Tuesday, April 9, 2019

Antárctida : Plataforma Brunt prestes a desprender-se





Brunt Ice Shelf

Cientistas acreditam que dentro de dois meses poderá existir um novo icebergue com uma área de 1 500 quilómetros quadrados e uma espessura entre os 150 e 250 metros. No entanto, nada indica que este fenómeno seja consequência das alterações climáticas

Sabe que 1 200 quilómteros quadrados são quase o equivalente à área da cidade de Nova Iorque. É essa a dimensão do icebergue que está prestes a soltar-se da Antárctida. O desprendimento deste enorme bloco de gelo já é controlada há alguns anos, mas os cientistas alertam agora que entrou “na fase final”.






O futuro icebergue (ainda não o é porque ainda está agarrado à Antárctida), conhecido como Brunt Ice Shelf, vai ter uma dimensão de 1 500 Km2 e uma espessura que pode variar entre os 150 e os 250 metros. 

A primeira fissura surgiu há 35 anos e, em 2012, voltou a dar sinais de movimento. Desde então, tem aumentado continuamente. Há três anos, apareceu mais uma. Quando ambas se encontrarem em determinado ponto, o mais provável é que a tal separação aconteça.





credits: NASA

"O que muitas pessoas não percebem é que este é um processo natural que acontece várias vezes. Reconhecemos que o impacto das alterações climáticas é um problema bastante grave e com consequências em todo o mundo, sobretudo na Antárctida. No entanto, não há qualquer indicação nas nossas investigações de que este acontecimento em particular esteja relacionado de alguma forma com as alterações climáticas” 

Hilmar Gudmundsson, cientista “New Atlas”.

Os cientistas Jan De Rydt e Hilmar Gudmundsson passaram anos estudando o local e afirmam que o desprendimento será resultado de um processo de erosão natural.

A separação, estimam, deve acontecer dentro de dois meses. Segundo os investigadores, não é expectável que este acontecimento provoque a subida do nível das águas, uma vez que o bloco gigante de gelo já flutua no oceano e, devido ao peso, já afasta a mesma quantidade de água do que aquela que irá acrescentar ao mar quando começar a derreter.





An overview of the Brunt Ice Shelf, showing the Halloween Crack, the McDonald Ice Rumples, 
the two sites of the Halley Research Station, and the two Chasms
credits: British Antarctic Survey

Cracks growing across Antarctica’s Brunt Ice Shelf are poised to release an iceberg with an area about twice the size of New York City. It is not yet clear how the remaining ice shelf will respond following the break, posing an uncertain future for scientific infrastructure and a human presence on the shelf that was first established in 1955.






The huge iceberg is set to soon break off from the Brunt Ice Shelf in Antarctica. With two large cracks due to meet within the next few months, a research station has already been relocated as scientists watch the rifting event enter its "final phase."

The soon-to-be-born iceberg would measure more than 1,500 sq km (580 sq mi), and is between 150 and 250 m (492 and 820 ft) thick. Researchers have been watching the Brunt Ice Shelf carefully since 2012, when a crack that had sat dormant for 35 years suddenly showed signs of movement again. Chasm 1, as it's known, has grown steadily over the last seven years.





Jan De Rydt/Northumbria Uiniversity
British Antarctic Survey
via Popular Mechanics

"What many people do not realize is that this is a natural process and something which has happened time and again," says Hilmar Gudmundsson, an author of a study examining the calving event. "We recognize that climate change is a serious problem which is having an impact around the world, and particularly in the Antarctic. However, there is no indication from our research that this particular event is related to climate change." Read more here


Geração Polar

09.04.2019

Licença Creative Commons

References:

credits: videos Northumbria University/ British Antarctic Survey

Expresso/ Ciência | New Atlas/ Environment

NASA Earth Observatory

Saturday, March 30, 2019

Hora Planeta : Liga-te ao Planeta & luta contra o plástico !






Hora do Planeta
via Sul Informação

A Hora do Planeta 2019 é já hoje, dia 30 de Março, entre as 20:30 e as 21:30, hora local. Esta é uma iniciativa ambiental global promovida pela WWF. 

Cidadãos, empresas, governos e comunidades são convidados a desligarem as luzes durante uma hora para mostrarem o seu apoio a uma actuação mais sustentável.

A Hora do Planeta começou há 12 anos em Sydney, onde se estima que mais de dois milhões de pessoas colaboraram com o apagão para uma poupança de 2% a 10% da energia consumida na cidade. 

É uma das primeiras iniciativas promovidas para sensibilizar a sociedade para a questão das alterações climáticas, a Hora do Planeta cresceu de um evento simbólico numa única cidade Sidney, Austrália, em Março de 2007 para o maior movimento mundial em defesa do ambiente.







