as semelhantes ao Sol). 

O facto de os planetas que a orbitam estarem a uma distância curta, criam as tais condições terrenas. 

Agora, os cientistas querem ir em busca de vida: “Já não é uma questão de ‘se’. É uma questão de ‘quando’”.

Michael Gillon, NASA







Levantam-se várias questões. Sendo a mais importante: Há vida como a conhecemos fora do nosso planeta?

Os referidos planetas encontram-se na chamada 'zona habitável' da respectiva estrela, o que significa que a distância a que se encontram do astro lhes permite a existência de água no estado líquido à superfície, condição essencial à existência de vida como a conhecemos.



O Doodle remete-nos para uma pesquisa Google sobre a 'descoberta dos exoplanetas' (palavra usada para descrever os planetas que orbitam fora do Sistema Solar).
Saber mais?
Já há um site oficial Trapist-1 com todas as explicações e até extras, como posters que ilustram graficamente a descoberta. Um deles, com um 'aspecto futurista', considera este sistema com sete planetas parecidos com a terra o 'melhor destino' numa zona habitável. Ler Novo Sistema Planetário já tem oficial (e posters)
Também pode ler Exoplanetas. Que mundos são estes onde pode haver vida? que o ajuda a compreender cada detalhe desta notícia tão importante e inesperada da NASA.



Simulação NASA representando a possível paisagem de um dos planetas
créditos: NASA

Google is so happy! The Google Doodle team could hardly contain its excitement. Today's animated Doodle shows earth peering through a telescope to find its seven friendly neighbors, just 235 trillion miles away.









Google Doodle Seven Earth-size Exoplanets Discovered

"This just in! Turns out it wasn’t just dust on the telescope lens: NASA just announced the discovery of seven earth-size planets orbiting the same star only 235 trillion miles away. In space terms, that practically makes us next-door neighbors!"




The TRAPPIST-1 star & 7 Earth-sized planets orbiting it

NASA's Spitzer Space Telescope has revealed the first known system of seven Earth-size planets around a single star. Three of these planets are firmly located in the habitable zone, the area around the parent star where a rocky planet is most likely to have liquid water.



Artist's concept shows what each of the TRAPPIST-1 planets may look like, based on available data about their sizes, masses and orbital distances.
Credits: NASA/JPL-Caltech

"What exactly does this new solar system TRAPPIST-1 mean for our universe? Well, three of these newly discovered planets land smack-dab in the middle of what scientists call the habitable zone, or the distance from the star it orbits “where a rocky planet is most likely to have liquid water.” Though scientists have some serious studying to do before we can definitively say whether any of the new TRAPPIST-1 planets are habitable, the potential is very promising."
The discovery sets a new record for greatest number of habitable-zone planets found around a single star outside our solar system. All of these seven planets could have liquid water – key to life as we know it – under the right atmospheric conditions, but the chances are highest with the three in the habitable zone.



“This discovery could be a significant piece in the puzzle of finding habitable environments, places that are conducive to life,” 
Thomas Zurbuchen, associate administrator of the agency’s Science Mission Directorate in Washington
“Answering the question ‘are we alone’ is a top science priority and finding so many planets like these for the first time in the habitable zone is a remarkable step forward toward that goal.” Read more on NASA website
We are so excited as Doodle team! Let's find more!
Resources:
Geração 'explorer'
23.02.2017
Creative Commons License



Monday, February 13, 2017

Avalanche nos Alpes Franceses : estância de esqui Tignes







Tignes / Savoie, France
crédits: STR / Radio Val d'Isere / AFP

Uma avalanche em Tignes, nos Alpes Franceses, provocou a morte de pelo menos quatro pessoas, hoje, dia 13 Fereiro 2017, avançam os jornais franceses.
Segundo as primeiras informações nove pessoas terão sido soterradas na neve, depois de atingidas pela avalanche de 400 metros de largura.



