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Sunday, October 9, 2022

Oceano Árctico está a acidificar mais rápido do que se pensava ! Estudo !

 




credits: Nasa/ZumaWire/Rex/Shutterstock
via The Guardian

Olá de novo! Aqui estamos para divulgar um estudo chocante sobre a acididicação do Árctico que se repercute na vida marinha 

Os níveis de acidez no Oceano Árctico estão a aumentar três a quatro vezes mais rápido dos que nos outros oceanos, revela um estudo publicado dia 29 de Setembro 2022, na revista Science. Esta é a primeira análise da acidificação do Árctico que compila dados de mais de duas décadas, cobrindo o período entre 1994 e 2020.

O Oceano Árctico sofre de um processo rápdo de acidificação devido às emissões de CO2, fenómeno que ameaça os ecossistemas frágeis da região, alertaram cientistas do Programa de Monitorização e Avaliação do Árctico (AMAP), que reúne cientistas de vários países.

A equipa internacional que elaborou o estudo identificou também uma forte correlação entre a taxa acelerada de degelo na região e a taxa de acidificação dos oceanos. Trata-se de uma combinação perigosa que ameaça a sobrevivência de vegetais, crustáceos, corais e outras formas de vida marinha do planeta.

As informações foram divulgadas dia 6 Outubro, na Conferência Internacional sobre a Acidificação dos Oceanos, que teve lugar na Noruega.

Segundo a investigação, a acidez das águas neste local do planeta aumentou 30% desde o início da era industrial. O Árctico é o mais vulnerável dos oceanos porque as suas águas frias absorvem mais CO2 e recebem a água doce vinda dos rios e do degelo. Tais factos reduzem a capacidade do oceano de neutralizar quimicamente o ácido proveniente do CO2.





Graphic Credit: Tammy Beeson/University of Delaware
NOAA/ PMEL


Segundo o estudo, no Mar da Islândia e no Mar de Barents, o pH diminuiu cerca de 0,02 por década desde o final dos anos 60.

Outro ponto citado pelo estudo é que, mesmo que as emissões do gás de efeito estufa caiam, serão necessários milhares de anos para que os oceanos recuperem seu nível de acidez de antes do período industrial, há dois séculos, de acordo com o pesquisador norueguês Richard Bellerby, um dos autores de um relatório científico sobre este tema.

Os investigadores estimam que, até 2050, o gelo marinho no Árctico dificilmente resistirá aos Verões cada vez mais quentes potenciados pela crise climática. As consequências do degelo são sobejamente conhecidas: a composição química do oceano altera-se, ficando cada vez mais ácida e tornando os ecossistemas marinhos menos ricos e saudáveis.


credits: : Anadolu Agency/Getty
via The Guardian/


Scientists ‘shocked’ by rate of change as rapid sea-ice melt drives absorption of CO2 – with ‘huge implications’ for Arctic sea life.

Acidification of the western Arctic Ocean is happening three to four times faster than in other ocean basins, a new study has found.

The ocean, which absorbs a third of all of the carbon dioxide in the atmosphere, has grown more acidic because of fossil fuel use. Rapid loss of sea ice in the Arctic region over the past three decades has accelerated the rate of long-term acidification, according to the study, published in Science on 29 September 2022.



credits: University of Delaware

Researchers from the Polar and Marine Research Institute at Jimei University, China, and the School of Marine Science and Policy at the University of Delaware in the US, say rapid sea-ice loss exposes seawater to the atmosphere, promoting takeup of carbon dioxide at a faster rate than in the Atlantic, Pacific, Indian, Antarctic and sub-Antarctic basins.

"In other ocean systems, acidification is being driven by an increase in atmospheric carbon dioxide, which is increasing at a rate of around 2ppm [parts per million] per year,” said Wei-Jun Cai, a marine chemistry expert at the University of Delaware and one of the paper’s authors. Read more here

Unfortunaly, climate crisis is deeply present in our planet. We must continue to pledge to minimize all the effects on the planet. 

