Monday, December 9, 2019

Nova Zelândia : Vulcão entra em erupção repentina. Turistas apanhados





Vulcão Wihte Island/ Nova Zelândia
créditos: Michael Schade/AFP
via BBC


O vulcão White Island ou Whakaari entrou em erupção esta segunda-feira, dia 9 Dezembro, quando meia centena de turistas estavam na ilha. Há pelo menos cinco mortos e vários desaparecidos.

O barco voltou à pressa para resgatar turistas que ainda estavam em área de risco. As autoridades continuam a procura de turistas desaparecidos.


A agência neozelandesa GeoNet, que monitoriza a actividade vulcânica e sismológica no país, indicou ter ocorrido uma erupção vulcânica moderada que ocorreu às 14:11 horas (01:11 horas em Lisboa) e alertou para possíveis novas erupções ou sismos.





Vulcão White Island/ Nova Zelândia
créditos: Michael Schade/AFP


Diversas pessoas estão desaparecidas depois do vulcão ter entrado em erupção inesperadamente. Um destino turístico da Nova Zelândia. A polícia teme não haver sobreviventes.

Turistas foram vistos a aproximar-se da cratera do vulcão White Island poucos momentos antes da erupção.

Um dos turistas que esta segunda-feira visitara White Island, na Nova Zelândia, saiu da ilha cerca de 20 minutos antes da erupção. Estava já no mar quando o incidente aconteceu. 





Vulcão White Island/ Nova Zelândia
créditos: Michael Schade/EPA


As imagens falam por si. Uma coluna gigante de fumo cobre quase toda a paisagem de cinzento, enquanto os operadores turísticos tentam resgatar as pessoas ainda no local.

Os helicópteros da polícia e das equipas de socorro bem como um avião militar neozelandês realizaram uma série de voos de reconhecimento sobre a ilha desde a erupção” e não foram encontrados mais sobreviventes.

"Acreditamos que cerca de 100 pessoas estavam na ilha ou próximas à ilha no momento da erupção e algumas dessas pessoas estão desaparecidas", 

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia





Vulcão White Island/ Nova Zelândia
créditos: Michael Schade/AFP

As autoridades receiam não haver sobreviventes, e o número de mortes será superior. As operações de resgate estão a ser dificultadas pelo cair da noite e pela falta de visibilidade causada pelo fumo. 

O vulcão de White Island ,também conhecido como Whakaari, é um dos mais activos do país.




White Island/ Whakaari


Os turistas efectuavam uma viagem pela ilha desabitada de Whakaari, onde se situa o vulcão White Island, quando a explosão abrupta ocorreu, lançando rochas e uma grande nuvem de cinzas.
As autoridades estabeleceram um perímetro de segurança ao redor da ilha e cancelaram imediatamente todas as excursões, incluindo as de barcos turísticos ao redor da ilha que é visitada anualmente por cerca de 10.000 pessoas.

Cientistas têm questionado a permissão para que White Island seja um destino turístico. Era um desastre à beira de acontecer, dizem.

Actualização: Sobe para dezasseis o número de vítimas mortais. As autoridades continuam as buscas na esperança de encontrar sobreviventes. As buscas estiveram suspensas devido ao perigo eminente de novas erupções.

Uma equipa militar neozelandesa recuperou esta sexta-feira, da 13 Dezembro, seis dos oito corpos dos turistas que permaneciam desaparecidos após a erupção, na segunda-feira, do vulcão Whakaari, numa ilha desabitada da Nova Zelândia.

Um total de 17 feridos estão internados nas unidades de queimados de hospitais neozelandeses, 13 em estado crítico, depois das autoridades australianas terem repatriado 11 dos seus cidadãos feridos. Muitas destas pessoas têm queimaduras em mais de 80% do corpo e lesões internas devido à inalação de gases.



Moments before one of New Zealand's most active volcanoes erupted on Monday, tourists were seen walking inside its rim.
The privately-owned White Island, or Whakaari, is a popular destination for day tours and scenic flights. It has been dubbed by some tour operators as a "living, breathing, geological giant" and "the world's most accessible active marine volcano".



Volcan White Island/ New Zealand
credits: REUTERS
The volcano is located in the Bay of Plenty, about 48km (29 miles) from the east coast of New Zealand's North Island.
White Island is "persistently active in the sense that it has a very active hydrothermal system".
Jan Lindsay, professor, University of Auckland 
Rather than having lots of eruptions involving magma, she said this meant it saw periodic ash explosions and had lakes "churning over with gases".