Este ano há três apelos adicionais para o dia: não comer carne, não consumir plásticos e não emitir CO2, como contributos particulares para ajudar a reduzir a perda de biodiversidade.

O apelo maior é que passem este dia recusando plástico de uso único, optando por alternativas reutilizáveis e desafiando as pessoas a continuarem esta prática o ano inteiro. 

O pedido vem em linha com o trabalho desenvolvido pela ANP|WWF na campanha Zero plásticos na Natureza, que inclui uma petição mundial.





Queremos Zero Plásticos na Natureza


8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos. É urgente que os líderes mundiais travem a crise provocada pelo plástico. Junta a tua voz à de todos!

O plástico está em toda parte. Das praias da Indonésia ao Ártico, está a sufocar silenciosamente o nosso planeta.

O plástico contamina solos, rios, oceanos, e entrou na nossa cadeia alimentar. Muitos de nós fazem a sua parte para reduzir este tipo de poluição, mas é hora de governos e empresas assumirem a sua responsabilidade também.

Pede aos governos que estabeleçam um acordo global juridicamente vinculativo para impedir que os plásticos poluam os nossos oceanos! 

Podes assinar a petição aqui se fores maior de 16 anos, ou com autorização dos teus pais.





Earth Hour 2019

Today, Saturday 30 March, at 8:30PM (local time), lights will switch off around the globe for Earth Hour and people will commit to actions that go beyond the hour.

The simple idea of switching off lights for an hour to drive action on climate change began in Sydney, Australia in 2007 and now all seven continents are celebrating Earth Hour.

From changing individual behavior, to legislation, Earth Hour has achieved massive environmental impact - but as accelerating climate change and staggering biodiversity loss threaten our planet, we need to spark never-before-had conversations on the loss of nature and the urgent need to protect it.







The world’s largest grassroots movement for the environment grows another year older and will continue to unite millions of people around the world who take part in this annual celebration. 

Earth Hour 2019 with its campaign #Connect2Earth aims to build mass awareness on why nature is important and create an unstoppable movement for nature similar to when the world came together to tackle climate change. 






Together, we hope to create a movement of people around the world who are speaking up to tackle the dual challenge facing the planet - climate change and the loss of nature.



The Lifecycle of Plastics
This year we are refusing plastics on this day. Fish that feed from the surface waters, where plastics tend to accumulate, are in an ideal position to ingest plastics.


Eight million tonnes of plastic are leaking into our oceans every year.  Ask the world’s governments to take action now and stop this crisis before it’s too late!



Young people against plastics
via Huffpost.com
Fight Against Plastic Pollution. You can sign if you are +up16 or ask your parents to do it!

Geração explorer

30.03.2019

Licença Creative Commons


Thursday, February 14, 2019

Degelo: Ursos polares esfomeados invadem aldeias russas





créditos DR/ via JN

Ursos polares invadem uma aldeia russa do Árctico, Novaya Zemlya, o que leva as autoridades russas a chamar um grupo de especialistas para a ilha a fim de sedar e retirar a dezenas de ursos polares que estão a amedrontar os habitantes da aldeia.

A decisão foi tomada depois de as autoridades do arquipélago de Nova Zembla, uma população a rondar três mil pessoas, terem pedido ajuda.

"Nunca houve uma invasão em massa de ursos polares como esta", (...) "Eles estão literalmente a perseguir várias pessoas", 

Zhigansha Musin (das autoridades locais)

Não há dúvida que deve ser assustador, ver entrar um urso polar na nossa casa. Mas o aquecimento global faz com que os animais procurem alimento fora do seu habitat para tentar sobreviver.






Os ursos polares passam grande parte do tempo no gelo, onde caçam e se alimentam de focas. Com o degelo no Árctico, os animais são obrigados a procurarem alimentos em outras zonas, passando pelo contacto com as populações humanas.
Foram avistados pelo menos 52 animais no arquipélago Belushya Guba, uma das zonas mais povoadas da região. 
"Os habitantes estão assustados e com medo de saírem de casa. Os pais não deixam os filhos irem à escola". 
Alexander Minayev
Por este motivo, foi declarado o estado de emergência na região.


Instagram/ via RTP


Nas redes sociais foram publicados vídeos e fotografias em que se pode ver os ursos a entrarem em casas e próximos das populações. 
A Rússia classificou os ursos polares como sendo uma espécie em risco e disparar contra eles é proibido. 
No entanto, as autoridades defendem que o abate destes animais pode vir a ser a solução, caso as tentativas de os retirar do local fracassem. 