Tignes, Savoie, Alpes Franceses
créditos: AFP/ Radio Val d'Isère

Este resort de desportos de inverno é muito frequentado nesta altura do ano, (férias escolares em algumas regiões de França. Mas também por estrangeiros, entre os quais ingleses.

Para o local acorreram equipas de resgate que procuram encontrar pessoas que continuam desaparecidas. Duas pessoas foram resgatadas com vida.




Tignes, Savoie, Alpes Franceses

A tragédia terá acontecido por volta das 10:35 horas locais (9:35h) em Lisboa). Segundo notícias, este é o acidente mais grave desde que abriu a época do ski.

Os CRS de Courchevel foram alertado pelas 11:00 horas (locais) pelo serviço das pistas de Tignes, que de imediato enviou um primeiro helicóptero para socorrer os esquiadores que faziam snowboard fora da pista a 2 100 metros acima do lac de Tignes quando foram atingidos e arrastados por uma avalanche. 



Tignes, Savoie, Alpes Franceses
créditos: Alice Masuyer

Rapidamente a base de helicópteros de Modane foi chamada para prestar apoio no local.
Por volta do meio-dia, os  socorristas tinham já conseguido libertar três vitimas. Duas já estavam mortas e a terceira em estado crítico. É ainda impreciso o número de vitimas, embora estimado em cerca de 8 ou 9 vítimas.

Sabe-se até ao momento, que há quatro vítimas mortais, dois são adolescentes. Todos de nacionalidade francesa. Três membros da mesma família e o seu instructor de snowboard.

Segundo o chefe das CRS de Courchevel, a avalanche aconteceu num local onde a neve se amontoa e não pode evacuar-se. Por essas razões, as buscas para encontrar mais vítimas soterradas podem levar algum  tempo.

Continuavam, pelo menos, mais cinco pessoas desaparecidas, mas sabe-se agora que esta informação pode estar incorrecta.

Depois de uma sucessáo de informaçõess contraditórias concernente ao número e  origem das vitimes, o su-prefeito d'Albertville dclarou ao final da tarde:

"il y a lieu de penser qu'il n'y a pas d'autre victime" no final das últimas buscas e verificações feitas pelas equipas de socorrro.

Infelizmente são cada vez mais frequentes as avalanchas. Ainda bem há pouco tempo houve uma outra avalanche em Itália, no Hotel Rigopiano, na cidade de Farindola na zona montanhosa de Gran Sasso, a 1.300 metros de altitude, na região de Abruzzo. 

E outros. A avalanche no Nepal (2015) que apanhou um grupo de experientes alpinistas. Ainda um grupo de estudantes do liceu numa estância de Deux-Alpes (2016), um outro grupo de estudantes belgas em férias de neve, na Suiça. E vários outros.

Lamentamos profundamente a morte de uma família que partira de férias, bem como do instrutor de snowboard.





Tignes, Savoie, France
credits: Alice Masuyer
Two teenage boys are among four snowboarders killed in an avalanche at the ski resort of Tignes in France.
The snowboarders, led by an instructor, died when the wall of snow swept through an off-piste area just after 10:30 local time (09:30 GMT) on Monday.
It had been feared more people had been caught up in the disaster.
But Albertville Deputy Prefect Nicolas Martrenchard later told Agence France-Presse that "the definitive death toll is four victims".
"We lament the four deceased... It was an avalanche on a huge scale," he had earlier told a press conference.


The group had been walking off-piste in the south-eastern resort with their snowboards in their hands when the avalanche hit, the press conference was told.
The group, which included a 48-year-old man, his 15-year-old son and the son's 19-year-old half-brother, as well as the experienced and well-known instructor, 59, were only a few dozen meters from the ski lift. Read more here 
In our days it's not safe to go on ski resorts in mountain. Avanches happen too often, Remember last month in Italy, near Abruzzo.
We are so sad to know there are another victims, a family and their snowboard instructor. 
We must rethink our ski holidays in the mountains.