Volcan White Island/ New Zealand
credits: REUTERS
"The spectacular thing about White Island is that there is so much gas coming out of the volcano and lots of minerals crystallising," 
Ben Kennedy, professor of physical volcanology, University of Canterbury

Volcan White Island/ New Zealand
credits: Michael Schade
via Twitter
Five deaths have been confirmed since the eruption. Twenty-three people were rescued but others are reported missing and police have said there is "no sign of life" on the island. Read more here 

Some academics have been questioning the wisdom in allowing White Island to be a tourism destination.
Update: There are 16 death now. Rescuers continue to search for more tourists alive or not. They stopped due the risks.

Police have said they intend "absolutely to return to that island" but that it can happen only "when there are no risks and the risks can be managed".


Military recover team returned. Six bodies transferred from White Island to HMNZS Wellington by helicopter, as divers search for final two missing today, 13 December. Two remain unaccounted for.

Geração 'explorer'
09.12.2019

actualização/ update 13.12.2019
Licença Creative Commons

Sunday, December 8, 2019

Apresentação Projecto : Geração Polar, a simple presentation






A Escola Francisco Torrinha, Porto, representada pelos alunos das turmas C | I do 6º Ano, no âmbito da Área Curricular Disciplinar de Língua Portuguesa e Áreas Curriculares não Disciplinares de Formação Cívica e Estudo Acompanhado leccionadas pela Professora Gina Souto, participou no Projecto Nacional LATITUDE 60 - Educação para o Planeta no Ano Polar Internacional 2007-08.

O projecto Torrinhas Exploradores Polares, actualmente Geração Polar, nasceu da ideia participar no concurso À Descoberta das Regiões Polares. No entanto, o blogue não foi admitido no concurso, em virtude da categoria estar prevista só para alunos do 3º ciclo.

Isto não deveria ser impeditivo, dado que a construção do conhecimento não passa obrigatoriamente pelos níveis de ensino. E ainda bem! O que seria dos alunos sobredotados!

Compete aos Professores adaptar as competências e aprendizagens ao perfil dos alunos que lecciona e não permitir que os estes com elevado nível de competências fiquem retidos num um nível de ensino, neste caso 2º ciclo, que já não cobre as suas reais aptências. 

Os alunos devem avançar para outras aprendizagens, previstas para o nível de estudos seguinte, dando-lhes a oportunidade de alargar os seus conhecimentos e incentivar o seu excelente desempenho.






imagem: via Google images

Os ex Torrinhas Geração Polar, actual Geração Polar adquiriram competências no domínio das TIC que nem sequer estavam previstas para nos currículos. As TIC passaram a fazer parte dos currículos de Língua Portuguesa e Francês Língua Estrangeira, pela experiência  da Professora GSouto que já tinha vasta experiência na área da Inovação & Educação, e a introduziu nas suas áreas curriculares de Línguas e áreas não curriculares de Formação Cívica e Estudo Acompanhado.

Os alunos adquiriram competências e realizaram projectos em tempos curriculares e extracurriculares. Estas aprendizagens tiveram lugar em regime de voluntariado, alunos e Professora (duas horas semanais) e funcionaram como actividades de enriquecimento curricular.

É pois com muito empenhamento, entusiasmo, alegria, que chegam ao final do ano lectivo e de ciclo, mais aptos, e muito orgulhosos ao apresentar o seu projecto web - Torrinhas Exploradores Polares, hoje Geração Polar, já que há vários anos saíram da escola e prosseguiram os seus estudos em outras escolas e universidades.

Alcançaram os seus objectivos! Superaram as competências previstas para o 2º ciclo, com a aquisição de novas competências não previstas para o nível de ensino que frequentavam e alcançaram as previstas para os ciclos de estudos seguintes.

Todos estão de parabéns! O grupo de alunos que tornou possível este blogue e todos os seus colegas - turmas 6C e 6I - que apoiaram este pequeno grupo nas pesquisas e recolha de informação.

Foi um gosto imenso trabalhar com estes jovens inovadores que me acompanharam no meu sonho de transformar o ensino num ritmo sequencial sem amarras a um determinado perfil.

Hoje seguem seus estudos em diferentes faculdades, mas continuamos, sempre que temos algum tempo disponível, a divulgar assuntos ligados à Educação Polar numa estreita comunidade online, já que todos somos atentos ambientalistas.

A students' project inspired on International Polar Year (IPY) 2007-2008.








