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Friday, May 21, 2021

Maior iceberg da Antárctida desprendeu-se : A-76




créditos: European Union, Copernicus Sentinel-X Imagery

O maior icebergue do momento desprendeu-se da plataforma de gelo Roone, no Noroeste da Antárctida, informou a Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência Efe, no passado dia 19 Maio, referindo imagens de satélite. Trata-se de uma massa de gelo de 4 320 quilómetros quadrados –​ o que é maior do que o distrito de Coimbra, com quase 4 000 quilómetros quadrados –, segundo as imagens de satélite capturadas por um satélite da missão Copernicus.


Trata-se de uma massa de gelo de 4 320 quilómetros quadrados, maior do que a superfície da ilha de Maiorca, segundo as imagens de satélite capturadas pela Missão Copernicus.




créditos: ESA/ Earth Observation

O iceberg, denominado A-76, tem um comprimento de 170 quilómetros e uma largura de 25, com uma superfície total de 4 320 quilómetros, face aos 3 640 da ilha de Maiorca, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).

É o maior iceberg do mundo, um posto até agora detido pelo A-23A, com cerca de 3.880 quilómetros quadrados.

A grande massa flutuante no mar de Weddell foi detectada pela Missão Copernicus Sentinel-1, formada por dois satélites de órbita polar, que observam a Antárctida, incluindo as regiões mais remotas, durante todo o ano.

A denominação dos icebergs faz-se a partir do quadrante antárctico em que são vistos originalmente, seguindo-se uma letra sequencial.

Se posteriormente a massa de gelo se partir, como por vezes acontece, cada pedaço acrescenta ao nome uma letra sequencial.

E porque se soltou o A-76​? Haverá uma ligação com as alterações climáticas? Por agora, ainda não se fez essa ligação. 

“A área [onde se desprendeu] não é uma área que esteja a passar por qualquer mudança significativa por causa do aquecimento global. A mensagem principal é que faz parte do ciclo natural”, disse Alex Brisbourne, cientista do British Antarctic Survey, ao site da revista New Scientist.





An enormous chunk of ice bigger than Rhode Island has broken off an Antarctic ice shelf, according to the European Space Agency. The floating mass covers more than 1,600 square miles, making it the largest iceberg in the world, agency officials said.

The iceberg, dubbed A-76, calved off the Ronne Ice Shelf into the Weddell Sea. The European Space Agency's twin Copernicus Sentinel-1 satellites spotted the giant slab of ice breaking away on May 13.



Satellite photo of iceberg A-76

https://phys.org/news/

The U.S. National Ice Center — which is operated by the National Oceanic and Atmospheric Administration, the Navy and the Coast Guard — confirmed the calving event the following day and recorded the position of A-76 in the Weddell Sea.




credits: Copernicus Sentilnel-1

The ‘megaberg’ was spotted by British Antarctic Survey (BAS) researchers in recent images captured by the Copernicus Sentinel-1 mission on the Polar View portal. The iceberg is around 170 km in length and 25 km wide, and is slightly larger than the Spanish island of Majorca or the UK county of Somerset.

Icebergs are traditionally named after the Antarctic quadrant in which they were originally detected, then a sequential number.

If they break apart more letters are added to differentiate the fragments.

Why the A-76 broken? There is a link to climate change? For now, nothing has been proved.

Geração 'explorer'

22.05.2021



sources: Observador/ Ciência / NBC News/ British Antarctida Survey 

Wednesday, December 14, 2016

1ª Expedição ao Pólo Sul homenageada com Doodle interactivo : 105º Aniversário !




Google Doodle 105th anniversary of
1st expedition to reach the South Pole


Foi há 105 anos, no dia 14 de Dezembro de 1911 que Roald Amundsen, o explorador norueguês, chegou pela primeira vez ao Polo Sul. Ele e mais 4 homens.

Google dedica um Doodle interactivo a chegada  de Roald Amundsen e sua equipa ao Pólo Sul. O Doodle representa  uma espécie de foto do momento, em que se acendem as brasas de uma fogueira para combater as baixas temperaturas, encabeçada pela bandeira norueguesa.





Roald Amundsen no Pólo Sul
créditos: Getty Images


Nós celebrámos o Centenário da Chegada de Roald Amundsen ao Pólo Norte neste nosso blog. Não deixem de ler.

O plano inicial do explorador era chegar ao Árctico e só depois conquistar o Pólo Norte, recorrendo-se de um navio capaz de navegar no gelo. Assim, depois de garantir financiamento e de obter as licenças necessárias, Roald Amundsen e o grupo de exploradores que o acompanhou partiram à conquista.



