Sunday, October 21, 2012

Antárctida, Um Ano no Gelo : documentário de Anthony Powell


 


Antarctida A Year on Ice
Anthony B. Powell
https://en.wikipedia.org/

A maior parte das expedições que visitam a Antárctida ficam apenas por alguns meses durante a estação de verão.
Durante dez anos, incluindo nove invernos, Anthony Powell e a sua equipa permaneceram no planeta gelado para levar a cabo este filme.
O filme mostra a experiência de um ano completo no topo do planeta pelo olhar de todos os colaboradores que aí permaneceram para assegurar o funcionemento de todas as estações no continente mais adverso.

Esta é a segundo trailer do documentário "Antarctida, A Year On Ice".

(tradução livre)

Poderão também visionar o vídeo de apresentação do projecto aqui




credits: Anthony B. Powell
https://www.antarcticimages.com/

Most film crews that visit Antarctica are only there for a few short months over the summer season. Footage for this film has been meticulously gathered for the last 10 years, including 9 winter-overs, isolated from the rest of the world.





The film shows what it is like to experience a year at the bottom of the planet, through the eyes of the everyday workers who are there to keep the stations running in the harshest continent.

It includes footage meticulously gathered over 10 years, including 9 winters, isolated from the rest of the world, in 24-hour darkness and mind-numbing cold for months at a time.

Watch the video by Anthony Powell here







credits: Anthony Powell
https://www.antarcticimages.com/

And now go further by the voice of Anthony Powell:

"I have been working in Antarctica since 1998, and steadily gathering footage for this project for the last 10 years.

My work has appeared in numerous locations all over the world, including the Natural History Museum in New York, National Geographic Channel, Discovery, and most recently BBC's Frozen Planet series.

Now I am finally ready to present my feature film about what it is like to live at the bottom of the planet, in Antarctica, for a full year.

The story is not from the point of view of scientists, but of the everyday workers who are there to keep the stations running in the coldest place on the planet.

(...)

I have recently completed a trip on the National Science Foundation's Artists & Writers Grant, had footage appear in numerous TV shows all over the world, and in various Art Galleries and Museums.

I have plenty more photos to upload when I get a chance, so check back again!

Anthony Powell









A visually stunning chronicle of what it is like to live in Antarctica for a whole year from the point of view of the everyday workers.

This the second trailer for the upcoming feature film Antarctica: A Year on Ice.







*Nota: Como não encontrámos nenhumas referências em língua Portuguesa sobre este documentário, tivemos que optar por traduzir uma curta introdução e deixar a restante informação na língua original.


Geração 'Explorer'

21.10.2012

Creative Commons License

Referências | References

Créditos | Credits: videos Anthony Powell / photos: Anthony Pwell


Saturday, September 29, 2012

Plástico no Oceano Antárctico




Tara Expeditions
Foram detectados detritos de plástico no Oceano Antárctico. Esta descoberta foi feita durante uma expedição do navio de investigação francês Tara, ao longo de 70 mil milhas nos oceanos Atlântico, Pacífico, Antárctico e Índico que durou dois anos e meio. 
A expedição tinha como objectivo estudar a biodiversidade e os ecossistemas marinhos no âmbito das alterações climáticas.
“Sempre assumimos que este era um ambiente prístino, muito pouco tocado pelos seres humanos”, referiu Bowler Chris, coordenador científico do Tara Oceans. “O facto de termos encontrado estes plásticos é um sinal de que o alcance dos seres humanos é verdadeiramente planetário.”

