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Friday, September 27, 2024

Alasca : O degelo dos glaciares está a acelerar a grande velocidade. Um ponto sem retorno ?

 






O terminal piemontês do glaciar Taku, um dos mais de 1.000 glaciares do campo de gelo de Juneau, no sudeste do Alasca
credits: Bethan Davies
via New York Times


O campo de gelo de Juneau, um dos maiores da América do Norte, está a derreter a um ritmo duas vezes mais rápido do que o registado há mais de uma década, e os investigadores dizem que o ritmo de perda de gelo é “extremamente alarmante”.

Uma investigação recente analisou registos desde 1770 até 2020 e revelou uma perda significativa de gelo, especialmente nas últimas décadas.





Mapa da costa do Pacífico Noroeste: Ilhas e maiores estreitos da costa norfeste do Pacífico (USA) 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_gelo_de_Juneau#/media/Ficheiro:NWCoast1a.png


A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e publicada na revista Nature Communications, no dia 2 Julho 2024. Soube-se até que ponto o volume de gelo no Campo de Gelo de Juneau diminuiu significativamente desde 2010 em comparação com as décadas anteriores.

A equipa de investigadores internacional utilizou fotografias antigas, registos históricos, cartografia e imagens de satélite para reconstruir a elevação do campo de gelo. 

Descobriram que cerca de 1/4 do volume de gelo original se perdeu ao longo de 250 anos. Entre 1770 e 1979, a perda de gelo foi estável, mas aumentou no final do século XX e duplicou entre 2010 e 2020, resultando na extinção de 108 glaciares.





Icefields of Alaska and Western Canada. Red line denotes the national boundary Map produced by Bethan Davies
via AntarcticGlaciers.org

Bethan Davies, coautora do estudo publicado na Nature Communications, destacou que a aceleração da perda de gelo desde o início do século XXI é alarmante.


Atribuindo a causa às alterações climáticas, Davies explicou que os campos de gelo planos do Alasca são particularmente vulneráveis, pois a perda ocorre em toda a superfície. Estes campos não conseguem recuar para altitudes mais elevadas e encontrar um novo equilíbrio.


A investigação sugere que as actuais projeções sobre a perda de gelo pode subestimar o problema. À medida que os glaciares do planalto de Juneau mcontinuam a afinar e recuar para áreas mais quentes, processos de retroação impedirão o seu crescimento futuro, levando-os potencialmente a uma recessão irreversível.







credits: AntarcticGlaciers.org


Globally, glaciers and icefields contribute significantly to sea level rise. Here we show that ice loss from Juneau Icefield, a plateau icefield in Alaska, accelerated after 2005 AD. Rates of area shrinkage were 5 times faster from 2015–2019 than from 1979–1990. Glacier volume loss remained fairly consistent .






Location of Juneau Icefield in Alaska/British Columbia 
Map produced by Bethan Davies


Thinning has become pervasive across the icefield plateau since 2005, accompanied by glacier recession and fragmentation. Rising equilibrium line altitudes and increasing ablation across the plateau has driven a series of hypsometrically controlled melt-accelerating feedbacks and resulted in the observed acceleration in mass loss. As glacier thinning on the plateau continues, a mass balance-elevation feedback is likely to inhibit future glacier regrowth, potentially pushing glaciers beyond a dynamic tipping point. 


Read the entire article here







Geração polar

27.09.2024



Sources: video Juneau Icefield Research Program

https://juneauicefield.org/

GreenSavers/ Nature Communications 


Tuesday, September 20, 2022

Crise climática : Com 1.1ºC de aquecimento global, atingimos um ponto de não retorno !

 




Crise Climática
créditos: Autor não identificado
via Lider/ Sustentabilidade


A crise climática está a agravar o número global de desastres naturais, sendo que muitos deles acontecem já simultaneamente. Vários pontos de inflexão podem já ter sido alcançados devido ao aumento global da temperatura em 1.1ºC, causados pela acção do Homem.

