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Monday, October 16, 2023

Antártica perdeu 7,5 trilhiões de toneladas de gelo desde 1997, segundo estudo científico !




credits:  Ian Joughin


Aqui estamos de novo, depois de uma longa ausência. Mas, sempre que pudermos, continuaremos a publicar sobre assuntos que nos chamem à atenção,  relativos à temática deste nosso blog.  


Já algumas vezes escrevemos sobre o desatre ecológico as alterações climáticas e o aquecimento do planeta

Segundo imagens de satélites, a Antárctida está a derreter  aceleradamente. O continente antárctico está a perder 200 bilhões de toneladas de gelo por ano.


O efeito imediato desse derretimento para o meio ambiente é o aumento global do nível do mar em aproximadamente 0,6 milímetros por ano. Um número três vezes maior, se comparado com os dados de 2012, data da última avaliação.


Cientistas fizeram um levantamento da massa do manto de gelo antárctico de 1992 a 2017 e divulgaram novos números na publicação académica Nature





The location of Antarctida's ice shelves

credits: : National Snow and Ice Data Center

As informações divulgadas, bem como a tendência de aceleração do derretimento, terão de ser levadas em consideração pelos governos à medida que planeiam futuras medidas para proteger as comunidades costeiras de áreas de baixa altitude.


Os cientistas responsáveis pelo levantamento afirmam que a redução da camada de gelo está a acontecer principalmente no oeste do continente, onde as águas de temperaturas mais elevadas estão a submergir e a derreter as frentes de glaciares que desaguam no oceano.




Scientists believe global warming may be responsible 
credits : Alamy/PA


"Não podemos dizer quando isso começou, não fazíamos medições no mar naquela época"

Professor Andrew Shepherd, líder do grupo IMBIE

"Mas podemos afirmar que actualmente está demasiado quente para a Antárctida. Está cerca de meio grau Celsius acima do que o continente suporta. A base está a derreter cerca de cinco metros cada ano, e é isso que está a provocar o aumento do nível do mar como estamos a observar", disse ele à BBC News.


O levantamento indicou que, no total, a Antárctida perdeu cerca de 2,7 trilhiões de toneladas de gelo entre 1992 e 2017, o que corresponde a um aumento no nível global do mar de mais de 7,5mm.




Melting icebergs on Horseshoe Island. Warm water on the western side of Antarctica has been melting ice, whereas in the east the water is colder
 Anadolu Agency/Getty Images

Melting icebergs on Horseshoe Island. Warm water on the western side of Antarctica has been melting ice, whereas in the east the water is colder

More than 40% of Antarctica’s ice shelves have shrunk since 1997 with almost half showing “no sign of recovery”, a study has found, linking the change to the climate breakdown.




Pan-Antarctic ice shelf freshwater flux
credits: Science Advance


Scientists at the University of Leeds have calculated that 67tn tonnes of ice was lost in the west while 59tn tonnes was added to the east between 1997 and 2021, resulting in a net loss of 7.5tn tonnes.

Warm water on the western side of Antarctica has been melting ice, whereas in the east, ice shelves have either stayed the same or grown as the water is colder there.



Please watch on YouTube 


The ice shelves sit at the end of glaciers and slow their rate of flow into the sea. When they shrink, glaciers release larger amounts of freshwater into the sea which can disrupt the currents of the Southern Ocean. Read more here


It's so sad to know this know this scientific study! United Nations and António Guterres, Secretary-General are appealing all the governments of all world to change their programs in order to help climate crisis.


Happy to be back after a long pause.


Geração 'explorer'

16.10.2023 



sources: Nature Advance/ The Guardian Antarctida


Tuesday, September 20, 2022

Crise climática : Com 1.1ºC de aquecimento global, atingimos um ponto de não retorno !

 




Crise Climática
créditos: Autor não identificado
via Lider/ Sustentabilidade


A crise climática está a agravar o número global de desastres naturais, sendo que muitos deles acontecem já simultaneamente. Vários pontos de inflexão podem já ter sido alcançados devido ao aumento global da temperatura em 1.1ºC, causados pela acção do Homem.

Um novo estudo Exceeding 1.5°C global warming could trigger multiple climate tipping point, publicado na revista Science e partilhado no The Guardian, refere que um ponto de inflexão acontece quando um limite de temperatura é ultrapassado, levando a uma mudança imparável num sistema climáticomesmo que o aquecimento global termine.

