Sunday, September 30, 2018

Mapa da Antárctida à lupa ? Sim, agora é possível !




credits: National Geospatial-Intelligence Agency

Podemos agora visitar a Antárctida através de um mapa muito detalhado. Sim, agora podemos ver este continente longínquo à lupa. 

Uma equipa de cientistas anunciou que foi feito o mapa mais detalhado da superfície continente Antárctida. Chama-se Modelo Referencial de Altitude da Antárctida (Reference Elevation Model of Antarctica – REMA) e pode ser importante para entendermos melhor as perdas de gelo.






credits: National Geospatial-Intelligence Agency

Para conceber o mapa, os cientistas usaram dados de vários satélites que orbitam a Terra. Esses dados foram fornecidos pela National Geospatial-Intelligence Agency, que faz parte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. 

Ao todo, a equipa usou 187.585 imagens compiladas ao longo de seis anos. E como as imagens eram muito pormenorizadas, os cientistas tiveram de reunir os dados em supercomputadores muito potentes.




credits: National Geospatial-Intelligence Agency

A high resolution terrain map of Earth’s frozen continent will help researchers better track changes on the ice as the planet warms.

You may never make it to the South Pole, but you can now see Antarctica and its glaciers in unprecedented detail.
Researchers in September 7, 2018 announced the release of a new high resolution terrain map of the southernmost continent, called the Reference Elevation Model of Antarctica, or REMA, which they say makes Antarctica the best mapped continent on Earth.


credits: National Geospatial-Intelligence Agency


The team used 187,585 images collected over six years to create the map.
“Until now, we’ve had a better map of Mars than we’ve had of Antarctica,” 
Dr. Howat.

credits: National Geospatial-Intelligence Agency

The pictures are so detailed they had to use one of the most powerful supercomputers on Earth to ingest the data. Having access to this amount of information will allow researchers to better monitor the effects of climate change on the ice.

Antarctica is the most desolate and inhospitable place on Earth and its remoteness makes monitoring changes in the fluctuations of ice and water levels difficult. 

Because of the warming climate, seasonal changes at Antarctica are becoming more severe, making the need to understand the loss of ice even more important. Read more here 

Geração 'explorer'

30.09.2018
Licença Creative Commons
sources: The New York Times/ Science
Público/ Geografia

Wednesday, May 30, 2018

Ben Page : uma viagem de bicicleta ao Árctico ? Documentário filmado por si





The Frozen Road : a journey to the Arctic
Ben Page



Ben Page começou uma viagem pelo mundo em 2015, fazendo-se acompanhar pela sua câmara fotográfica. Estava longe de imaginar que ela seria a sua companhia nesta sua viagem. De modo algum, uma viagem normal. 


Milhares de quilómetros percorridos de bicicleta, com temperaturas extremas. Parte da jornada está no seu documentário “The Frozen Road”, lançado este ano e considerado o melhor documentário de aventura no New York Wild Film Festival 2018.





O sonho de Page começou em 2014. Depois de ter concluído a licenciatura em Geografia na Universidade de Durham, no norte de Inglaterra, o cineasta pegou na sua bicicleta e decidiu viajar sem qualquer objectivo cinematográfico. 
“Eu tinha 22 anos, não tinha hipotecas, não tinha namorada. Não tinha nada que me prendesse a casa. Por isso parti”, 
Ben Page
Quando chegou à cidade de Whitehorse, no Canadá, quis seguir em direcção a Tuktoyaktuk, que se situava a cerca de 1.600 quilómetros, no fim do continente americano. 


The Frozen Road : a journey to the Arctic
courtesy: Ben Page

Para lá chegar teria de pedalar durante 30 dias em estradas e rios congelados, com tempestades de neve, ventos traiçoeiros e temperaturas que chegavam aos 40 graus negativos.
A viagem pelo Árctico faz parte de uma odisseia que durou três anos e chegou a um percurso de 64 mil quilómetros pela América, África, Europa, Ásia e Árctico, o seu ponto mais alto. 
Mais do que um desafio físico, Page revelou que o percurso foi um constante teste psicológico. Não havia banhos quentes nem electricidade ou dias definidos de descanso. Eram raras as alturas em que encontrava abrigo para as temperaturas extremas. Os Invernos que passava no Reino Unido tornaram-se num paraíso.