Um novo estudo Exceeding 1.5°C global warming could trigger multiple climate tipping point, publicado na revista Science e partilhado no The Guardian, refere que um ponto de inflexão acontece quando um limite de temperatura é ultrapassado, levando a uma mudança imparável num sistema climático, mesmo que o aquecimento global termine.

Pontos sem retorno que já foram alcançados:

  • o colapso dos icebergues na Gronelândia, que eventualmente provocarão o aumento do nível do mar;

  • o colapso de uma corrente essencial no Norte do Atlântico, afectando as chuvas de que milhões de pessoas dependem para produzir alimentos;

  • o arrefecimento do pergelissolo rico em carbono, uma camada do subsolo da crosta terrestre que está permanentemente congelada.





Com um aquecimento global de 1.5ºC, novos pontos passam a tornar-se possíveis de acontecer, o que inclui mudanças nas grandes florestas do Norte, e perda de quase todos os glaciares montanhosos.

No total, os investigadores concluíram que haverá 16 pontos de inflexão, com os seis finais a requerer um aquecimento global de pelo menos 2ºC para serem “activados”. Activar um destes pontos geralmente ajuda a desencadear outros, tendo assim um efeito dominó.

Johan Rockstrom, director do Instituto de Investigação de Impacto Climático de Potsdam, e parte da equipa de investigação, afirmou ainda que “o mundo está a direccionar-se para um aumento de 2 a 3ºC da temperatura global.”





Um relatório recente do Painel Intergovernamental sobre mudanças Climáticas afirmou que o risco de desencadear pontos de inflexão climáticos torna-se alto com 2ºC de aquecimento global.

“Isto significa que a Terra prepara-se para cruzar vários pontos de inflexão perigosos que serão desastrosos para as pessoas em todo o mundo. Para manter as condições de vida na Terra e permitir que existam sociedades estáveis, devemos fazer tudo o que for possível para evitar cruzar estes pontos.”, alerta o director. Leia mais aqui

 



Climate tipping points are conditions beyond which changes in a part of the climate system become self-perpetuating. These changes may lead to abrupt, irreversible, and dangerous impacts with serious implications for humanity. Armstrong McKay et al. present an updated assessment of the most important climate tipping elements and their potential tipping points, including their temperature thresholds, time scales, and impacts. Their analysis indicates that even global warming of 1°C, a threshold that we already have passed, puts us at risk by triggering some tipping points. This finding provides a compelling reason to limit additional warming as much as possible. —HJS. Read the paper here 


Geração 'explorer'

20.09.2022


sources: Lider/ Sustentabilidade/ Science magazine

Sunday, September 30, 2018

Mapa da Antárctida à lupa ? Sim, agora é possível !




credits: National Geospatial-Intelligence Agency

Podemos agora visitar a Antárctida através de um mapa muito detalhado. Sim, agora podemos ver este continente longínquo à lupa. 

Uma equipa de cientistas anunciou que foi feito o mapa mais detalhado da superfície continente Antárctida. Chama-se Modelo Referencial de Altitude da Antárctida (Reference Elevation Model of Antarctica – REMA) e pode ser importante para entendermos melhor as perdas de gelo.






credits: National Geospatial-Intelligence Agency

Para conceber o mapa, os cientistas usaram dados de vários satélites que orbitam a Terra. Esses dados foram fornecidos pela National Geospatial-Intelligence Agency, que faz parte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. 

Ao todo, a equipa usou 187.585 imagens compiladas ao longo de seis anos. E como as imagens eram muito pormenorizadas, os cientistas tiveram de reunir os dados em supercomputadores muito potentes.




credits: National Geospatial-Intelligence Agency

A high resolution terrain map of Earth’s frozen continent will help researchers better track changes on the ice as the planet warms.

You may never make it to the South Pole, but you can now see Antarctica and its glaciers in unprecedented detail.
Researchers in September 7, 2018 announced the release of a new high resolution terrain map of the southernmost continent, called the Reference Elevation Model of Antarctica, or REMA, which they say makes Antarctica the best mapped continent on Earth.


credits: National Geospatial-Intelligence Agency


The team used 187,585 images collected over six years to create the map.
“Until now, we’ve had a better map of Mars than we’ve had of Antarctica,” 
Dr. Howat.

credits: National Geospatial-Intelligence Agency

The pictures are so detailed they had to use one of the most powerful supercomputers on Earth to ingest the data. Having access to this amount of information will allow researchers to better monitor the effects of climate change on the ice.