Pontos sem retorno que já foram alcançados:

  • o colapso dos icebergues na Gronelândia, que eventualmente provocarão o aumento do nível do mar;

  • o colapso de uma corrente essencial no Norte do Atlântico, afectando as chuvas de que milhões de pessoas dependem para produzir alimentos;

  • o arrefecimento do pergelissolo rico em carbono, uma camada do subsolo da crosta terrestre que está permanentemente congelada.





Com um aquecimento global de 1.5ºC, novos pontos passam a tornar-se possíveis de acontecer, o que inclui mudanças nas grandes florestas do Norte, e perda de quase todos os glaciares montanhosos.

No total, os investigadores concluíram que haverá 16 pontos de inflexão, com os seis finais a requerer um aquecimento global de pelo menos 2ºC para serem “activados”. Activar um destes pontos geralmente ajuda a desencadear outros, tendo assim um efeito dominó.

Johan Rockstrom, director do Instituto de Investigação de Impacto Climático de Potsdam, e parte da equipa de investigação, afirmou ainda que “o mundo está a direccionar-se para um aumento de 2 a 3ºC da temperatura global.”





Um relatório recente do Painel Intergovernamental sobre mudanças Climáticas afirmou que o risco de desencadear pontos de inflexão climáticos torna-se alto com 2ºC de aquecimento global.

“Isto significa que a Terra prepara-se para cruzar vários pontos de inflexão perigosos que serão desastrosos para as pessoas em todo o mundo. Para manter as condições de vida na Terra e permitir que existam sociedades estáveis, devemos fazer tudo o que for possível para evitar cruzar estes pontos.”, alerta o director. Leia mais aqui

 



Climate tipping points are conditions beyond which changes in a part of the climate system become self-perpetuating. These changes may lead to abrupt, irreversible, and dangerous impacts with serious implications for humanity. Armstrong McKay et al. present an updated assessment of the most important climate tipping elements and their potential tipping points, including their temperature thresholds, time scales, and impacts. Their analysis indicates that even global warming of 1°C, a threshold that we already have passed, puts us at risk by triggering some tipping points. This finding provides a compelling reason to limit additional warming as much as possible. —HJS. Read the paper here 


Geração 'explorer'

20.09.2022


sources: Lider/ Sustentabilidade/ Science magazine

Tuesday, November 21, 2017

Iceberg A68 : Fotografias inéditas que a NASA divulgou capturadas durante a missão IceBridge.






créditos: NASA/ IceBridge

Lembram-se que em Julho, o iceberg A68 desintegrou-se da Plataforma Larsen C.

Foram agora reveladas fotografias inéditas do iceberg A68, que se desintegrou de Larsen C, na Península Antártica. A NASA divulgou essas fotografias que capturou durante a missão IceBridge.




créditos: NASA/ IceBridge

A NASA divulgou novas imagens aéreas de um iceberg de 5.800 quilómetros quadrados, conhecido por A68. Esta massa de gelo flutuante desprendeu-se em Julho, como divulgámos na altura, quando ocorreu uma das maiores desintegrações da plataforma Larsen C, que se estende ao longo da costa leste da Península Antárctica. 

Foi após um longo tempo de monitorização que o bloco de gelo se separou, deslocando-se agora mar adentro.





créditos: NASA/ IceBridge

Com um aumento da luz solar nesta altura do ano, a agência espacial tem realizado voos de reconhecimento, que integram a missão IceBridge, que utiliza o gelo polar da Terra para melhor compreender as conexões entre as regiões polares e o sistema climático a nível global. 
Esta missão tem também como objectivo estudar as mudanças anuais na espessura do gelo marinho e dos lençóis de gelo.

créditos: NASA/ IceBridge

As fotografias agora lançadas no Twitter da NASA vêm corroborar as observações já feitas anteriormente: uma grande fenda foi aberta entre a costa delimitada por Larsen C e o iceberg A68. 
Scientists can now evaluate how much an individual glacier or ice sheet melting will contribute to rising sea levels in port cities around the world, according to new research.
Climate scientists have said for decades that human-caused global warming causes ice to melt that in turn will raise global sea levels, and in recent years scientists have made increasingly precise projections about how individual cities will be affected. 
Global sea levels may rise by more than six feet by 2100, according to research published in the journal PNAS. Read more here 
Geração 'explorer'
21.11.2017
Creative Commons License
credits: video Time/ NASA
sources: Time/ Science | Observador/ Ciência

Thursday, November 24, 2016

Oceano Árctico, temperatura mais quente do que o normal






créditos: NASA


A temperatura no Polo Norte devia estar a descer nesta altura do ano, mas está a subir. A causa é uma massa de ar quente que está a impedir a formação de gelo no Oceano Árctico 

As actuais 'bizarras' temperaturas elevadas no Árctico, influenciadas pelo calor acumulado nos oceanos e pelos ventos do norte, têm sido reforçadas pelo 'círculo vicioso' das alterações climáticas, afirmam cientistas.

