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Friday, May 1, 2020

Antarctida : Friesea Gretae, uma nova espécie de colêmbolo !






Friesea gretea
crédits: Hogg, University of Waikato

Uma nova espécie antárctica de colêmbolo, um pequeno animal parecido com um insecto, foi batizada “Friesea gretae” em homenagem à ativista sueca Greta Thunberg pela campanha global contra a crise climática que tem protagonizado.

Os Collembola (colêmbolos) são pequenos artrópodes ápteros e hexápodes, encontrados em todo o mundo. Vivem em folhiço, no solo, em árvores, em troncos em decomposição e outros. Existem aproximadamente 7.900 espéciesMas uma nova espécie antárctica apareceu. 

A Federation University Australia (FedUni) informou qu o nome da nova espécie foi proposto pela investigadora que a descobriu, a bióloga Penelope Greenslade, que decidiu assim homenagear a jovem activista sueca Greta Thunbergpelo seu empenho na consciencialização ambiental, sobretudo junto dos mais jovens.



Photo credit: European Parliament Audiovisual

“É apropriado baptizar esta espécie antárctica em homenagem a Greta Thunberg porque ela tem feito um excelente trabalho ao chamar a atenção do mundo, especialmente entre os jovens, para o problema das mudanças climáticas
 Penelope Greenslade
Afirmous a bióloga que descobriu esta nova espécie, em colaboração com uma equipa da universidade italiana de Siena.



Mapa topográfico do cabo Hallet
via Wikipedia

A “Friesea gretae” mede cerca de dois milímetros, vive em musgos e algas do cabo Hallet, uma das poucas áreas não geladas da Antárctica. Alimenta-se de seres microscópicos que sobrevivem nessas baixas temperaturas.
Penelope Greenslade, que começou a pesquisar colêmbolos nos anos 60 nas Ilhas Salomão, já descobriu cerca de 200 espécies desse animal.
A “Friesea gretate” será muito provavelmente a espécie mais lembrada, graças Greta, Thunberg, activista sueca de 17 anos, que iniciou um movimento global  estudantil contra a crise climática em 2018. 



Dr Penepole Greenslade
credits: Federation University Australia

An Australian scientist, Penelope Greenslade has named a tiny six-legged creature that lives in a harsh Antarctic environment after Swedish climate change activist Greta Thunberg.

They are tiny in stature but a newly discovered Antarctic springtail species has been named after an environmental activist making a giant impact.
The springtail, Friesea gretae, after Greta Thunberg, was named by Dr Penelope Greenslade, Honorary Research Fellow in the School of Health and Life Sciences and a renowned expert in springtails.


Greta Thunberg, Spain 2019
credits: Paul White/ AP
ABC News Australia

"It seems appropriate to call an Antarctic species after Greta Thunberg because she's been doing such a good job of drawing attention around the world, especially among young people, to the climate change problem."

Dr Penelope Greenslade

On the frozen continent, Friesea gretae lives in moss and algae at Cape Hallett, one of the few ice-free areas on Antarctica, with some small invertebrates such as mites and nematodes – a microscopic type of worm. 




The species is found at Antarctica's Cape Hallett
(Supplied: Federation University)
via ABC News Australia

Dr Greenslade was first drawn to springtails in the 1960s while working in the Solomon Islands, where she was paid by the Royal Society of London to collect soil animals.
Since then she has described more than 200 species and collaborated with researchers around the world in the study of springtails. Read more here 

Geração 'explorer'
01.05.2020
Licença Creative Commons
sources: Observador/Ciência; ABC News/Science
Federation University Australia

Monday, January 16, 2017

Vida dos Ursos Polares ameaçada devido a poluentes químicos







Urso polar sem gelo
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
Agora os poluentes químicos que são mais uma ameaça para a vida dos ursos polares. Isto, como é sabido, para além do aquecimento global.
Esta a conclusão de um estudo divulgado, no passado dia 5 Fevereiro 2017. O estudo sintetiza 40 anos de trabalho de investigação, publicado na revista científica Environmental Toxicology and Chemistry.
Segundo esse estudo, estes poluentes representam um risco para a saúde dos ursos cem vezes superior ao limite considerado aceitável para os animais adultos. 


Urso polar com a sua cria mo Árctico sem gelo
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
Nas crias, sujeitas aos químicos através do leite materno, o risco é mil vezes superior.
"Trata-se do primeiro estudo que visa quantificar o risco que os poluentes orgânicos persistentes representam para ecossistema árctico”.
Sara Villa, toxicóloga da Universidade de Milano-Bicocca, Itália/ AFP
Os cientistas sintetizaram quarenta anos de trabalho sobre a exposição dos ursos polares a químicos, das focas e do bacalhau, numa área entre as ilhas Svalbard (Noruega) e o estado do Alasca (EUA), ambos banhados pelo Oceano Árctico.