Antarctica is the most desolate and inhospitable place on Earth and its remoteness makes monitoring changes in the fluctuations of ice and water levels difficult. 

Because of the warming climate, seasonal changes at Antarctica are becoming more severe, making the need to understand the loss of ice even more important. Read more here 

Geração 'explorer'

30.09.2018
Licença Creative Commons
sources: The New York Times/ Science
Público/ Geografia

Monday, November 30, 2015

A COP21 : SOS Planeta





Em 2015, a presidência da conferência regressou a França que se candidatou para a zona da Europa Ocidental. 
A conferência foi preparada, de maneira inédita, com a presidência peruana da COP20 em estreita associação com a sociedade civil. 




A Conferência #COP21 está a ter lugar desde hoje, 30 de Novembro até 11 de Dezembro 2015 em Paris, Le Bourget.

Com 196 países presentes oficialmente, 40.000 participantes e cerca de 3.000 jornalistas, a COP21 deverá ser exemplar no respeito das normas em matéria de qualidade ambiental.
No encerramento da 3ª Conferência Ambiental do Quinquênio, o Primeiro-Ministro tinha declarado a luta contra as alterações climáticas como "a Grande Causa Nacional para 2015".



Porto, Portugal
créditos: Diogo Baptista/Demotix/Corbis




Berlin, Alemanha
Photo: John Macdougall/AFP/Getty Images


Houve manifestações inserida na Marcha Mundial pelo Clima em várias cidades portuguesas, tais como Lisboa, Coimbra e Porto, cidades que engrossaram a extensa lista de cidades que em todo o mundo aderiram a esta iniciativa.




Brussels, Bélgica
Photo: Nicolas Maeterlinck/AFP/Getty Images


Em Paris, onde começou hoje a COP21, realizaram-se várias acções simbólicas, incluindo um cordão humano e uma vigília de pares de sapatos que encheram a Praça da República. Esta foi a forma encontrada para substituir a manifestação, dada a proibição devido ao 'estado de emergência' que vigora na capital francesa. 

Esta mobilização global defende que os delegados presentes na COP21 cheguem a um entendimento sobre um Acordo Global de combate às alterações climáticas.




Tokyo, Japão
credits: Abaca

Na COP21 participam designadamente os Presidentes dos Estados Unidos, da China e da Rússia, bem como, entre outros, os principais responsáveis políticos dos diversos países da União Europeia.

Os 196 países membros estão reunidos na tentativa de acordar um consenso sobre o rumo que a Convenção de Clima irá tomar tomar e assinar um novo acordo global, que possa substituir o esvaziado e combalido Protocolo de Kyoto, único instrumento legal da Convenção. 

Os delegados vão negociar questões centrais ainda por resolver, como a natureza obrigatória do acordo e um possível entendimento para que os países pobres consigam travar combate às alterações climáticas.




Como ouviram, a Ecologia está em perigo! E os países mais pobres estão seriamente em risco de sobrevivência. Há que actuar mesmo já!

A tentativa é de arrancar uma série de directivas que permitam um acordo para que a temperatura média global do planeta não aumente acima de dois graus centígrados face à era pré-industrial.
É um limite que os cientistas consideram ponto de desestabilização do sistema climático. Neste momento, as contribuições de cada país, todas somadas, garantem apenas uma limitação a 2,7 graus.
A temperatura global poderá subir de 2 graus a 4/5 degraus, o que é imenso, pois que o aquecimento global tem vindo a subir nestes últimos anos.



Aquecimento global
créditos: NASA

Os recifes tropicais, as florestas, os glaciares estão a derreter, as espécies que desaparecem, ou estão em vias de extinção, espécies que migram, aspectos  sobre os quais já escrevemos várias vezes neste blog.

O Mar Arctico está verdadeiramente em perigo. Ouviram bem o expert em Biologia no vídeo acima.