Detritos de plástico no Antárctico
Amostras recolhidas em quatro diferentes estações no Oceano Antárctico e  na Antárctida revelam que os restos de plástico estão numa média de 50 mil fragmentos por quilómetro quadrado, uma taxa semelhante à média global. 
Embora os traços de poluentes sejam habituais, os investigadores achavam que as taxas no Oceano Antárctico seriam dez vezes menores que a média global.
"Descobrir plástico nestes níveis tão elevados foi completamente inesperado", indicou Bowler durante uma conferência no Museu da Ciência em Londres, na passada quarta-feira dia 26 Setembro 2012.
Os fragmentos microscópicos são o resultado da degradação de resíduos como sacos plásticos e garrafas, ao longo décadas pelo efeito da radiação ultravioleta e água do mar. 
Os investigadores do Tara, cujo trabalho foi recentemente saudado pelo secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, também ficaram surpreendidos ao descobrir fibras sintéticas, resíduos das lavagens de roupa, constituídas por uma porção significativa de fragmentos de plástico.
O impacte dos plásticos no ambiente marinho tem sido largamente observado e relatado. 
Os peixes e aves consomem regularmente estes detritos, que são confundidos facilmente com presas. Para além dos danos directos no animal, danos que podem conduzir à sua morte, estes poluentes libertam toxinas e outros compostos químicos que podem ser transferidos ao longo da cadeia alimentar.
Já tínhamos alertado em 2006 para a Poluição no Árctico. Dez anos depois, é com tristeza que vemos como tratamos mal o nosso planeta.


Tara on a Bloom (an explosive growth of phytoplankton) 

© J.Girardot/Tara Expéditions
Scientists from the Algalita Marine Research Foundation (Long Beach, California), in cooperation with the TARA Foundation, report findings of plastic pollution in Antarctic waters. During a 2011 segment of a three year circumnavigation voyage by the vessel TARA, "every sample taken from the Antarctic Ocean contained plastic with the count between 956 and 42,826 pieces per kilometer squared at each of the stations"
These samples were collected at or near the ocean’s surface and show that plastic pollution has found its way to the most remote parts of the globe.
Read more here


In 2006 we wrote about Arctic Pollution. Ten year later, it is so sad to know that we don't care about our Planet.

Geração 'Explorer'
29.09.2012
Creative Commons License
References:
Descobertos resíduos de plástico no Oceano Antárctico
Study Reveals Widedespread Plastic Distribution in Antarctic Waters

Saturday, September 15, 2012

Le Grand Nord Une exposition à la Maison de Norvège, Cité Universitaire de Paris !




Roald Amundsen

Evocations glacées, les réflexions d'un explorateur polaire colloque et exposition ont eu lieu à la Cité Internationale Universitaire de Paris, du 12 au 29 avril 2012.

Nous venons de la découvrir, et nous croyons toujours très important la divulgation de cet événement sur notre blog thématique. 

Nous avions déjà publié un post sur le Centenaire de cette expédition de Roald Amundsen au Pôle Nord (Décembre 2011). À voir ici 

Et Claudia aussi, avait déjà publié un petit billet en Mai 2007, à lire ici.

Nous croyons quand même important d'écrire encore sur cet événement. Ça fait partie de l'histoire des pôles et du monde. Il y en a de documents authentiques assez intéressants.

L’exposition Évocations glacées - les réflexions d'un explorateur polaire a eu lieu dans la Maison Internationale. Quelques éléments ont été également exposés à la Maison de Norvège

58 diapositifs montrant l’exploration d’Amundsen au Pôle Sud ont fait de cette exposition un évènement inédit. Pris par Amundsen lui-même, ces diapositifs faisaient partie intégrale des exposés qu’aurait donnés l'explorateur sur ses voyages en territoires glacés.





Roald AmundsenOlav Bjaaland
Sverre HasselOscar Wisting

Le 14 décembre 1911, Roald Amundsen et ses trois compagnons Olav BjaalandSverre Hassel et Oscar Wisting rallient le pôle Sud au terme d'une expédition de seize mois. 

Une première pour l'explorateur norvégien parti le 9 août 1910 de Norvège sur le Fram, le célèbre navire de Nansen. À bord, quatre-vingt-dix-sept chiens esquimaux, venus du Groenland, et des vivres pour deux années. 