A temperatura acima do gelo polar tem excedido a média entre nove a 12 graus Celsius (ºC) nas últimas semanas, de acordo com os dados registados pelo Instituto Meteorológico Dinamarquês (DMI, na sigla em inglês), que anota as mudanças horárias na temperatura do Árctico.





Um gráfico publicado pelo investigador Zack Labe, um especialista nas questões do Árctico da Universidade da Califórnia, mostra a evolução da temperatura ao longo do ano. 

A linha vermelha, que indica a temperatura média do ano ao longo dos dias de 106, “continua a seguir na direcção errada”, escreve no Twitter o investigador, sobretudo se comparada com a linha verde, que representa a temperatura média esperada.

Vejam  na conta Twitter de Zack Labe o gif animado acerca da perda de gelo no Árctico.


A especialista Jennifer Francis, da Universidade Rutgers, da New Jersey, explica ao The Washington Post que as temperaturas estão “cerca de 20ºC mais quentes do que o normal na maioria do Oceano Árctico”, o que está relacionado com “anomalias da mesma magnitude sentidas na Ásia central e do norte”. 


Imagem obtida usando um climate reanalyzer
Climate Change Institute/University of Maine
Para a investigadora, “o aquecimento do Ártico é resultado da combinação de uma extensão de gelo muito baixa, com níveis recorde para esta altura do ano, o que torna, provavelmente, o gelo muito fino, com muito ar quente e húmido que vem de latitudes mais baixas”. 

Segundo a investigadora, a corrente que leva grandes massas de ar quente para a região polar tem aumentado à medida que a própria temperatura polar também aumenta.
Vários investigadores ouvidos pelo jornal norte-americano concordam: a situação é preocupante, mas é explicável pela referida massa de ar. 

“Há um forte movimento de calor em direcção ao Árctico, especialmente para o centro e norte do Canadá”

James Overland, Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, dos EUA

O cientista acrescenta que também o Atlântico e a Sibéria oriental estão a ser afectados por este aquecimento, por se encontrarem no caminho da massa de ar. 

Zack Labe, que partilhou o gráfico, considera que este aumento representa um padrão pouco comum, devido à “persistência e à magnitude das anomalias de temperatura”.


National Snow and Ice Data Center

It’s polar night there now — the sun isn’t rising in much of the Arctic. That’s when the Arctic is supposed to get super-cold, when the sea ice that covers the vast Arctic Ocean is supposed to grow and thicken.

In fall of 2016 — which has been a zany year for the region, with multiple records set for low levels of monthly sea ice — something is totally off. The Arctic is super-hot, even as a vast area of cold polar air has been displaced over Siberia.


This is the second year in a row that temperatures near the North Pole have risen to freakishly warm levels. During 2015’s final days, the temperature near the Pole spiked to the melting point thanks to a massive storm that pumped warm air into the region.



credits: NOAA

The situation this winter could set the Arctic’s ice up for very thin conditions and a possible record low next year, Mark Serreze (National Snow and Ice Data Center in Boulder, Colo.) said, although it’s too soon to say.
The weather in the Arctic can change swiftly. Temperatures could cool and the ice could rebound.
But the record-low sea ice extent and unprecedented warmth in the region fit in well with recent trends and portend even more profound changes in the coming years. Read the full arcticle here 
Geração 'explorer'  
24.11.2016
Creative Commons License
Sources: Observador/Ciência
The Wahington Post/Energy & Environment

Friday, August 12, 2016

Pausa férias : O que se passa no Árctico reflecte-se no mundo






Credits: Greenpeace


Como seriam alguns dos monumentos e lugares mais emblemáticos do planeta se o gelo do Árctico derretesse? 

A ONG ambientalista Greenpeace criou cenários futuros, para tentar responder a essa pergunta, um vídeo que dramatiza alguns dos efeitos do degelo. Ver aqui o vídeo (versão espanhola). Imagens que podem tornar-se realidade se não se tomarem medidas urgentes para atacar o aquecimento global.





Big Ben & Rio Tamisa
creditos: Greenpeace




Big Ben & Rio Tamisa
creditos: Greenpeace simulation

A Torre de Ouro de Sevilha passaria a ter vista para um desolador terreno seco e o Big Ben de Londres não estaria tão próximo do rio Tamisa, que seria uma sombra do que é hoje, em termos de caudal.