Amundsen dogs expedition
creditos: Autor não identificado

Puxados por um trenó com cães e póneis siberianos, consta que mantiveram durante a viagem o bom espírito de aventura, contando histórias, tendo sido essa a chave do sucesso para suportar as baixas temperaturas. Claro que a a excelente organização de Roald Amundsen  também muito contribuiu.

Depois de atravessar 1 400km de gelo durante quase 2 meses, juntamente com outros 4 noruegueses e 52 cães, Admundsen chegou a 14 de Dezembro de 1911  ao Pólo Sul e colocou uma bandeira do seu país no coração da gelada Antárctida. 
Roald Amdusen e os seus 4 homens chegaram sãos e salvos a casa. 


Amundsen expedition
Os animais que sobreviveram e que tiveram um papel decisivo na jornada de conquista do Pólo Sul, foram homenageados em 2010 ( quase um século depois), tendo os seus nomes sido colocados na carta aeronáutica (em pontos estratégicos) da rota entre a Nova Zelândia e a Antárctida. 
Um gesto simbólico mas que fez justiça a estes não menos heróis que Roald Amdusen e os seus 4 companheiros.
Porém, a missão não era fácil. Além das dificuldades inerentes a uma primeira expedição ao Pólo Sul, o norueguês enfrentava outros ‘concorrentes’, que procuravam igual feito.
O britânico Robert Falcon Scott viria a chegar ao Pólo Sul dias mais tarde. Mas, naufragou no regresso e todos morreram.


Frederik A. Cook
credits: Bettmann/Corbis

Os planos iniciais de Amudsen para a sua expedição foram alterados assim que soube que os norte-americanos  Frederick Cook e Robert Peary anunciaram a ‘conquista’ do Pólo Norte.
Corria o ano de 1909. O norueguês decide então mudar o destino em completo segredo. Nem os companheiros sabiam para onde iriam viajar e prepara então um plano de expedição ao Pólo Sul.
A expedição inicia-se em Julho de 1910, com a tripulação a pensar que seguia para o Árctico. Estabelecem base na Baía das Baleias na Grande Barreira de Gelo e preparam a missão.
Depois de uma falsa partida que quase terminou em desastre, Amudsen e os seus companheiros partiram para o Pólo Sul em Outubro de 1911, chegando à Antárctida, Pólo Sul, no dia 14 de Dezembro de 1911.
O projecto foi bem sucedido e a expedição recebeu amplos elogios, acompanhados também de críticas ao norueguês por ter mantido o secretismo.
Roald Amundsen ficou assim na história como o líder da primeira expedição a chegar ao Pólo Sul, num acto de muita coragem. E é esse feito histórico que Google hoje homenageia com o Doodle.



screenshot Google Doodle
105th anniversary of 1st expedition to reach the South Pole

Today marks the 105th anniversary of Roald Amundsen's expedition to the South Pole. Known as "the last of the Vikings," Amundsen was a lifelong adventurer with a gift for organization and planning. 


In honor of that achievement, Google celebrates it with an interactice Doodle that depicts the crew at the finish line, taking a moment to bask in the glory while the Antarctic wind whips outside their tent.


"Victory awaits him who has everything in order," wrote Amundsen, and his South Pole journey was the perfect illustration of that principle.





Roald Amundsen and his dogs
credits: unknown


Amundsen's expedition party consisted of 19 people and nearly 100 Greenland sled dogs. 

The dogs - along with the use of skis to cross treacherous terrain - were key to the team's success. And like their canine companions, the explorers knew that playfulness could help them endure the extreme conditions on the icy frontier. 

While prepping from Framheim, their base camp in the Bay of Whales, the team maintained a sense of fun. They held guess-the-temperature contests, celebrated birthdays, and told stories. 




Amundsen's fishing boat called the Gjoa.


However, when rival American explorers Frederick Cook and Robert E. Peary each claimed to have reached the North Pole in 1909, Amundsen changed his plans and began to prepare for a conquest of the South Pole.

The true destination was only revealed to them when their polar exploration ship, Fram , was leaving their last port of call, Madeira.
On arriving in Antarctica, Amundsen made his base, which he named "Framheim", in the Bay of Whales on the Great Ice Barrier.
When a subset of the crew made the final trek to the South Pole in December of 1911, their camaraderie and careful preparation helped them win the race to "the bottom of the world."