The Frozen Road : a journey to the Arctic
courtesy: Ben Page

Para Page, o isolamento foi  o mais difícil! Uma “dualidade constante”: a procura da solidão e da liberdade, mas ao mesmo tempo as alturas em que precisava de alguém para o ajudar em situações adversas. 
“Havia momentos em que as coisas começavam a correr mal, quando o medo me invadia”, confessou à CNN, dando como exemplo um episódio em que ficou preso no Rio Peel, no Canadá, a 64 quilómetros da civilização mais próxima.
A sua câmara foi-se tornando cada vez mais importante. Durante o percurso, Page percebeu a importância em captar as suas memórias para lhe oferecer oportunidades no futuro como cineasta. A câmara era, acima de tudo, um antídoto para a solidão.


The Frozen Road : a journey to the Arctic
courtesy: Ben Page

No final da jornada, quando viu o Oceano Árctico, já não era o pôr-do-sol que importava para o cineasta, mas o que aprendera durante a viagem.
“Talvez eu tenha provado algo para mim próprio ao ter ido até ao limite do meu mapa. Mas, também percebi que as linhas da chegada são melhores quando são partilhadas”
Ben Page
Page regressou no final de 2017 para reencontrar os pais, no Reino Unido.


The Frozen Road : a journey to the Arctic
courtesy: Ben Page
http://www.anotherhorizon.org/the-frozen-road-3/
O seu documentário The Frozen Road: a journey to the Arctic foi lançado este ano. Já recebeu o Gold Best Bike film award SHAFF/ Sheffield Adventure Film Festival 2018. 
Não de visitar Ben Page nas redes sociais: Facebook; Instagram e Vimeo.


The Frozen Road : a journey to the Arctic
courtesy: Ben Page

 Ben Page set up the shot. He erected the tripod, attached the camera, pressed record.
Treading carefully to ensure his footprints in the snow were out of sight - he got on his bike and cycled past the lens, eyes fixed on the vast untouched landscape ahead.
Page, 22 at the time, was in Yukon territory, the Canadian Arctic, on the most grueling section of a round-the-word cycle odyssey.


The Frozen Road : a journey to the Arctic
courtesy: Ben Page
He had left the city of Whitehorse and was roughly 1,000 miles (1,600 kilometers) away from Tuktoyaktuk, the end of the North American continent.
To get there, he would have to cycle for 30 days along roads and frozen rivers, contending with snow storms, bitter winds, and temperatures as low as minus 40 Celsius (minus 40 Fahrenheit).


The Frozen Road : a journey to the Arctic
courtesy: Ben Page
Before starting his round-the-world trip at Ushuaia, Argentina, the southernmost point of the Americas, Page had barely picked up a camera.

But 15 months and more than 10,000 miles later, he found himself in northern Canada, filming the footage that would form an award-winning documentary, The Frozen Road.


The adventure lasted three years, covering 40,000 miles (64,000km) and five continents: the Americas, Africa, Europe and Asia. The Arctic was its pinnacle. For Page, it was a mental challenge as much as it was a physical one. 

Ben Page & his parents
Courtesy: Ben Page
https://edition.cnn.com/travel/
All in all, the trip was about 40,000 miles. In 2017, Page finally made it back home, and was reunited with his parents.
Despite his film receiving distinguished recognition - including "Best Adventure Film" at the New York Wild Film Festival 2018 and "best director" at the Bilbao Mendi Film Festival, Page confesses his awkward relationship with the camera. Read more here 
Geração 'explorer'
29.05.2019
Licença Creative Commons

Sources: Observador/ Viagens ; CNN/ Travel

Saturday, April 14, 2018

Antárctida : Queda de neve aumentou 10% nos últimos 200 anos





An analysis of 79 ice cores collected from the continent reveals a 10% increase in snowfall in Antarctica
creditos: SciTech Europe

A queda de neve na Antárctida aumentou em cerca de 10% nos últimos 200 anos, segundo um estudo apresentado dia 9 de Abril na reunião da União Europeia de Geociências (UEG), em Viena, Áustria. 




A equipa internacional de investigação, liderada pela British Antarctic Survey, analisou 79 núcleos de gelo recolhidos no continente antárctico, de modo a analisar as alterações na queda de neve e o impacto no nível das águas do mar.

Este estudo britânico analisou a queda de neve no continente gelado entre 1800 e 2010. Os resultados elevam as esperanças de desaceleração no aumento do nível das águas dos oceanos. Estudo publicado na revista Climate of the Past.

O estudo mostra que houve um significativo aumento da queda de neve entre 1800 e 2010, o que pode ter impacto global no nível das águas do mar. 