Celui qui a déjà ouvert le passage du Nord-Ouest entre 1903 et 1906, reliant l'océan Atlantique à l'océan Pacifique en coupant à travers les îles arctiques du Grand Nord canadien, devance de trente-quatre jours l'expédition anglaise de Robert Falcon Scott et plusieurs équipes allemande, française, belge, écossaise et suédoise lancées elles aussi à la conquête du pôle Sud.




Navire de Nansen 
 Musée Fram, Norvège

Une aventure retracée à la Cité internationale universitaire de Paris à travers une exposition dédiée à la vie de l'explorateur. Au programme, 135 diapositives sur verre et une cinquantaine d'affiches reproduisant les conférences données par Roald Amundsen aux Etats-Unis et en Angleterre à son retour. 

L’exposition fut également l’occasion de lire des écrits de ce héros de l'Antartique qui ont été traduits pour l'occasion en français.






Un colloque sur le Grand Nord faisait parti de cet événement et a eu lieu le jeudi, 12 avril 2012.

A l'occasion de la parution de l'édition française du livre blanc du gouvernement norvégien sur le Grand Nord : "Visions et stratégies" l'Ambassade de Norvège en France, en coopération avec la Cité internationale universitaire de Paris, a organise un colloque à la Maison de Norvège, le jeudi 12 avril 2012, pour faire le point sur la géopolitique de l'Arctique et les défis de la de gestion des ressources naturelles.

Un colloque si importante au moment où les États frontaliers et groupes pétroliers étudient in loco les possibilités d'atteindre des terres polaires riches en hydrocarburesm malgré la réduction de la glace sous l'effet du réchauffement climatique.

Mais Greenpeace lance une grande campagne Save the Arctic. On en parlera à notre porchain post.







Este post refere-se a uma Exposição e Colóquio sobre Roald Amundesen e a sua hgistórica viagem ao Pólo Sul. Teve lugar na Maison de Norvège na Cité Universitaire de Paris em Abril 2012

Visionar no canal DailyMotin o video Roald Amundsen.  


Geração Exploradores Polares
15.09.2012
Creative Commons License

Références:

Le Grand Nord: Colloque et Exposition

Premiers pas au Pôle Sud

Saturday, August 11, 2012

Pausa: férias & animais !





Tempo de férias! Agosto, é tempo de férias para alunos e professores em quase todos os países da Europa.

Vamos então fazer uma curta pausa. Mas prometemos voltar em Setembro!


Até lá, deixamos estas encantadoras fotografias de animais polares em momentos de lazer. Sim, porque os animais têm rotinas semelhantes às nossas.

Ah! Não esqueçam de visitar o nosso blogue Educação Ambiental aqui






Polar bear sleeps soundly
Foto: Flip Nicklin





Sea lions
Foto:  Joanne Lembeck





Australian sea lion
Foto: Alesandro Kaitner





Baby Walrus with mother
Foto: Paul Nicklen

Emperor penguin baby
Foto:  courtesy NOAA

In Portugal, as in most European countries, August is school time-out season. The students have holiday time. Teachers are preparing their lessons for next school season. And of course have some fun with family.

We will be back in September!

Until there, watch this beautiful photos about polar animals that are taking a break too!


Oh! By the way, please visit our blog Green Blog here
Have fun! See us soon!




Geração Exploradores Polares

11.08.2012

Creative Commons License



Referências | References:

Fotografia | Photography
Nat Geo Wild


Saturday, July 14, 2012

Brasil: Pinguins encontrados mortos na praia




Pinguins mortos Praia Tramandí | foto AE


Ontem dia 13 Julho 2012, cerca de 500 pinguins foram encontrados mortos  ao longo de 50 quilómetros da costa do estado brasileiro de Rio Grande do Sul, revelou sexta-feira a imprensa brasileira.


Golfinhos na costa do Peru (Maio 2012)


Depois de no mês de Maio passado terem dado às praias peruanas cerca de 800 golfinhos e 1200 aves, (sobre este assunto escrevemos Peru: mistério da morte de pelicanos e golfinhos no nosso 'green' blog), eis que surge este outro imenso desastre ecológico que põe em risco a biodiversidade.