Amundsen expedition

His expedition party consisted of 19 people and nearly 100 Greenland sled dogs. The dogs - along with the use of skis to cross treacherous terrain - were key to the team's success.
Like their canine companions, the explorers knew that playfulness could help them endure the extreme conditions on the icy frontier. 
Recent historians have more fully recognised the skill and courage of Amundsen's party. The permanent scientific base at the pole bears his name, together with that of Scott. 
Geração 'explorer'
14.12.2016

Creative Commons License




Sunday, May 18, 2014

Glaciar da Antárctida : perda irreversível



Thwaites Glacier
foto: NASA

Um novo estudo conduzido por pesquisadores da NASA mostra que glaciares na camada de gelo da Antárctida Ocidental estão em declínio irreversível. A sua fusão, alastrando gigantes gelados, afectará os níveis globais do mar nos próximos séculos.


 Mapa da Antarctica mostra Amundsen Sea
http://www.nasa.gov/


O colapso catastrófico do maciço de gelo da Antárctida Ocidental está em andamento, disseram no dia 12 de Maio investigadores. 

Os maiores glaciares no oeste da Antárctida estão a derreter sem qualquer forma de se poder conter a perda, afirmam dois estudos independentes.

O degelo imparável é o início provável de um efeito dominó há muito temido, que poderá causar o degelo de toda a camada de gelo, ou a não diminuição quer as emissões de gases de efeito estufa diminuam ou não.





"A diminuição dos glaciares manter-se-á durante décadas e até séculos e nós não podemos pará-lo", disse o principal autor do estudo, Eric Rignot, glaciologista da Universidade da Califórnia, e do Jet Propulsion Laboratory, da NASA.

"Um amplo sector do manto de gelo da Antárctida Ocidental passou o ponto de não retorno".

Eric Rignot

O maciço gelado da Antárctida ocidental detém 10 por cento do gelo da Antártida. Os glaciares aqui ficam com a sua base abaixo do nível do mar, derretendo de forma 
preocupante desde os anos 1970.

Os cientistas da NASA afirmaram durante uma teleconferência transmitida via online, nesse dia 12 Maio, que se tinham reunido observações suficientes para concluir que o recuo do gelo no mar do sector Amundsen da Antártida Ocidental se tornou imparável, com consequências importantes.  Isto significa que o nível do mar vai subir um metro em todo o mundo. 

Além do mais, o seu desaparecimento, provavelmente, desencadeará o colapso do resto da camada de gelo da Antárctida Ocidental, que trará um umento do nível do mar de três e cinco metros. Tal evento irá deslocar milhões de pessoas em todo o mundo. 

Podem ver a animação feita pela NASA no video abaixo:




Dois séculos - se isso é o tempo previsto - pode parecer muito tempo, mas não há nenhum botão vermelho para parar este processo. Reverter o sistema climático ao que era na década de 1970 parece improvável; mal podemos controlar as emissões que triplicaram desde o protocolo de Kyoto, e que foi projectado para atingir as metas de redução. 

Retardar o aquecimento global continua a ser uma boa ideia, no entanto o sistema da Antárctida, levará mais tempo para chegar a este ponto. 

A extensão do mar Amundsen é quase tão grande como a França. Seis galciares drenam-no. Os dois maiores são o glaciar Pine Island (30km de largura) e o glaciar Thwaites (100km de largura). Eles se estender por 500 km.

Imbatível o aquecimento climático de diversos graus durante o próximo século é provável que acele o colapso da Antártida Ocidental. Mas também pode desencadear a retirada irreversível de sectores baseados em marinhas da Antárctida Oriental. Se devemos fazer algo sobre isso, é uma questão de bom senso. E o momento de agir é agora: a Antártida não espera por nós.

O Dia do Planeta 2013 alertava já para as alterações climáticas. Igualmente na nossa postagem Alterações do glaciar  Ngozumpa (2012) se falava neste perigo para todo o ambiente.



Ross Island, Antarctica
foto: Michael Studinger/EPA
Nasa ice-monitoring team
http://static.guim.co.uk/

The West Antarctic Ice Sheet is one of the keys to global sea level rise. Running up against the Amundsen Sea, it contains an estimated 527,808 cu. miles (2.2 million cu. km) of ice, about 10% of Antarctica’s total land ice volume. That’s enough ice to raise global sea level by more than 15 ft. (4.6 m) were it all to melt, collapse and flow into the ocean, which in turn would swamp coastal cities as far inland as Washington, D.C. And according to new research, that’s exactly what’s beginning to happen.