Esperemos que isso não aconteça! Os ursos polares e outros animais que estão a mudar seus hábitos alimentares numa luta pela sobrevivência, não têm culpa das atrocidades que temos cometido contra o nosso Planeta.



créditos: via Instagram

Russian environmental authorities have deployed a team of specialists to a remote Arctic region to sedate and remove dozens of hungry polar bears that have besieged the people living there.


The move came after officials in the Novaya Zemlya archipelago, with a population of about 3,000 people, appealed for help.


“There’s never been such a mass invasion of polar bears,” said Zhigansha Musin, the head of the local administration. “They have literally been chasing people.”





Other footage shows the polar bears feeding on rubbish at a local dump. Attempts to scare off the polar bears using car horns and dogs have all failed, the Tass news agency said. 





Instagram/ via JN

Russia classes polar bears as an endangered species and shooting them is prohibited by law. Officials warn, however, that a cull may be necessary to ensure the safety of the local population, if attempts to remove the animals fail. 


In 2016, five Russian scientists were besieged by polar bears for nearly two weeks at a remote weather station on Troynoy Island, east of Novaya Zemlya. Read more here

We hope that Russian  environmental authorities don't kill the polar bears. They must have different solution. Polar bears are trying to survive.

Geração 'explorer'

14.02.2019


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fontes: JN Ambiente/ The Guardian Environment

Tuesday, January 22, 2019

Top Posts mais lidos 2018 Geração Polar #semestre2






credits: Liu Shiping-Barcroft Images

E como fizemos já a a retrospectiva das publicações 2018 relativa ao Top dos post mais lidos do #semestre1 2018, passamos a apresentar a súmula das nossas publicações do ano 2018, #semestre2, do blog Geração Polar. 

Mas antes, tal como fizemos em 2015, 2016, e 2017, continuamos a partilhar convosco algumas fotos originais de animais selvagens. Incríveis fotógrafos. Maravilhosa vida animal selvagem.




credits: Owen Humphreys-PA

Desta vez, não se trata de The Comedy Wildlife Photography Awards, já aconselhada no #semestre1, mas sim The Week Wildlife - in pictures/ The Guardian.

The Week Wildlife - in pictures, (diferentes semanas). Wow! Não vão querer perder! Há fotografias extraordinárias que só bons fotógrafos podem captar.





credits: Giampaolo Cianella/Alamy

Happy Year 2019! As we did in 2015, 2016, and 2017, here  the Top of posts of 2018,#semester2

First, we don't resist sharing with you some amazing photographs of wildlife. No! It's not The Comedy Wildlife Photography Awards from semester1. But The Week Wildlife - in pictures/ The Guardian (different weeks). Picked from awesome photographers. Such great photos. Beautiful wild animals!




credits: New Zealand Department of Conservation

Looking back 2018, we have come up with our roundup of what's been most-read,#semester2 on our Blog Geração Polar. The selection is based on page views of the most read posts:

Here the most popular posts 2018, #semester2:



O nosso post preferido 2018, #semestre2? COP24 : Aquecimento Global : SOS Planeta ! Claramente! Não tivemos muito tempo para dedicar ao Blog Geração Polar, no 2º semestre, mas este foi sem dúvida o mais importante. 

Não poderíamos perder um evento mundial desta importância. A principal tarefa da COP 24 era estabelecer a “charter de regras” do Acordo de Paris, ratificado em 2015. A intenção é que o que ficou estabelecido na COP21 Paris 2015 entre em vigor a partir de 2020. Será?

Os jovens, cansados de promessas não cumpridas dos líderes mundiais, tiveram uma palavra a dizer. E não pouparam as críticas.



Sir David Attenborough speach
credits: @ Copyright REUTERS/Kacper Pempel
"If we don't take action, the collapse of our civilisations and the extinction of much of the natural world is on the horizon," 
Sir David Attenborough
Our crush 2018, #semester2? COP24 : Aquecimento Global : SOS Planeta ! Of course! Thousands of world leaders, experts, activists, creative thinkers, and private sector and local community representatives  worked on a collective action plan to realize critical commitments made by all the countries of the world in Paris, three years ago (2015).

Sir David Attenborough delivered a stern speech at the UN's climate change summit in Katowice, Poland, warning of the impending threats global warming poses to the natural world.
And young people had a word to say as well. Greta Thunberg was the voice of students. Given that almost one quarter of the world’s population is aged between 10 and 24, they are committed to change environment decisions as future leaders at both local and global levels about climate change and endangered species. 
Don't forget to visit the the roundup of what's been most-read #semester2 of our green blog Geração Verde.

May 2019 be a New Year for the defense of environment and the wildlife on the planet Earth! Global warming is a real dread to the natural world!
on endangered species.

Happy New Year ! 
Geração 'explorer' 
20.01.2019
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