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Thursday, July 29, 2021

Vaga de calor na Gronelândia provocou um episódio de degelo da calota glaciar

 



Gronelândia/ Mar Árctico

créditos: NOAA

https://www.noaa.gov/

Desde quarta-feira, dia 28 Julho, a calota glaciar que cobre o imenso território árctico derreteu cerca de oito mil milhões de toneladas por dia. O dobro da taxa média durante o período de Verão, de acordo com dados do Portal Polar, uma ferramenta de modelagem gerida por institutos de pesquisa dinamarqueses.

As temperaturas incomuns de mais de 20 graus, com registos locais, foram registadas no norte da Gronelândia nos últimos dias, segundo o instituto meteorológico dinamarquês DMI.

No pequeno aeroporto de Nerlerit Inaat, no nordeste da Gronelândia, os termómetros marcaram 23,4 graus dia 28 Julho, o nível mais alto medido desde o início das leituras da estação meteorológica e mais quente do que a temperatura máxima registada na Dinamarca naquele dia.



Essa vaga de calor que também afectou uma grande parte do território árctico, resultou num ritmo acelerado de degelo da calota glaciar.

A título de comparação, o imenso volume de água derretida libertada diariamente nos últimos dias – oito mil milhões de litros de água doce – “seria suficiente para cobrir de cinco centímetros de água toda a superfície da Florida [Estados Unidos]”, indicou o Portal Polar.

O recorde de degelo diário na Gronelândia, registado no Verão de 2019, não foi ultrapassado. Mas a parte do território gronelandês onde o gelo derreteu é maior do que há dois anos, informou o portal digital de vigilância árctica.

É a segunda calota glaciar depois da Antárctica, com uma área de quase 1,8 milhões de km2, pelo que a camada de gelo que cobre a Gronelândia é motivo de preocupação para os cientistas, já que o aquecimento do Árctico é três vezes mais rápido do que em outras partes do mundo.




créditos: AFP
via TSF

O recuo da calota glaciar da Gronelândia começou há várias décadas, acelerou desde 1990 e continua nessa dinâmica.

Um estudo europeu publicado em Janeiro 2021 refere que o degelo da calota glaciar gronelandesa deve contribuir para a elevação geral do nível dos oceanos à altura de 10 a 18 cm até 2100, isto é, 60% mais rápido do que a estimativa anterior.

A calota glaciar da Groenlândia contém, no total, o suficiente para elevar os oceanos de 6 a 7 metros.

Devido a um início de Verão relativamente frio com neve e chuva, o recuo da calota glaciar este ano ainda está dentro da média histórica para o momento, de acordo com o Portal Polar, ressalvando que o período de degelo se estende de Junho até ao início de Setembro. 






credits: REUTERS
via Expresso

Greenland's ice sheet has experienced a "massive melting event" during a heatwave that has seen temperatures more than 10 degrees above seasonal norms, according to Danish researchers.


Since Wednesday, 28 July 2021 the ice sheet covering the vast Arctic territory, has melted by around eight billion tons a day, twice its normal average rate during summer, reported the Polar Portal website, which is run by Danish researchers.


The Danish Meteorological Institute reported temperatures of more than 20 degrees Celsius (68 Fahrenheit), more than twice the normal average summer temperature, in northern Greenland.




And Nerlerit Inaat airport in the northeast of the territory recorded 23.4 degrees on Thursday, 29 July, the highest recorded there since records began.

With the heatwave affecting most of Greenland that day, the Polar Portal website reported a "massive melting event" involving enough water "to cover Florida with two inches of water" (five centimeters). Read more here 

Geração 'polar' 

30.07.2021



Sources: Polar Portal/ Expresso/ EarthOrg

Thursday, November 24, 2016

Oceano Árctico, temperatura mais quente do que o normal






créditos: NASA


A temperatura no Polo Norte devia estar a descer nesta altura do ano, mas está a subir. A causa é uma massa de ar quente que está a impedir a formação de gelo no Oceano Árctico 

As actuais 'bizarras' temperaturas elevadas no Árctico, influenciadas pelo calor acumulado nos oceanos e pelos ventos do norte, têm sido reforçadas pelo 'círculo vicioso' das alterações climáticas, afirmam cientistas.

A temperatura acima do gelo polar tem excedido a média entre nove a 12 graus Celsius (ºC) nas últimas semanas, de acordo com os dados registados pelo Instituto Meteorológico Dinamarquês (DMI, na sigla em inglês), que anota as mudanças horárias na temperatura do Árctico.





Um gráfico publicado pelo investigador Zack Labe, um especialista nas questões do Árctico da Universidade da Califórnia, mostra a evolução da temperatura ao longo do ano. 

A linha vermelha, que indica a temperatura média do ano ao longo dos dias de 106, “continua a seguir na direcção errada”, escreve no Twitter o investigador, sobretudo se comparada com a linha verde, que representa a temperatura média esperada.

Vejam  na conta Twitter de Zack Labe o gif animado acerca da perda de gelo no Árctico.


A especialista Jennifer Francis, da Universidade Rutgers, da New Jersey, explica ao The Washington Post que as temperaturas estão “cerca de 20ºC mais quentes do que o normal na maioria do Oceano Árctico”, o que está relacionado com “anomalias da mesma magnitude sentidas na Ásia central e do norte”. 


Imagem obtida usando um climate reanalyzer
Climate Change Institute/University of Maine
Para a investigadora, “o aquecimento do Ártico é resultado da combinação de uma extensão de gelo muito baixa, com níveis recorde para esta altura do ano, o que torna, provavelmente, o gelo muito fino, com muito ar quente e húmido que vem de latitudes mais baixas”. 

Segundo a investigadora, a corrente que leva grandes massas de ar quente para a região polar tem aumentado à medida que a própria temperatura polar também aumenta.
Vários investigadores ouvidos pelo jornal norte-americano concordam: a situação é preocupante, mas é explicável pela referida massa de ar. 

“Há um forte movimento de calor em direcção ao Árctico, especialmente para o centro e norte do Canadá”

James Overland, Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, dos EUA

O cientista acrescenta que também o Atlântico e a Sibéria oriental estão a ser afectados por este aquecimento, por se encontrarem no caminho da massa de ar. 

Já Zack Labe, que partilhou o gráfico, considera que este aumento representa um padrão pouco comum, devido à “persistência e à magnitude das anomalias de temperatura”.


National Snow and Ice Data Center

It’s polar night there now — the sun isn’t rising in much of the Arctic. That’s when the Arctic is supposed to get super-cold, when the sea ice that covers the vast Arctic Ocean is supposed to grow and thicken.

In fall of 2016 — which has been a zany year for the region, with multiple records set for low levels of monthly sea ice — something is totally off. The Arctic is super-hot, even as a vast area of cold polar air has been displaced over Siberia.


This is the second year in a row that temperatures near the North Pole have risen to freakishly warm levels. During 2015’s final days, the temperature near the Pole spiked to the melting point thanks to a massive storm that pumped warm air into the region.



credits: NOAA

The situation this winter could set the Arctic’s ice up for very thin conditions and a possible record low next year, Mark Serreze (National Snow and Ice Data Center in Boulder, Colo.) said, although it’s too soon to say.
The weather in the Arctic can change swiftly. Temperatures could cool and the ice could rebound.
But the record-low sea ice extent and unprecedented warmth in the region fit in well with recent trends and portend even more profound changes in the coming years. Read the full arcticle here 
Geração 'explorer'  
24.11.2016
Creative Commons License
Sources: Observador/Ciência
The Wahington Post/Energy & Environment