This blog Geração Polar (Polar Gen) developed in Languages curriculum was created by students of a Secondary school in Porto, Portugal, as a curricular and extra-curricular activity to participate at the International Polar Year (IPY). 

For two years, the students worked on this project Geração Polar.One hour per week, my students and I went to school in an extra-curricular time to prepare the texts, to choose the themes and photos, making a serious research about Polar environment.






Education and Outreach

There are many ways you and your project members can get involved in Education and Outreach, such as contributing to IPY Blogs, working with local)schools and science centres, or doing media interviews.(...)



www.ipy.org



Now, only few students and me continue this blog project, in a distance online collaboration.

They are publishing, news, stories concerning Polar Education, when they have some time. I am tutoring as a collaborator. 

I don't teach face-to-face anymore at this school neither the students are studying in the same school. They grew-up and are studying in different colleges in different areas: biology, music, engineering, IT, sciences, literature, economy, sport.

Together, we continue the blog Geração Polar with the same enthusiasm as environmentalists.

A Professora Coordenadora| The Tutor Coordinator

GSouto

19.06.2007


Creative Commons License


Actualizado em 09.12.2019
Updated December 09,2019

Tuesday, October 22, 2019

Micropláticos detectados em Pinguins na Antáctida !






Pinguins na Antárctida
Colony of Gentoo penguins in the Antarctic 
créditos: © Paul Hilton/ Greenpeace


A poluição por microplásticos já chegou à Antárctida, de acordo com um estudo da Universidade de Coimbra (UC) publicado no dia 2 de Outubro na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC) “encontrou, pela primeira vez, microplásticos em pinguins da Antártida, confirmando que este tipo de poluição já entrou na cadeia alimentar marinha”.





Pinguim na Antárctida
créditos: © UC | José Xavier
via Observador/ Antarctida


“Ao analisarem a dieta de pinguins gentoo Pygocelis papua em duas regiões da Antárctida, os investigadores observaram que 20% das 80 amostras de fezes das aves continham microplásticos”

FCTUC, nota enviada à Lusa

As partículas de plástico, com comprimento inferior a cinco milímetros, têm “diversas tipologias, formas e cores, o que indica uma grande variedade de possíveis fontes destes microplásticos”,

José Xavier


A poluição marinha por plásticos é reconhecidamente uma ameaça aos oceanos em todo o mundo, mas só recentemente tem havido um aumento do esforço científico sobre microplásticos”, sublinha a FCTUC.


Para Filipa Bessa, co-autora do artigo, “é alarmante que microplásticos já tenham chegado à Antárctida". Este estudo é “o primeiro a registar microplásticos em pinguins e na cadeia alimentar marinha Antárctica”, 
Filipa Bessa, investigadora, FCTUC



credits: Microplastics in gentoo penguins from the Antarctic region
Scientific Reports, article, 2 October 2019
https://www.nature.com/articles/
“A variedade de microplásticos encontrados nos pinguins poderá indicar diferentes fontes de poluição, indiciando uma difícil solução para este problema”, sublimha ainda Filipa Bessa.
José Xavier, autor sénior do artigo, que “este estudo vem na altura certa, pois os microplásticos podem causar efeitos tóxicos nos animais marinhos e nada se sabe sobre o que eles poderão provocar nos animais da região Antárctica”.
“Esta descoberta é de muita importância para desenvolver novas medidas para reduzir a poluição na Antárctida, particularmente relacionada com plásticos, podendo servir de exemplo para outras regiões do mundo”.
José Xavier, docente investigador Departamento de Ciências da Vida da FCTUC


Penguins gentoo Pygocelis papua
credits: © UC | José Xavier
http://noticias.uc.pt/
A group of researchers from the Portuguese University of Coimbra (UC) first detected microplastic remains in the food chain of penguins that inhabit Antarctica, a finding that experts have described as “alarming.”


The fieldwork, published in the journal Scientific Reports, reveals that at least 20 percent of the feces samples of penguins analyzed had microplastic remains, with particles less than 5 millimeters in volume.
“The material was of different types and colors, so there is a wide variety of possible sources of these microplastics,” reads the statement issued by the Portuguese university.