Geração explorer

09.10.2022

Sources: Público/ Crise Climática | The Guardian/ Climate Crisis/ Science


Sunday, July 6, 2014

Alterações drásticas Atlas provocadas por aquecimento global



Arctic Ocean
Desde que a União Soviética se transformou em dezenas de novos países que os mapas mundiais não sofriam uma alteração tão grande como esta: a cobertura de gelo do Árctico encolheu tanto que a reputada National Geographic teve de mudar o seu atlas do mundo.


Atlas 9th edition
De acordo com os geógrafos, esta foi uma das “mais notáveis” alterações do atlas, que em Setembro publicará a sua décima edição.
Para esta alteração, Juan José Valdés e Rosemary Wardley utilizaram dados da NASA, relativos a um estudo de 30 anos, para mostrar a transformação causada pela mudança do clima e enfatizar a vulnerabilidade do gelo do Árctico a esta.
Assim, com o aquecimento do oceano o gelo passa por uma espiral decadente. Desde o final dos anos 70 que este encolheu 12% por década – esta percentagem está pior desde 2007. 
A perda de gelo é acelerada por um fenómeno conhecido como feedback positivo, avança a National Geograpic. O gelo fino reflecte menos a luz do Sol do que o espesso, o que permite que mais luz seja absorvida pelo oceano – isto provoca um efeito bola de neve que o enfraquece e aquece ainda mais.
Valdés acredita que o Atlas deverá ajudar as pessoas a ver os impactos das mudanças climáticas de forma tangível. 
Não duvidadmos depois de todas as atrocidades que têm sido cometidas contra a preservação do nosso planeta.


Drastic changes need to be made to the new National Geographic Atlas of the World to reflect the effects of climate change

The Arctic ice sheet has shrunk so much that National Geographic is having to make what it calls “drastic” changes to its atlas.

Atlas of the World 9th edition
The reduction in multiyear ice - commonly defined as ice that has survived for two summers - is so noticeable compared with previous editions that National Geographic Geographer Juan José Valdés calls it "the biggest visible change other than the breakup of the U.S.S.R."

Artctic Ocean

As the ocean heats up due to global warming, Arctic sea ice has been locked in a downward spiral. Since the late 1970s, the ice has retreated by 12 percent per decade, worsening after 2007, according to NASA. May 2014 represented the third lowest extent of sea ice during that month in the satellite record, according to the National Snow and Ice Data Center (NSIDC).
Ice loss is accelerated in the Arctic because of a phenomenon known as the feedback loop: Thin ice is less reflective than thick ice, allowing more sunlight to be absorbed by the ocean, which in turn weakens the ice and warms the ocean even more, NASA says. Read more here
Geração 'explorer'
06.07.2014
Creative Commons License

Sunday, November 25, 2012

David Scott Cowper escapa dos icebergues




David Scott Cowper | Polar Bound



No início de Novembro, David Scott Cowper, um navegador inglês de Newcastle, regressou de uma tentativa bem sucedida de navegar pela Passagem Noroeste, que liga os oceanos Pacífico e Atlântico.




Com mar agitado e padrões climáticos imprevisíveis, Scott Cowper, que já fez várias viagens para explorar o Árctico, teve de lidar com obstáculos que dificultaram o seu curso.

"Os icebergues apenas pairam fora da névoa e é necessário um rápido afastamento, já  colidi com um antes, e não é nada divertido", disse Cowper.


Davis Scott Cowper
http://news.bbcimg.co.uk/

E continuou: "Ao menos, eles aparecem no radar, mas há 'growlers' que são cacos de icebergues que simplesmente não aparecem! E podem ser do tamanho de uma poltrona no nível da água, e podem parecer como uma onda gigante."



David Scott Cowper partiu de Whitehaven em Julho último e navegou em direcção ao norte da Gronelândia depois de parar em Port Rush para abastecer de combustível  o seu barco Polar Bound.