Muralha da China
creditos: Greenpeace 



Muralha da China
creditos: Greenpeace simulation

Os hotéis da marginal de Miami seriam fustigados pelas ondas e a Grande Muralha da China teria uma envolvente bem diferente daquela a que estamos habituados a ver.


Miami
creditos: Greenpeace




Miami
creditos: Greenpeace simulation
http://imagenes-cdn.farodevigo.es/

O vídeo faz parte integrante do relatório O que acontece no Árctico afecta-nos a todos, que sensibiliza para a importância deste continente gelado se o gelo derreter completamente. Assim refere o jornal espanhol ABC que divulga a versão espanhola do vídeo (acima).


Ludovico Einaudi toca 'Elegia pelo Árctico' no Árctico
credits: Greenpeace
credits: pedro armestre / greenpeace

Foi também para a campanha Vozes pelo Árctico da associação ambientalista Greenpeace que o pianista italiano Ludovico Einaudi compôs uma peça dedicada a essa campanha, a que chamou “Elegia pelo Ártico” e que tocou numa plataforma no gelo Ártico.

É tempo de fazer uma curta pausa, como já é usual. As férias escolares começaram para nós, final Julho. Prometemos voltar em Setembro!

Aprendam a apreciar a beleza do nosso Planeta e dos animais que nos fazem companhia. Sim, porque a Terra não é só dos Homens. Os animais sempre a habitaram, e por culpa de alguns de nós, muitas espécies a nível mundial estão em risco de extinção. Cuidem da Terra!

Ah! Não esqueçam de visitar o nosso blog verde Geração Verde.



Artic
credits: Greenpeace/ ABC (Spanish version)
The Arctic is a remote wilderness that is home to some of the most iconic, and threatened, wildlife on Earth, including polar bears, narwhal and Arctic foxes. Few of us have been lucky enough to explore the expanses of sea ice, glaciers or ice-sheets, yet we are inextricably linked to this vast region and it plays an integral role in our global climate system. Rising temperatures in the Arctic region appear to be influencing weather systems in other areas of the world, though the details of the complex processes involved are unclear.




credits: Greenpeace

The Arctic region is warming at more than twice the rate of other areas of the world in a phenomenon known as 'Arctic amplification'. The sea ice is melting earlier and the total area of summer sea ice has, on average, fallen markedly over the last 30 years. The receding sea ice results in more heat being exchanged between the ocean and the atmosphere. The whole Arctic region has become visibly darker with a lack of ice and snow, and this has affected the surface albedo (reflective properties) so that more energy is absorbed into the environment. An unstoppable positive feedback mechanism may have been set in motion that will further contribute to climate change across the globe.




credits: Greenpeace

A series of unprecedented weather extremes have been recorded throughout the last decade–'super-storms', droughts, heat waves, floods and record breaking snowy winters. Climate modelling suggests that these extreme weather events will become even more common in the future, causing heavy human and economic losses. Already many lives have been lost, homes flooded, grain harvests spoiled and forests burned with grave consequences for biological systems and human livelihoods. Research is still in its infancy and scientists are trying to understand better how the complex atmospheric processes of the poles are influencing mid-latitude weather patterns. There is still much debate. However, there seems no doubt that warming of the Arctic region is a major contributory factor. Read more here



Ludovico Einaudi plays Elegy for the Arctic
credits: Greenpeace
credits: pedro armestre / greenpeace

The composer Ludovico Einaudi has turned eight million voices into music, Elegy for the Arctic, specially composed to help protect the Arctic.

"As he performed this piece for the first time - in front of a magnificent surging glacier - the music echoed across the ice, a moment that will remain in our minds forever."

Through his music, acclaimed Italian composer and pianist Ludovico Einaudi has added his voice to those of eight million people from across the world demanding protection for the Arctic. Einaudi performed one of his own compositions on a floating platform in the middle of the Ocean, against the backdrop of the Wahlenbergbreen glacier in Svalbard, Norway. 

What can you do?

"Add your voice! We are just days away from a decision that could mark the real beginning of the Arctic Sanctuary. What is your reason for protecting the Arctic? Write it here and we'll make sure it reaches the Arctic."

Greenpeace campaign 'The Arctic Needs Your Voice' 


We hope you are enjoying our blog Geração Polar! It's Summer breack. Please care the Earth. Our planet needs all of us.

We will be back in September, as usual. See you soon.

By the way, don't forget to visit our green blog Geração Verde.


Geração 'explorer'

12.08.2016
Creative Commons License

References:

Greenpeace/News
Observador/ Ciência
Faro de Vigo/ Sociedad