Saturday, July 13, 2013

Hubble encontra um Planeta Azul





foto: NASA|ESA & G.Bacon (STScl)

Uma nova descoberta feita através do telescópio Hubble dá conta de um planeta fora do nosso sistema solar, de cor azul, que atinge mil temperaturas de mil graus Celsius durante o dia e onde provavelmente chove vidro líquido.

A imagem é um conceito artístico do planeta criada por G. Bacon.

A cor azul do gigante gasoso nomeado "HD 189733b" não tem origem nos oceanos, como no caso do nosso planeta Terra, mas sim numa atmosfera muito nublada e escaldante, com nuvens altas carregadas de partículas de silicatos. 

Segundo a NASA, esses silicatos, condensados com o calor, podem formar minúsculas gotas de vidro, que reflectem mais luz azul do que vermelha.

Na superfície, as temperaturas atingem os mil graus, com ventos a soprar a mais de 7.200 kms/hora.

O planeta já foi descoberto em 2005 pelos astrónomos que trabalham com o Hubble, mas só agora estes conseguiram detectar a cor azul profunda do "HD 189733b".

A descoberta será publicada em The Astrophysical Journal Letters, na edição de Agosto.

Ainda segundo a NASA, o planeta está a 'apenas' a 4,6 milhões de quilómetros da sua estrela. Um dos lados está sempre na escuridão por se encontrar "gravitacionalmente trancado". 

Mercúrio, por exemplo, o planeta mais próximo do nosso Sol nunca está a menos de 46 milhões de quilómetros da estrela.




Image Credit: 

NASA, ESA, and G. Bacon (STScI)

This artist's concept shows exoplanet HD 189733b orbiting its yellow-orange star, HD 189733. NASA's Hubble Space Telescope measured the actual visible-light color of the planet, which is deep blue.
Astronomers making visible-light observations with NASA's Hubble Space Telescope have deduced the actual color of a planet orbiting another star 63 light-years away.
The planet is 'HD 189733b', one of the closest exoplanets that can be seen crossing the face of its star. Read more here



Credits: NASA | Time

Geração 'explorer'
12.07.2013
Creative Commons License
Referências | References:

Visão | Notícias

NASA | Hubble Space Telescope

Saturday, June 29, 2013

Ross Sea: o último mar intocável do Planeta


Durante os últimos sete anos o cineasta Peter Young (Nova Zelândia) fez parte de uma equipe que trabalhou numa campanha para proteger o Ross Sea na Antárctida, amplamente considerado como o ecossistema marinho mais puro do planeta. Uma aspecto fundamental para esta campanha é precisamente o seu documentário auto-financiado The Last Ocean. 





Peter Young está apresentando este seu filme numa viagem pelos EUA, vindo depois para Europa, onde espera inspirar o público para apoiar a protecção total de Ross Sea.




As próximas semanas são cruciais. Em Julho 2013, 25 nações da Antárctida  vão reunir-se em Bremerhaven, na Alemanha, para decidir se se deve ou não estabelecer uma grande área protegida marinha em Ross Sea. A preparação para Bremerhaven é a grande oportunidade de fazer a diferença.

A divulgação de The Last Ocean é uma viagem de 'campanha' afim de promover a protecção de Ross Sea. Peter Young está participando na exibição do filme nos festivais aqui indicados, para gerar o interesse dos média. 

Entre as acções previstas, estão as visitas que a equipe irá fazer a supermercados para os pressionar a deixar de vender Marlonga negra pescada no Ross Sea e pedir aos consumidores que deixem de consumir este peixe. Marlonga negra é comercializado como 'robalo chileno' em toda a América do Norte. 

Se a meta de expansão for atingida, Peter Young irá até à Alemanha realizar sessões de esclarecimento frente ao local das negociações, em Bremerhaven.






For the past seven years New Zealand filmmaker Peter Young has been part of a team working on a campaign to protect the Ross Sea, widely regarded as the most pristine marine ecosystem on Earth. A key tool in that campaign is his self-funded feature documentary The Last Ocean. Peter is taking the film on a road trip in the US, and then onto Europe, where he hopes to inspire audiences to support full protection of the Ross Sea. Read more here




The next few weeks are crucial. In July of this year, 25 Antarctic nations will gather in Bremerhaven (Germany), to decide whether or not to establish a large marine protected area in the Ross Sea. The lead up to Bremerhaven is our big opportunity to make a difference.