Vous pouvez aussi lire les informations de cet accident en français sur FranceInfo.

Geração polar com um voto de pesar
13.02.2017

Creative Commons License


Monday, January 16, 2017

Vida dos Ursos Polares ameaçada devido a poluentes químicos







Urso polar sem gelo
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
Agora os poluentes químicos que são mais uma ameaça para a vida dos ursos polares. Isto, como é sabido, para além do aquecimento global.
Esta a conclusão de um estudo divulgado, no passado dia 5 Fevereiro 2017. O estudo sintetiza 40 anos de trabalho de investigação, publicado na revista científica Environmental Toxicology and Chemistry.
Segundo esse estudo, estes poluentes representam um risco para a saúde dos ursos cem vezes superior ao limite considerado aceitável para os animais adultos. 


Urso polar com a sua cria mo Árctico sem gelo
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
Nas crias, sujeitas aos químicos através do leite materno, o risco é mil vezes superior.
"Trata-se do primeiro estudo que visa quantificar o risco que os poluentes orgânicos persistentes representam para ecossistema árctico”.
Sara Villa, toxicóloga da Universidade de Milano-Bicocca, Itália/ AFP
Os cientistas sintetizaram quarenta anos de trabalho sobre a exposição dos ursos polares a químicos, das focas e do bacalhau, numa área entre as ilhas Svalbard (Noruega) e o estado do Alasca (EUA), ambos banhados pelo Oceano Árctico.


Weddell seals 
credits: Timothy New

Usados na agricultura e na indústria, os poluentes orgânicos persistentes, como os pesticidas, mantêm-se durante décadas na Natureza, contaminando por isso a cadeia alimentar. Passam, por exemplo, do plâncton (organismos microscópicos que fluctuam no mar) aos peixes, depois às focas e, por fim, aos ursos.
Ao acumularem-se no organismo, até atingirem doses muito tóxicas, os químicos podem afectar os sistemas imunitário, reprodutivo e endócrino. 
Vestígios de policlorobifenilos (PCB), um dos poluentes orgânicos persistentes, cujo uso está proibido desde a década de 70, foram detectados nos ursos polares, de acordo com a investigação.


Urso polar no Árctico sem gelo
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
Segundo as estimativas, apontam para que, em 2050, a população de ursos polares, já ameaçada pelo degelo decorrente das alterações climáticas, diminua um terço. 
No Árctico, o aquecimento global poderá gerar verões sem gelo dentro de 20 anos, vaticinam os cientistas.


Polar bear  Arctic melt :-(
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
As sea ice near the North Pole melts, polar bears already face the threat of disappearing habitat. Now a study shows they face another: Arctic pollution.
A new analysis by researchers from the University of Milano Bicocca and Masaryk University found that persistent organic pollutants pose a much higher risk to polar bears than to other Arctic predators.
“Persistent organic pollutants (POPs) are chemicals that remain intact in the environment for long periods, travel long distances, accumulate in living organisms, and are toxic to humans and wildlife,” the researchers wrote in their analysis.
(...)
The analysis looked at studies over the past several years on both Arctic pollution and on the three specific animal species.



Weddell seal pup 
credits: Ewan Curtis

The researchers found that the pollutants pose only a low risk for seals. For polar bears, though, the risk is two orders of magnitude higher than the safety threshold. For polar bear cubs being fed with contaminated milk, the risk is three orders of magnitude higher.
For the fish, there was not enough data from all years to give a complete picture.
“The present study indicates a very high potential for toxic effects at least at the top levels of the Arctic food web, particularly for a top predator such as the polar bear and for its offspring,” the researchers wrote.Read more here

Geração 'explorer'
16.01.2017
Creative Commons License
Rerences:
Observador/ Ciência
Earth Your World / Wiley Online Library

Thursday, January 12, 2017

Antárctida : Icebergue gigante em perigo de se desprender






credits: NASA/ Swansea UNiversity

Um icebergue com cerca de cinco mil quilómetros quadrados, considerado um dos dez maiores jamais registados, está perto de se desprender da Antárctida, alertam cientistas da Universidade de Swansea, País de Gales, Reino Unido.