Weddell seals 
credits: Timothy New

Usados na agricultura e na indústria, os poluentes orgânicos persistentes, como os pesticidas, mantêm-se durante décadas na Natureza, contaminando por isso a cadeia alimentar. Passam, por exemplo, do plâncton (organismos microscópicos que fluctuam no mar) aos peixes, depois às focas e, por fim, aos ursos.
Ao acumularem-se no organismo, até atingirem doses muito tóxicas, os químicos podem afectar os sistemas imunitário, reprodutivo e endócrino. 
Vestígios de policlorobifenilos (PCB), um dos poluentes orgânicos persistentes, cujo uso está proibido desde a década de 70, foram detectados nos ursos polares, de acordo com a investigação.


Urso polar no Árctico sem gelo
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
Segundo as estimativas, apontam para que, em 2050, a população de ursos polares, já ameaçada pelo degelo decorrente das alterações climáticas, diminua um terço. 
No Árctico, o aquecimento global poderá gerar verões sem gelo dentro de 20 anos, vaticinam os cientistas.


Polar bear  Arctic melt :-(
credits: Patty Waymire
http://www.huffingtonpost.com/
As sea ice near the North Pole melts, polar bears already face the threat of disappearing habitat. Now a study shows they face another: Arctic pollution.
A new analysis by researchers from the University of Milano Bicocca and Masaryk University found that persistent organic pollutants pose a much higher risk to polar bears than to other Arctic predators.
“Persistent organic pollutants (POPs) are chemicals that remain intact in the environment for long periods, travel long distances, accumulate in living organisms, and are toxic to humans and wildlife,” the researchers wrote in their analysis.
(...)
The analysis looked at studies over the past several years on both Arctic pollution and on the three specific animal species.



Weddell seal pup 
credits: Ewan Curtis

The researchers found that the pollutants pose only a low risk for seals. For polar bears, though, the risk is two orders of magnitude higher than the safety threshold. For polar bear cubs being fed with contaminated milk, the risk is three orders of magnitude higher.
For the fish, there was not enough data from all years to give a complete picture.
“The present study indicates a very high potential for toxic effects at least at the top levels of the Arctic food web, particularly for a top predator such as the polar bear and for its offspring,” the researchers wrote.Read more here

Geração 'explorer'
16.01.2017
Creative Commons License
Rerences:
Observador/ Ciência
Earth Your World / Wiley Online Library

Thursday, November 13, 2014

#Philae celebrado com Doodle


Google doodle Philae



Missão histórica #Rosettateve final feliz. Depois de se separar da sonda Rosetta, o robô Philae conseguiu aterrar no cometa 67P. 
Os cientistas esperam com isto conhecer as origens do universo. A viagem da sonda começou há 10 anos.
Google homenageou este facto histórico da ciência com um Doodle interactivo que deve apreciar na página de entrada do motor de busca.


Projecção da aterragem | Agência Espacial Europeia /  ESA


Missão cumprida. Após várias horas em queda livre, lenta, no espaço, o módulo  Philae poisou com sucesso no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, aterragem que foi seguida com atenção pelos cientistas na sede da Agência Espacial Europeia (AEE) e celebrada entusiasticamente em emissão directa.

A última etapa da missão, que numa primeira fase implicou que o módulo espacial se separasse da sonda Rosetta, era aguardada com expectativa, dado que envolvia o risco estimado em 50% de fracassar. Foram sete horas de "sofrimento", que chegou ao fim quando, como previsto, os 'pés' do robô se fixaram no cometa.



welcome to a comet #Philae

Esta missão da AEE nasceu em 1993, quando teve luz verde para avançar. 

viagem da #Rosetta começou há 10 anos e a sonda percorreu 6400 milhões de quilómetros desde que foi lançada para o espaço na Guiana Francesa, em 2004. 

A sua tarefa termina em 31 de dezembro de 2015; até lá a sonda irá continuar a observar a actividade do cometa na sua viagem em direcção ao Sol. 



#Rosetta #Philae

Com esta missão, os cientistas esperam vir a saber mais sobre a composição dos cometas e a forma como reagem quando se aproximam do Sol. 

Equipado com uma série de acessórios e equipamento fotográfico, o módulo Philae, acredita-se, será uma peça chave para ajudar a entender a formação dos planetas e o surgimento da vida na Terra.