A temperatura global poderá subir de 2 graus a 4/5 degraus, o que é imenso, pois que o aquecimento global tem vindo a subir nestes últimos anos.

Esperemos que os políticos cheguem a um consenso sério sobre um acordo ambicioso e vinculativo perante o desafio da desregulação climática que se aplicaria a todos os países.



The COP21 started today in Paris. Nearly 200 countries, 196 to be precise, are meet in Paris from today 30 November until the 11 December 2015, to work on the global agreement addressing climate change. 


Paris, France
credits: Reuters/Eric Gaillard

On November 28-29th, on the eve of the Paris Climate Summit, hundreds of thousands of people around the world took to the streets.
The Global Climate March was coordinated by a huge coalition of climate groups and activists working together, to show world leaders and delegates in Paris that the world is paying attention and the people are rising up.
Higher temperatures, extreme weather events and higher sea levels are all linked to a warming climate and could have a drastic effect on the world’s regions.
Since 1900, sea levels have risen by on average about 19cm globally. The rate of sea-level rise has accelerated in recent decades, placing a number of islands and low-lying countries at risk.



West Antarctic ice sheet
credits:Not mentioned

The retreat of polar ice sheets is an important contributor to this rise. Arctic sea ice is also shrinking because of higher temperatures, though it makes little contribution to raised sea levels.
By 2025, the United States has pledged to reduce greenhouse gas emissions 26 percent from 2005 levels.
Hoping all the world leaders sign a serious agreement addressing climate change. 

Geração 'explorer'
30.11.2015

Creative Commons License

Monday, November 23, 2015

Um susto feliz! Bloco de gelo de icebergue fotografado




créditos : Alex Perov/Solent News
Alex Perov, um fotógrafo, captou o segundo em que um bloco gigantesco de gelo caiu de um icebergue com 50 metros de altura, no meio do oceano. 
O fotógrafo estava a passar por um icebergue, em iate, quando o bloco começou a deslizar para o mar. O bloco provocou uma onda gigante que seguiu na direcção da embarcação, provocando o pânico.

créditos : Alex Perov/Solent News

Situado na Baia de Disko, na Gronelândia, o icebergue em queda provocou um “mini-tsunami”, segundo palavras de Perov. 


Disko Bugt, Greenland


“Foi inesperado. Estávamos três pessoas a bordo, num pequeno barco e normalmente não nos aproximaríamos tanto de um icebergue, a menos de 100 metros”.


créditos : Alex Perov/Solent News
“O colapso durou sete segundos e eu não o antecipei. Tinha a ideia de fazer algumas fotos ao arco do icebergue, foi um raro momento e, por sorte, a câmara tinha todas as suas definições preparadas para este tipo de fotografia”, 

Alex Perov
Até que o icebergue colapsou e enviou várias ondas gigantes até o iate. Segundo notícias, a reacção pronta da tripulação, que retirou o iate rapidamente do local, evitou uma tragédia para Perov e os seus companheiros de viagem.


credits : Alex Perov/Solent News
A Russian photographer, Alex Perov, has captured the split second that huge blocks of ice fell from a giant 160ft-tall iceberg in the middle of the ocean.

The incredible moment happened by chance when Alexander Perov tried to take pictures of a yacht passing in the iceberg's arc.

However, his awe soon turned to panic as the falling chunks crashed into the sea, setting off a big wave.


'The collapse lasted around seven seconds and I didn't anticipate it. The primary idea was to take a shot of the yacht in the arc of the iceberg.

'I had a rare opportunity to see everything from the very beginning and to take pictures of the whole event.

'By chance, all the settings of the camera were set already for this kind of shot.
'When it collapsed, it sent waves through the water which rocked the boat.

'When we heard the blast, we quickly turned the boat from the iceberg and sped away to avoid turning over.

'The specific problem for photographing it was I could not take the picture normally as I had to hang tight in the boat while we sped away from the wave, which seemed to me like a tsunami.' 

Wow! He had the courage to do it!

Geração 'explorer'

23.11.2015 

Creative Commons License


Source: Dailymail.co.uk