De acordo com a agência Lusa, os animais foram localizados por populares no mar entre os municípios de Quintão e Tramandaí, no extremo norte do estado, tendo as autoridades sido avisadas de imediato.

Efectivos das autoridades ambientais e do Centro de Estudos Costeiros recolheram amostras para determinar a causa da morte dos animais.

Pesquisadores do Ceclimar e da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) vão estudar as causas destas mortes. O resultado deve ser divulgado em 30 dias.

Segundo as autoridades ambientais, nesta época do ano, as aves migram da Patagónia para o norte em busca de alimentos. No deslocamento que, muitas vezes, vai até o litoral do Sudeste do Brasil, há grupos que sucumbem à exaustão, fome ou doenças e são arrastados para as praias do Sul.



Dead Penguins Tramandí Beach (Brazil)
In Brazil, on a beach, hundreds of penguins have been found without an apparently reason. But climate changes and no food are between the real causes.

The Brazilian environmental  authorities are studying the case. Penguins travel far away to find food and they die of exhaustion.


Tudo isto porque os animais deixaram de ter alimentos e são obrigados a migrar percorrendo grandes distâncias.

Esperemos que este e o caso do Peru possam ser explicados, mas sobretudo evitados.

Geração 'explorer'
14.07.2012

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Referências: 

Encontrados 500 pinguins mortos na costs do Brasil

Pinguins são encontrados mortos na costa do Rio Grande do Sul

Sunday, July 1, 2012

Gronelândia: turistas comem carne de baleia ?



Baleias na Gronelândia

Há algumas décadas, a presença das baleias na Antárctida era abundante. Hoje é uma das espécies dadas como em via de extinção. Daí que se tenha finalmente chegado à proibição internacional da caça à baleia.
Actualmente vigora uma proibição internacional que apenas permite duas excepções: as actividades com fins científicos e a caça de subsistência das populações autóctones (a actividade faz parte da tradição e cultura locais). E a Gronelândia é uma destas zonas.
A Gronelândia é um território ultramarino da Dinamarca que requisita todos os anos 670 toneladas de carne de baleia para satisfazer a procura dos habitantes locais.




Restaurante Dinamarca
Contudo, uma investigação realizada pela Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS) revelou que o principal destino desta carne são os turistas. 
A organização verificou que a carne de baleia está disponível em restaurantes, hotéis e supermercados.
“Mas para quem realmente é esta carne?”, alerta Chris Butler-Stroud, CEO da WDCS. 
Nos 24 dos 31 restaurantes visitados estava disponível aos turistas carne proveniente da baleia-comum, da baleia-anã e baleia-da-Gronelândia. 
“A nossa investigação mostra que a necessidade de mais baleias é promovida pelo mercado e não pelas necessidades aborígenes.”
Chris Butler-Stroud



credits: Robert Pitman 
Nos últimos 24 anos, os pedidos de quotas de caça à baleia aumentaram 89%. No entanto, a população nativa da Gronelândia só aumentou 9.9%. Também o número de caçadores licenciados diminuiu 39%.
É esperado que a Dinamarca peça à "Comissão Baleeira Internacional" o aumento das quotas de caça à baleia na reunião da Comissão que decorrerá no próximo mês.
A organização alerta ainda os turistas que é ilegal e pode dar pena de prisáo trazer carne de baleia comprada na Gronelândia para os Estados Unidos ou União Europeia.
Para quando o final deste terrível extermínio das baleias, uma espécie marinha já em vias de extinção há alguns anos, e um acto selvático de animais que têm uma importância vital na biodiversidade marinha?



Observação de baleias azuis | Antárctida
The International Whaling Commission (IWC) is holding its annual meeting in Panama during the first week of July. As it does so, a WDCS undercover investigation reveals whales killed for supposed ‘desperate local needs’ in Greenland are being served to tourists.
Read more here

Geração 'explorer'

01.07.2012

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