Speaking at a special screening of the The Last Ocean in Washington DC last month, US Secretary of State, John Kerry said he hoped that the film would inspire people to be responsible stewards of "this fragile planet".




"What better gift could we leave our children than Earth's last truly wild ocean?”

Peter Young

Geração 'explorer'

29.06.2013

Creative Commons License

Friday, June 14, 2013

Estação científica polar evacuada devido ao degelo




Evacuação Severny Polious 40
Foto: AFP/Affanassi Makovnev

A investigação russa na estação polar científica Severny Polious 40, a bordo de um bloco de gelo no Árctico, foi interrompida devido a uma evacuação de emergência. O gelo sobre o qual a estação foi construída começou a derreter a um ritmo alarmante e ficou dividido em seis partes.

“O gelo está a rachar-se. Fissuras estão aparecer nos bancos de gelo”, afirmou um porta-voz do ministério russo em declarações à agência noticiosa francesa AFP.
A estação no Pólo Norte havia sido construída em Outubro de 2012 com o objectivo de funcionar até Setembro de 2013. Os planos, tiveram que ser interrompidos no final de Maio, quando a estrutura começou a derreter e 16 pessoas tiveram de ser evacuadas.


Photo: Pierre-Henry Deshayes/AFP

A destruição do gelo pode ter sido consequência de sistemas de ruptura de alta pressão registados na bacia do Árctico – um “desenvolvimento anormal de processos naturais”, descreve o Arctic and Antarctic Scientific Research Institute. Os ventos fortes terão ajudado a empurrar e fracturar o bloco de gelo com mais de 300 Km.
Segundo o Huffington Post, a proximidade de uma corrente oceânica conhecida como Beaufort Gyre terá levado a um maior dinamismo do gelo à deriva que conduz, por sua vez, à formação de fissuras nos blocos.
A Rússia lança anualmente uma expedição de pesquisa flutuante, desde 1937. Mas encontrar blocos de gelo adequados para o exercício tem vindo a tornar-se cada vez mais difícil, como resultado das mudanças climáticas.
Esta era a 40ª estação polar russa instalada na região, a Pólo Norte-40. Em contraste, a Pólo Norte-22, lançada em Setembro de 1973, levou a sua investigação a cabo até 1982 – um período de mais de oito anos e meio, sem qualquer ocorrência de perturbação do ambiente gelado.
Fotografia: Autor não identificado


Photo: Anna Yudina | Ria Novosti | AFP
Russia is evacuating a drifting Arctic research station that was supposed to last until September, because the ice it is built on is starting to break up.
The cracks are another indication of the rapid decline of the Arctic ice sheet — especially so because the encampment is on the Canadian side of the Arctic Sea, where the ice is oldest and most durable.
Research at Russia's North Pole-40, a station located aboard an ice floe in the Arctic, has ceased following an emergency evacuation of personnel. The ice upon which the station was built had begun to melt at an alarming rate and split into six pieces. 
“It’s a huge loss for us, and for science,” said Vladimir Sokolov, the expedition's director, in an interview with The Washington Post. “For us, it is very important to get information about the climate system in the high-latitude Arctic.”
Read more here

A nossa posição é conhecida. Somos contra todo o tipo de intervenção no Árctico.

Geração 'explorer'

14.06.2013

Creative Commons License

Tuesday, June 4, 2013

Musgo congelado?



Reuters (arquivo)