Uma excitação ! Autêntica lição de ciência ao vivo que seguimos com muito entusiasmo.




credits : ESA

Rosetta Mission's successful comet landing using the Philae space probe has been marked with its own Google Doodle. Beautiful, isn't it?

The Doodle features an animated version of the Philae lander along with the tagline "first controlled touchdown on comet nucleus".

It's taken 10 years to get to this point, but now the Rosetta mission has achieved what no other mission has achieved before: it's safely landed on a comet more than 300 million miles away and is now gathering as much data as possible about its new home.

The event was followed live stream at ESA. Watch the video here. And visit the website ESA to follow all the news.

What an excitement to all of us ! A science lesson live !

Geração 'explorer'

13.11.2014

Creative Commons License

Sunday, November 9, 2014

Ciência : Pinguim ? Não, apenas um pinguim robô para estudo






créditos : Le Maho, Et. Al. Nature Methods

Um pinguim de quatro rodas, super parecido com um pinguim bebé passeia-se entre pinguins de carne e osso, sobe vigilância destes pinguins nada incomodados com esta presença.


A infiltração deste robô-pinguim gracioso e fofo, controlado remotamente, foi criado por cientistas que querem investigar os ariscos pinguins sem  os stressar.

Uma equipe internacional testou o robô com e sem a camuflagem de pinguim em populações de Pinguins Rei (Aptenodytes patagonicus) em Possession Island, no Oceano Índico, e Pinguins Imperador (Aptenodytes forsteri) na Antárctica.

Em artigo publicado na edição do passado dia 2 Novembro da revista Nature Methods, os cientistas relataram que as duas versões do robô causaram menos alarme do que a presença humana, pelo estudo da frequência cardíaca e do comportamento dos pinguins, apesar do pinguim robô se aproximar mais, como a fotografia demonstra.

O pinguim robô foi equipado com uma antena capaz de ler os sinais emitidos por etiquetas de identificação electrónicas instaladas em alguns pinguins para a pesquisa populacional. As etiquetas só podem ser lidas até uma distância de 60 centímetros.



créditos : Nature Methods, Le Maho, Et. Al.

"Quando o robô foi camuflado como um pinguim, todos os adultos e filhotes de pinguins Imperador permitiram que se aproximasse o suficiente para a identificação electrónica".

"Foi possível ouvir os adultos e os filhotes cantando na direcção do robô camuflado que conseguiu infiltrar-se num colónia tipo creche sem os perturbar."

Uma imagem do pinguim-robô mostra uma bola de pelos com asas, bico afiado e cara pintada em preto e branco,  como os filhotes dos pinguins Imperador mas de quatro rodas.

Em outra imagem, o pequeno robô é visto no meio de um amontoado de pinguins bebé, claramente, observado pelos pinguins adultos. 


 

credits: BBC

O pinguim robô que está ainda em fase de aperfeiçoamento, destina-se a estudar melhor os padrões de reprodução e comportamento dos pinguins, bons indicadores da saúde dos recursos marinhos no Oceano Antárctico.

Anteriormente, cientistas prenderam nas asas dos pinguins dispositivos que transmitiam automaticamente um sinal de rádio, ao receber um determinado estímulo.

A transmissão poderia ser feita a longas distâncias, mas os cientistas descobriram que  isso impedia os pinguins de nadar, prejudicando deste modo a procriação e a caça.

Actualmente, um chip minúsculo pesando menos de uma grama é inserido sob a pele destes animais tão divertidos.

No entanto, o alcance actual é menor, forçando os cientistas a infiltrarem-se nas colónias para obter os dados que precisam.

O novo robô pode levar a "uma investigação mais ética, evitando o viés científico pelo incómodo causado aos animais em seu habitat", afirmou Yvon Le Mahoco-criador deste robô, da Universidade de Estrasburgo, França.




créditos : Le Maho, Et. Al. Nature Methods

Researchers in Antarctica studying penguins have created a penguin robot to collect data.


The researchers wrote in the journal Nature Methods that penguins aren't stressed by the robots. Their heart rates are lower than if a human researcher entered the colony to collect data.




credits : CNN

The first fake chick rover had exposed wheels, but was still allowed in the penguin huddle.


The new and improved version was introduced by filmmakers doing a documentary miniseries called Penguins: Spy in the Huddle. Read more here

You have also an interesting and complete article on the National Geographic | Science on the same subject.

Geração 'explorer'

09.11.2014

actualizado 11.05.2026

Creative Commons License