Map of location of the sampling islands 
(Bird Island and Signy Island) in the Scotia Sea


“It is alarming that microplastics have already reached Antarctica and our study is the first to register them in the marine food chain,” 
Filipa Bessa, lead author of the article
The researcher stressed the complexity of the problem, due, among other factors, to the existence of “different sources of contamination” from which the microplastics come.
José Xavier, another of the specialists who have intervened in the investigation, warned of the importance of this work, since "microplastics can cause toxic effects in marine animals and it is not yet known what they can cause in animals throughout the region”. Read the full article here

Geração 'explorer'

22.10.2019


Licença Creative Commons

sources: Notícias UC/ Nature.com/ 

Saturday, October 12, 2019

Dia Mundial das Aves Migratórias : Proteja os Pássaros Marinhos !







Dia Mundial das Aves Migratórias

Celebra-se hoje, dia 12 Outubro, o Dia Mundial das Aves MigratóriasEstima-se que todos anos, 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos entrem nos oceanos. Segundo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, cerca de 90% das aves marinhas têm plástico nos seus organismos.

Tema 2019:

"Proteja os pássaros: seja a solução para a poluição plástica." 


A data, promove uma campanha anual que destaca a necessidade de conservação das aves migratórias e de seus habitats.
Anualmente, pessoas de todo o mundo organizam eventos públicos, como festivais de pássaros, programas educacionais, exposições e excursões de observação para aumentar a consciencialização global sobre as ameaças enfrentadas pelas aves migratórias, sua importância ecológica e a necessidade de cooperação internacional para conservá-las.






Pássaros:

Flutuando na superfície da água, cobertos de algas, plásticos descartáveis - sacos, canudos e garrafas podem ser facilmente confundidos com presas, tanto pela forma como pelo cheiro. 
De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, cerca de 90 % das aves marinhas têm plástico nos seus organismos.
A agência da ONU diz que pássaros mortos com estômagos cheios de plástico, enredados e sufocados por anéis e redes de plástico são consequências muito reais do impacto que o plástico causa a essas aves e outros animais silvestres. 
O relatório Estado das Aves do Mundo de 2018, aponta que uma em cada oito espécies de aves, 13% das espécies existentes, está ameaçada de extinção. 
Além da poluição plástica, as aves migratórias enfrentam outros desafios, sendo a agricultura, a extracção de madeira e as espécies invasivas as mais importantes.





A European white stork trapped in a plastic bag
 Photo: John Cancalosi

Plástico:

Com uma produção anual de mais de 300 milhões de toneladas, o plástico é um dos materiais mais utilizados no mundo. Leves e projectados para durar, eles são facilmente transportados para os ecossistemas, causando sérias ameaças às espécies migratórias.
Estima-se que todos anos, 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos entrem nos oceanos do mundo.

O que fazer para combater a poluição plásticos?

  • Reduza, reutilize e recicle: limite o uso de materiais plásticos e substitua-os por alternativas ecológicas, use e descarte os plásticos de maneira sustentável;
  • Limpeza: participe de actividades de limpeza em sua área, seja nas praias ou ao longo dos rios;
  • Divulgação: apoie acções locais e globais contra o uso excessivo e desnecessário e o descarte prejudicial de plástico.

Este ano, houve 70 países envolvidos entre os quais Portugal com 5 eventos registados. 

Ao todo, houve 710 eventos registados nos 74 países envolvidos.







World Migratory Bird Day

Today, 12 October is World Migratory Bird DayWaste and pollution are harmful to many World Heritage sites. Increased tourism means that more people are leaving trash at the world’s most iconic places. 

Every year, World Migratory Bird Day presents an annual theme aiming to raise awareness of issues affecting migratory birds and to inspire people and organizations around the world to take measures for their conservation. 

Theme 2019: 

"Protect Birds: Be the Solution to Plastic Pollution."
World Heritage sites are key stopover sites for birds, so the effective conservation of these sites is crucial for migratory bird conservation on a global scale. We therefore need to learn to visit sites without leaving a trace behind.



Marine pollution in particular, is also a problem at many World Heritage sites, where waste such as plastics wash up on beaches. 


Birds, turtles and marine mammals get entangled in marine litter or mistake it for food, leading to high mortality rates.





Threats 


Several World Heritage sites which are flyways for migratory birds have created clean-up and awareness programmes, which serve as a model for solving plastic pollution in protected areas around the world.


Cleaning up is just a start. We also need to recycle and not put waste in our irreplaceable World Heritage sites. The future of migratory birds depends on it. Read more here





This year, there is  70 countries involved and Portugal os one of them with 5 events registered. 

Total, 710 events registered in the 74 countries  envolved.

Resources:

Schools can find material to support lessons here: flyers; quiz; videos.


Geração 'explorer'

12.10.2019


Creative Commons License

sources: UN/ UNESCO-WHC/ WMBD