A investigadora Catherine La Farge da Universidade de Alberta (Canadá), recolheu o que pensou ser musgo morto na base de um glaciar em recessão na ilha de Ellesmere, o território canadiano mais a norte. O processo de datação por carbono colocou a idade das plantas entre os 400 e os 600 anos, levando os cientistas a concluírem que terão ficado sepultadas no gelo durante a chamada "pequena idade do gelo", que ocorreu entre 1550 e 1850.   
Catherine La Farge conseguiu depois fazer reviver o musgo, de 24 exemplares colocados em terra e expostos à luz. Sete começaram a apresentar novo crescimento, alterando aquilo que era dado como uma certeza científica: que os restos de plantas expostos pelo recuo dos glaciares não tinham vida e que o aparecimento de novas plantas nas áreas expostas pelos glaciares era resultado da rápida colonização da área por plantas vizinhas. 
A investigação de La Farge foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences' 
"Sabemos que as (plantas) briófitas (família a que pertencem os musgos) podem permanecer inactivas por muitos anos, por exemplo, em desertos, mas não se esperava que voltassem à vida depois de quase 400 anos sob um glaciar", disse a investigadora.   
Os musgos são plantas que evoluíram a partir de algas marinhas há cerca de 400 milhões de anos, sendo precursores de outras plantas terrestres, e reproduzem-se através da clonagem das suas células, que têm a capacidade de isoladamente darem início ao desenvolvimento de uma nova planta.
Lusa




A research team observed how some plants that were frozen under a glacier during the so-called Little Ice Age, centuries ago, returned to germinate. Samples of the 400-year-old plants have sprouted in the laboratory.

The Little Ice Age was a cold period that ran approximately from AD 1550 to AD 1850, and plagued widespread areas of North America and Europe.



dr. Catherine La Farge
 Photo : University of Alberta 

The scientific team was exploring the area around Teardrop Glacier, high in the Canadian Arctic, when they noticed an unusual vegetation cover.
"We ended up walking along the edge of the glacier margin and we saw these huge populations coming out from underneath the glacier that seemed to have a greenish tint," said Catherine La Farge, lead author of the study.
Read more here



Geração 'explorer'


04.06.2013


Creative Commons License


Referências:

Sunday, May 19, 2013

Timelapse: um projecto pelo ambiente




Timelaspse | mapa interactivo Google


Queres saber como eram cidades como o Porto, Lisboa, Madrid, Tóquio, ou o mundo, há duas décadas? Agora é possível fazer um “rewind” e ver a evolução do planeta ao longo dos últimos anos. 

Google Maps lançou a aplicação Timelapse que possibilita navegar no tempo e no espaço (re)visitando locais desde 1984 até 2012.

O objectivo principal e simultaneamente mais valia deste projecto é perceber as mudanças morfológicas dos territórios.

Construído com base em mais de dois milhões de imagens de satélite Landsat, o mapa interactivo mostra, a partir de animações em HTML5, a acção da natureza e dos humanos nos mais diferentes pontos do globo.



Até ao momento, a Timelapse oferece uma pré-selecção de sete lugares do mundo: Las Vegas, Dubai, Xangai, Glaciar Mendenhall (Alasca) e Areias do Óleo (Athabasca), mas se escreveres um novo destino, o motor de buscas encarrega-se de devolver a imagem.

Os objectivos são importantes: 
  • Explorar  

  • Consciencializar 

A desflorestação da Amazónia, a expansão da costa do Dubai e o degelo do Alasca são três dos cenários mais flagrantes no que respeita à sua modificação.



Rebecca Moor de Google Earth Engine, considerando este novo projecto  “fascinante para explorar”, espera que “as imagens possam informar o pensamento da comunidade global sobre como vivemos e as políticas que nos guiarão no futuro”. É o que se pode ler no blogue oficial da Google.

O projecto resulta de uma parceria entre Google, NASA, a revista Time e a Sociedade Geológica dos Estados Unidos (GSA).

We're making it possible for you to go back in time and get a stunning historical perspective on the changes to the Earth’s surface over time. 
(...) 
Built from millions of satellite images and trillions of pixels, you can explore this global, zoomable time-lapse map as part of TIME's new Timelapse project. View stunning phenomena such as the sprouting of Dubai’s artificial Palm Islands, the retreat of Alaska’s Columbia Glacier, the deforestation of the Brazilian Amazon and urban growth in Las Vegas from 1984 to 2012 (...)

 Rebecca Moore, Engineering Manager Google Earth Engine & Earth Outreach

Read more here 

Para nós, jovens defensores do planeta, desde 2005, consideramos este projecto essencial para a educação ambiental nas escolas. Ele só vem demonstrar como é importante continuarmos a lutar pela consciencialização contra políticas ambientais desastrosas e a favor da defesa do planeta Terra.

