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Sunday, July 6, 2014

Alterações drásticas Atlas provocadas por aquecimento global



Arctic Ocean
Desde que a União Soviética se transformou em dezenas de novos países que os mapas mundiais não sofriam uma alteração tão grande como esta: a cobertura de gelo do Árctico encolheu tanto que a reputada National Geographic teve de mudar o seu atlas do mundo.


Atlas 9th edition
De acordo com os geógrafos, esta foi uma das “mais notáveis” alterações do atlas, que em Setembro publicará a sua décima edição.
Para esta alteração, Juan José Valdés e Rosemary Wardley utilizaram dados da NASA, relativos a um estudo de 30 anos, para mostrar a transformação causada pela mudança do clima e enfatizar a vulnerabilidade do gelo do Árctico a esta.
Assim, com o aquecimento do oceano o gelo passa por uma espiral decadente. Desde o final dos anos 70 que este encolheu 12% por década – esta percentagem está pior desde 2007. 
A perda de gelo é acelerada por um fenómeno conhecido como feedback positivo, avança a National Geograpic. O gelo fino reflecte menos a luz do Sol do que o espesso, o que permite que mais luz seja absorvida pelo oceano – isto provoca um efeito bola de neve que o enfraquece e aquece ainda mais.
Valdés acredita que o Atlas deverá ajudar as pessoas a ver os impactos das mudanças climáticas de forma tangível. 
Não duvidadmos depois de todas as atrocidades que têm sido cometidas contra a preservação do nosso planeta.


Drastic changes need to be made to the new National Geographic Atlas of the World to reflect the effects of climate change

The Arctic ice sheet has shrunk so much that National Geographic is having to make what it calls “drastic” changes to its atlas.

Atlas of the World 9th edition
The reduction in multiyear ice - commonly defined as ice that has survived for two summers - is so noticeable compared with previous editions that National Geographic Geographer Juan José Valdés calls it "the biggest visible change other than the breakup of the U.S.S.R."

Artctic Ocean

As the ocean heats up due to global warming, Arctic sea ice has been locked in a downward spiral. Since the late 1970s, the ice has retreated by 12 percent per decade, worsening after 2007, according to NASA. May 2014 represented the third lowest extent of sea ice during that month in the satellite record, according to the National Snow and Ice Data Center (NSIDC).
Ice loss is accelerated in the Arctic because of a phenomenon known as the feedback loop: Thin ice is less reflective than thick ice, allowing more sunlight to be absorbed by the ocean, which in turn weakens the ice and warms the ocean even more, NASA says. Read more here
Geração 'explorer'
06.07.2014
Creative Commons License

Thursday, August 15, 2013

Aquecimento dos oceanos e mudanças climáticas




Aquecimento oceanos
foto: Alamy

Cientistas britânicos revelaram em Julho último que a recente desaceleração das temperaturas globais é eventualmente devida ao lento aquecimento dos oceanos profundos.
Os oceanos são uma das maiores fontes de absorção do calor da Terra e isto é notável em efeitos como o aumento do nível do mar, causado pela expansão de grandes massas de água à medida que aquecem. A absorção da água dura longos períodos, com o calor da superfície a ser gradualmente distribuído pelas partes mais baixas dos mares.
Ao mesmo tempo, as temperaturas globais têm-se mantido amplamente estáticas ao longo dos últimos cinco anos, embora ainda estejam acima dos padrões históricos. Os anos entre 2000 e 2012 representam parte dos 14 anos mais quentes já registados.




Os cientistas garantem que as evidências apontam para a continuação do aquecimento global nas próximas décadas, com os gases com efeito de estufa na atmosfera a contribuirem para as alterações climáticas.
No entanto, segundo Grist, Peter Stott, de Met Office, todos os modelos climáticos gerados por computador mostraram que são esperados períodos de aquecimento mais lentos como parte da natural variação do ciclo climático.
Para além do aquecimento dos oceanos profundos, há outros factores que têm desempenhado um papel importante na desaceleração deste aumento da temperatura. Factores como o mínimo solar – período em que o sol está menos activo e gera menos calor, como ocorreu em 2008 e 2009 – e uma série de pequenas erupções vulcânicas, incluindo a do vulcão Eyjafjallajökull, Islândia, em 2010 ou no vulcão Puyehue, Chile, em 2011, como podem ler no nosso blogue Torrinhas Verdes.

As cinzas de vulcões reflectem a luz de volta para o espaço e as grandes erupções registadas no passado tiveram assim um efeito de refrigeração, mesmo que temporário.
Apesar da desaceleração do aquecimento, é provável ainda que em 2060 o planeta registe temperaturas médias de mais de 2º C acima dos níveis que os cientistas consideram como sendo o limite de segurança, fazendo com que os impactos das mudanças climáticas tendam a ser catastróficos.




A recent slowdown in the upward march of global temperatures is likely to be the result of the slow warming of the deep oceans, British scientists said on Monday, July 22, 2013.
Oceans are some of the Earth’s biggest absorbers of heat, which can be seen in effects such as sea-level rises, caused by the expansion of large bodies of water as they warm. The absorption goes on over long periods, as heat from the surface is gradually circulated to the lower reaches of the sea.Read more here 
If you want, you can read the article on The Guardian| Environment here
Se quiser, pode ler o artigo no The Guardian | Environment aqui
Geração 'explorer'

15.08.2013
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