Os resultados da investigação mostram assim que a crescente queda da neve pode contribuir para desaceleramento do aumento do nível do mar. 



Dr Liz Thomas, autora do estudo
créditos:  British Antarctic Survey

"Existe uma necessidade urgente de entender a contribuição do gelo antárctico para o aumento do nível do mar e foram usadas várias técnicas para determinar o balanço entre a queda de neve e a perda de gelo. Quando a perda de gelo não é restituída pela queda de neve, o nível do mar aumenta", 

Liz Thomas, principal autora do estudo

A maior parte da neve caiu na Península Antárctica, no Hemisfério Ocidental. "Os nossos resultados mostram uma mudança significativa no balanço da massa superficial [de gelo] durante o século XX. 

A maior contribuição é da Península Antárctica, onde a queda de neve média anual durante a primeira década do século XXI é 10% mais elevada do que no mesmo período no século XIX", acrescenta Liz Thomas

*Nota: Oiça a entrevista com Dr Liz Thomas aqui

No entanto, a equipa de investigação faz questão de relembrar que os aumentos de queda de neve não invalidam as observações respeitantes ao degelo, registadas pelos satélites ao longo dos últimos 25 anos. 

Embora o aumento na queda de neve, desde 1900, tenha ajudado a baixar o nível das águas do mar em cerca de 0,04 milímetros a cada década, o aquecimento global tem provocado o degelo da parte inferior dos glaciares, o que, pelo contrário, provoca o aumento do nível das águas. Leia mais aqui



Much of the extra snow has fallen on the Antarctic Peninsula
credits: SPL
Scientists have compiled a record of snowfall in Antarctica going back 200 years.
Dr Liz Thomas presented the results of the study at the European Geosciences Union (EGU) General Assembly here in Vienna, Austria.
The study shows there has been a significant increase in precipitation over the period, up 10%.
The effect of the extra snow locked up in Antarctica is to slightly slow a general trend in global sea-level rise.
However, this mitigation is still swamped by the contribution to the height of the oceans from ice melt around the continent.
Some 272 billion tonnes more snow were being dumped on the White Continent annually in the decade 2001-2010 compared with 1801-1810.

Cores have been collected across the continent 
- making this the largest study of its kind
credits: BAS

The British Antarctic Survey (BAS) researcher, Dr Liz Thomas said the work was undertaken to try to put current ice losses into a broader context. "The idea was to get as comprehensive a view of the continent as possible,".
"There's been a lot of focus on the recent era with satellites and how much mass we've been losing from big glaciers such as Pine Island and Thwaites. But, actually, we don't have a very good understanding of how the snowfall has been changing.
"The general assumption up until now is that it hasn't really changed at all - that it's just stayed stable. Well, this study shows that's not the case.”
Dr. Liz Thomas 
*Note: Hear the interview with Dr. Liz Thomas here



Artwork: Satellites routinely map Antarctica, 
but their data record is only about 25 years
credits: BAS
The previous, most extensive survey of this kind assessed just 16 cores. The new study is therefore much more representative of snowfall behaviour across the entire continent.
It found the greater precipitation delivered additional mass to the Antarctic ice sheet at a rate of 7 billion tonnes per decade between 1800 and 2010 and by 14 billion tonnes per decade when only the period from 1900 is considered.
Most of this extra snow has fallen on the Antarctic Peninsula, which saw significant increases in temperature during the 20th Century.Read more here 
Geração 'explorer'
14.04.2018

Creative Commons License

Sources: 
Público/ Ambiente
BBC/ Science & Environment
Phys.org

Monday, March 26, 2018

Hora Planeta : Biodiversidade : mais de 100 baleias morrem na praia




Earth Hour 2018

Celebrou-se no passado dia 24 Março, o movimento mundial Earth Hour para homenagear o nosso Planeta, encorajando pessoas, comunidades e países a desligarem al luzes e aparelhos que não fossem essenciais durante uma hora. E a aderência mundial foi imensa. Países de todo o mundo em número de 188 participaram.
A iniciativa nasceu, como sabemos em Sidney, na Austrália, em 2007 e desde então expandiu-se por mais de 187 países e 7.000 cidades. Esta é portanto a 11ª edição da Hora do Planeta.
Foi celebrada mais uma edição de Earth Hour, uma semana mais cedo que o habitual, fim de Março, devido às comemorações religiosas da Páscoa
Assim, estamos certos que aderiram a acto simbólico de grande impacto ambiental, por volta das 20h30 ( hora local)