Uma fenda enorme no segmento Larsen C, uma das três existentes na barreira de gelo Larsen, aumentou rapidamente no mês de dezembro e, neste momento, o icebergue está preso à plataforma por apenas 20 quilómetros de gelo.




O Larsen C, de 350 metros de espessura, está localizado na costa oriental da península antárctica e ajuda a travar o fluxo dos glaciares – rios de gelo – que estão por detrás. 

Trata-se da maior plataforma de gelo no norte da Antárctida. As plataformas de gelo são as porções da Antártida em que a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre o solo. Segundo os especialistas, trata-se de um pedaço de gelo cuja extensão equivaleria a um quarto do território do País de Gales, pelo que o seu desprendimento poderia provocar outros no futuro.




Midas Project Swansea University


Há vários anos que os investigadores vêm observando a fenda no Larsen C. E atenção redobrou após o colapso do Larsen A – o segmento mais pequeno – em 1995 e do Larsen B, que se desintegrou quase totalmente em 2002. 

“Se [o icebergue do Larsen C] não se desprender nos próximos meses, ficarei espantado”.

Professor Adrian Luckman, Swansea University/BBC

Segundo explicou, os cientistas observaram o aumento da fenda através de imagens do satélite Esa Sentinel. Luckman sublinhou ainda tratar-se de um fenómeno geográfico e não climático, uma vez que a fenda existe há décadas. No entanto, aprofundou-se agora.



Larsen map

Mas que consequências pode ter o desprendimento e a desintegração do Larsen C? Sabemos que o nível médio da água do mar não aumentaria: como este gelo já flutua na água, então o volume que ocupa continuaria a ser o mesmo. O problema é que plataformas como Larsen C funcionam como contraforte que “seguram” os glaciares que flutuam em direção à costa. Quando Larsen A e Larsen B se desprenderam – o primeiro em 1995 e o segundo em 2002 -, a velocidade dos glaciares que eles seguravam aumentou e entraram mar dentro, contribuindo para o aumento do nível médio da água do mar.



Researchers have been tracking the rift in Larsen C for many years, following the collapse of the Larsen A ice shelf in 1995 and the sudden break-up of the Larsen B shelf in 2002
Last year, researchers from the UK's Project Midas reported that the Larsen C rift was growing fast.
But last December the speed of the rift went into overdrive, growing by a further 18km in just a couple of weeks. What will become a massive iceberg now hangs on to the shelf by a thread just 20km long.


Professor Adrian Luckman, Swansea University
credits: P. W.

Project leader, Professor Adrian Luckman, said: "If it doesn't go in the next few months, I'll be amazed.
"There hasn't been enough cloud-free Landsat images but we've managed to combine a pair of Esa Sentinel-1 radar images to notice this extension, and it's so close to calving that I think it's inevitable."
According to Professor Luckman, the area that will break off will be about 5,000 sq km, a size he said that would put the iceberg among the top ten biggest ever recorded.
Professor Luckman added that this is a geographical and not a climate event. Although it is believed that climate warming has brought forward the likely separation of the iceberg.


Ted Scambos & Michon Scott
National Snow and Ice Data Center

They are concerned, though, about how any break-off will impact the rest of the ice shelf, given that its neighbour, Larsen B, disintegrated spectacularly in 2002 following a similar large calving event.


"We are convinced, although others are not, that the remaining ice shelf will be less stable than the present one," said Professor Luckman.
"We would expect in the ensuing months to years further calving events, and maybe an eventual collapse - but it's a very hard thing to predict, and our models say it will be less stable; not that it will immediately collapse or anything like that." Read more here
Geração 'explorer'
11.01.2017

Creative Commons License

References:

Swansea University

Observador/ Ciência