"Grande parte da minha viagem, desta vez, foi na névoa espessa e quando eu estava a contornar a costa sudoeste da Gronelândia, o nevoeiro prejudicou parte da alegria da minha viagem, como eu estava a navegar em grande com os meus próprios instrumentos, não pude apreciar a majestosa paisagem da Gronelândia "

Scott Cowper 



Fort Ross |Scott Cowper


Apesar de todos os contratempos, a navegador aventureiro gosta sempre de visitar as comunidades locais ao longo de sua rota.

"Eu sempre gosto de atracar no porto holandês do Alasca. Tenho alguns amigos pescadores lá e gosto de os encontrar nem que seja por pouco tempo.Não é como o encontro de pessoas num bar. São amigos de verdade e posso não estar com eles há três ou quatro anos, mas quando conversamos, é como tê-lo feito no dia anterior."

Quanto às provisões, são simples, uma grande quantidade de alimentos enlatados,  o barco tem um pequeno frigorífico onde armazena peixe, frango e pato e leva suprimentos suficientes para sensivelmente três anos, como precaução.

A tecnologia tem mudado significativamente desde os primeiros dias Scott Cowper que navega desde 1970.

"Nessa altura, era navegação celeste com um sextante. Embora hoje esteja tudo mais facilitado com os computadores, há no entanto um lugar que não nos podemos dar ao luxo de ser complacentes, e esse lugar são as águas do Árctico."


O Polar Bound está agora atracado em segurança, em Petersburg (Alasca). Mas, apesar de só recentemente ter chegado a casa, David Scott Cowper já está a  planear sua próxima aventura.

(tradução livre)


Polar Bound | David Scott Cowper


At the beginning of November, Mr Scott Cowper, from Newcastle, returned from a successful attempt to navigate the Northwest Passage, which connects the Pacific and Atlantic Oceans.
As well as rough seas and unpredictable weather patterns, the adventurer, who has made numerous trips to explore the Arctic, also had to contend with obstacles hampering his course.
"Icebergs just loom straight out of the mist and they present an immediate need for evasive action - I've crashed into one before, and it's no fun," he said.

Read more here 


Geração 'Explorer'

25.11.2012


Creative Commons License

Referências | References

David Scott Cowper on dodging icebergs in the Northwest Passage

http://www.bbc.co.uk/news/uk-england-tyne-20271207


Sunday, April 17, 2011

WWF apoia Catlin Arctic Survey



Explorer team dropped off
WWF apoia a pesquisa Catlin Arctic Survey. Este ano a pesquisa inclui uma expedição através do gelo, assim como uma base no gelo, ambas situadas a norte do Canadá. O objectivo desta missão é reunir elementos sobre a alteração das correntes no Oceano Árctico. Ler mais aqui


Arctic research mission
 © WWF / Catlin Arctic Survey
WWF is supporting the research of the Catlin Arctic Survey. This year’s research includes an expedition across the ice, as well as an ice base, both in the far north of Canada. The main purpose of the mission is to gather data on the changing Arctic Ocean currents.

Read an article on the WWF Global Arctic Programme website announcing the launch of the 2011 Catlin Arctic.

"Changes in the ocean currents have the capacity to significantly destabilise the climate in the northern half of the planet. Such changes to currents would also alter where biological productivity occurs in the ocean, and would therefore be directly felt because of significant changes to fisheries in the North Atlantic."
Martin Sommerkorn*

April 22, 2011 is Earth Day 2011! This is our contribution to such an important event!

"A Billion Acts of Green" 
Earth Day's theme 2011

Geração Exploradores Polares

17.04.2011


* Martin Sommerkorn, Senior climate change advisor for the WWF Global Arctic Programme

Creative Commons License


Referências:
Catlin Arctic Survey
WWF| Catlin Arctic Survey Team heads off on expedition