A nossa conexão com a Terra e a natureza é inegável: ganha do nosso Planeta e ganhamos todos nós. Daó que o tema 2018 tenha sido a Biodiversidade
A biodiversidade - a rica variedade de vida na Terra - continua a diminuir ano após ano. 
Este ano e até 2020, somos convidados a nos reconectarmos com a natureza. Redescobrir os espaços verdes da nossaa cidade, revegetar de edifícios, agricultura urbana, escolher alimentos que favoreçam uma agricultura que respeita o meio ambiente, petição contra projectos económicos destrutivos de espaços naturais, lutar contra o tráfico de espécies selvagens.
As causas? Perda de habitat, poluição, excesso de pesca, espécies invasoras e mudanças climáticas, que podem levar à extinção de uma em cada seis espécies. 

Lembremos Sudão, o último rinoceronte-branco do norte que morreu esta semana.



Baleias-piloto 
de aleta curta, praia de Hamelin Bay, Austrália 
Um grupo de cerca de 150 baleias-piloto de aleta curta ficaram encalhadas na sexta-feira, dia 23 Março, na praia de Hamelin Bay, a 300 km de Perth, Austrália Ocidental.
O alerta foi dado por um pescador e desde logo se mobilizaram mais de 100 voluntários, além de veterinários e autoridades competentes. De acordo com o Departamento de Conservação e Biodiversidade daquela região apenas seis baleias sobreviveram.




Voluntários tentam salvar as baleias-piloto 
Praia de Hamelin Bay, Austrália

Durante o resgate, Jeremy Chick, responsável pela operação de salvamento disse que “mover as baleias que ainda estavam vivas era logisticamente difícil devido ao terreno rochoso, à localização das baleias mortas e ao mar agitado”

O Departamento de Biodiversidade e Conservação disse que este foi um dos maiores eventos a que já assistiu envolvendo o encalhe de baleias em praias. 

Os cientistas vão agora recolher material genético dos animais que morreram para tentar perceber o que pode ter levado as baleias a aproximarem-se tanto da costa.





As baleias-piloto de aleta curta habitam sobretudo nas zonas tropicais e subtropicais e costumam ser vistas em grupo, normalmente com menos de 100 elementos.

Precisamos urgentemente de dar prioridade à biodiversidade e a natureza do nosso Planeta.

Foi com profunda tristeza que seguimos os esforços para tentar salvar tantas baleias. Mais uma razão, quase na véspera da Hora Planeta, para termos aderido à Earth Hour cujo hashtag foi Connect2Earth. 

Foi ainda mais premente desligar as luzes por uma hora para podermos expressar simbolicamente a nossa consciência e disposição de agir para proteger melhor a biodiversidade.





Earth Hour 2018

Our connection to Earth and nature is undeniable: Our planet's gain is everyone’s gain.
Biodiversity – the rich variety of life on Earth – continues to decline year on year. We must urgently prioritise ouplanet’s biodiversity and nature. 

A tribute to Sudan, the last rhino male white. Sudan is dead this week.
Remembering  the 150 pilot whales found beached at Hamelin Bay, about 300km (180 miles) past Friday, March 23. Only six whales have survived a mass stranding of pilot whales on the coast of Western Australia.



Map  Hamelin Bay, Perth, Western Australia
About 150 of the animals were found beached at Hamelin Bay, about 300km (180 miles) south of Perth.



Pilot whales died in Hamelin Bay, Perth
credits: uknown/ BBC
Their discovery by a local fisherman on Friday prompted a major rescue effort to return them to deeper waters.
However, by nightfall, more than 140 of the whales had died, with deteriorating weather conditions and the threat of frenzied sharks impeding efforts.

More than 100 volunteers, wildlife personnel and others came to the aid of the beached pilot whales, a species known to strand en masse.


Volunteers helping pilot whales in Hamelin Bay, Perth
credits: ABC
"I've never seen anything like it, seen so many whales beached like this," one tourist told the Associated Press news agency.

"Unfortunately, most of the whales beached themselves on dry land overnight [on Thursday] and have not survived," 
Jeremy Chick, Parks and Wildlife Service spokesperson 
As we could see, it's urgent #Connect2Earth#Connect2Earth was created to organise our efforts, allowing us to shed light on topics impacting our planet’s well-being.
How do you #Connect2Earth? Get involved now by starting conversations, sharing our thoughts, and spreading the word about our connection to this place we call home.

Geração 'explorer'

26.03.2018

Creative Commons License

References:

Observador/ Natureza
BBC/ Australia