Researchers from the University of California, Irvine, and NASA’s Jet Propulsion Laboratory have found that the group of six glaciers on the ice sheet directly draining into the Amundsen Sea are rapidly melting, as warming ocean water eats away at the base of the ice shelf. That’s making the ice around the West Antarctic Ice Sheet increasingly unstable—and the researchers could find no clear geographical obstacle that would slow down the retreat of the glaciers. Essentially, that means these glaciers—which collectively hold enough ice to boost sea levels by 4 ft (1.2 m)—”have passed the point of no return,” Eric Rignot, a glaciologist with UC-Irvine and NASA and the lead author on the paper, said in a statement. “The retreat of this ice seems to be unstoppable.” Read more here



Credits : video ScienceAtNASA

The new study led by NASA researchers shows that half-a-dozen key glaciers in the West Antarctic Ice Sheet are in irreversible decline. The melting of these sprawling icy giants will affect global sea levels in the centuries ahead.

Watch the images and videos on NASA website 

Earth Day 2013's theme was "The Face of Climate Change" to highlight growing impact on individuals through interactive digital campaign.

The same theme on our post The Nepalese Himalayas have been warming significantly more than the global mean temperature in recent decades. 

Let's end this acceleration glacier mass loss! Showing our "face od climate chage".

Tudo isto nos assusta e faz pensar como é possível que os países industrialisados insistam nas suas políticas que vão contra o meio ambiente e aumentam o aquecimento global.

Geração 'explorer'


18.05.2014

Creative Commons License

Referências:

Credits : videos | Photography NASA

Ciência Online

Tme ! Environment


Saturday, January 14, 2012

Portugueses na Antárctida




  1. Chama-sw orelha da Antárctida por que razão? Quando se olha para o mapa do continente branco, a Península Antárctica é uma tira de terra que parece mesmo uma orelha. 



    E na ponta desta orelha, fica o arquipélago das Shetland do Sul: a Ilha do Rei Jorge é a maior de todas, com 95 quilómetros de comprimento e 25 de largura. 

    É lá que já se encontra uma das várias equipas de cientistas que, neste Verão austral, estão envolvidas na Campanha Antárctica Portuguesa (2011-2012).


    Cientistas portugueses envolvidos? Gonçalo Vieira, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, coordenador geral da campanha portuguesa; Carla Mora, geógrafa física do mesmo centro; Pedro Pina, engenheiro de minas do Instituto Superior Técnico, em Lisboa; e Julio Martin, engenheiro electrotécnico da Universidade de Vigo, em Espanha.

    "Os quatro chegaram, a 5 de Janeiro, à Ilha do Rei Jorge, que dizem ser nublada, chuvosa e muito ventosa no Verão do Hemisfério Sul, e andam já a calcorreá-la para estudar as manchas de neve que não derreteram e o solo que se mantém congelado o ano todo. O projecto de investigação deles chama-se Snow Change e, claro, a grande questão por detrás é a das alterações climáticas."


    Vista para a base uruguaia Artigas e para a península Barton


    A Campanha Antárctica Portuguesa 2011-2012: tem seis projectos de investigação em quatro ilhas da Península Antárctica (Ilha do Rei Jorge, Deception, Livingston e Anvers) e envolve cerca de 20 cientistas.

    "Além da neve e do solo congelado em permanência, os projectos da campanha centram-se nos pinguins e na forma como as alterações climáticas estão a afectar a sua alimentação; na contaminação da Antárctida por poluentes; na reconstituição climática nos últimos milhares de anos; e como os peixes estão a lidar com o aumento da temperatura."

    Os primeiros cientistas partiram no final de Novembro, os últimos regressarão em Abril.

    Uma equipa do jornal Público, Teresa Firmino (texto) e Nuno Ferreira Santos (fotografia) partiu hoje, dia 14 Janeiro, em direcção à Ilha do Rei Jorge, no arquipélago das Shetland do Sul, na Península Antárctica.


    Base chilena Professor Julio Escudero 

    "Pela primeira vez, dois jornalistas portugueses acompanham o trabalho de cientistas portugueses na Antárctida e ficam numa base de investigação. Durante uma semana, a base chilena Professor Julio Escudero será a  sua casa.
    (...)
    24 horas em viagens de avião até Punta Arenas, no extremo sul do Chile, com vista para o estreito de Magalhães e a Antárctida ainda no imaginário."

    A group of Portuguese scientists is in Antartida, Shetland islands to study some important investigations based on  Snow Change project.


    Geração Exploradores Polares
    14.01.2012
    Creative Commons License 

    Referências:

    Público: Na orelha da Antárctida

    Propolar