Geração 'explorer'

19.05.2013

Creative Commons License



Sunday, April 21, 2013

Dia da Terra alerta para alterações climáticas






O degelo na Península Antárctida aumentou quase dez vezes nos últimos 600 anos. A maior taxa de aumento do degelo teve lugar nos últimos 50 anos, isto, segundo um estudo divulgado na Austrália no dia 15 Abril 2013.

Os cientistas perfuraram a 364 metros de profundidade na ilha de James Ross, norte do glaciar da antárctica, para medir as temperaturas de centenas de anos.

As camadas sucessivas nas mostram revelam o movimento de degelo e de congelamento.





"Descobrimos que as condições mais frias na Península Antárctida e a menor quantidade de degelo durante o verão ocorreram há 600 anos", disse o líder da investigação desenvolvida por especialistas australianos e britânicos, Nerilie Abram.

Apesar do aumento regular das temperaturas há centenas de anos, o degelo intensificou-se a partir da metade do século XX, afirma este estudo publicado na revista Nature Geoscience.

Isto significa que o aquecimento na Antárctica alcançou um nível no qual até leves aumentos de temperatura podem provocar uma forte aceleração do degelo.



O estudo publicado na Nature Geoscience pretende compreender as causas das alterações climáticas na Antárctida e calcular a contribuição do seu degelo para o aumento do nível do mar.

Google doodle

Neste Dia da Terra 2013, que o motor de busca Google celebra com um Doodle interactivo apresentando as alterações climáticas ao longo das estações do ano, paremos um pouco para pensar e comecemos a actuar junto dos responsáveis, já que o tema proposto por Earth Day é precisamente "O rosto das alterações climáticas".

Over the past 50 years, warming of the Antarctic Peninsula has been accompanied by accelerating glacier mass loss and the retreat and collapse of ice shelves. A key driver of ice loss is summer melting; however, it is not usually possible to specifically reconstruct the summer conditions that are critical for determining ice melt in Antarctic. Read more here


April 22nd ! Earth Day 2013! After Earth Hour 2013, this is the most important day of the Planet!

And Earth Day is a special day for schools! All over the world, teachers and students work on fantastic projects to commit to actions that go beyond the planet.

Earth Day 2013's theme is "The Face of Climate Change" to highlight growing impact on individuals through interactive digital campaign.

Let's end this acceleration glacier mass loss! Showing our "face od climate chage".


Geração 'explorer'

21.04.2013

Creative Commons License

Monday, April 15, 2013

Projecto 'Aurora' : expedição para salvar Árctico




Team Aurore

Um grupo de jovens está no Pólo Norte. A equipa 'Aurora' de Greenpeace está  no Pólo Norte, para hastear a 'bandeira para o futuro' no fundo do mar do Árctico. Contam com o apoio  de quase três milhões de assinaturas de pessoas. Exigem que o Árctico fique protegido de perfuração de petróleo e pesca industrial. 

Começaram esta expedição a 5 de Abril 2013. Apoiados por milhões de pessoas, nas redes sociais e meios de comunicação, estes jovens apelarão para a protecção da Árctico.
 
A equipe enfrentou grandes obstáculos como córregos abertos de água de degelo, cumes de pressão grandes de gelo e uma deriva ao sul, durante sete dias, tornando mais longa  a caminhada.



Corajosos, determinados, estes jovens teimam em completar sua missão em nome de Greenpeace e declarar protegida a área desabitada ao redor do Pólo Norte! 


Não se trata de um movimento que possa ser ignorado, visto que está em curso uma grande mobilização a nível mundial para chamar a atenção do Conselho do Árctico e líderes mundiais. 

Em pouco mais de uma semana, milhares de pessoas por todo o mundo estão a preparar-se para um dia de acção global Árctico, em 20 de Abril, ou seja daqui a poucos dias.

De Buenos Aires no Ocidente, para Bangkok no Oriente, de Yellowknife, no Norte de Joanesburgo, no Sul, as pessoas vão-se reunir em centenas de cidades para formar banners humanos soletrando a frase:

 I ♥ Artic

As fotografias serão reunidas em um livro e posteriormente entregue a ministros e representantes no Kiruna Ministerial Meeting que vai ocorrer no dia 15 Maio, em Kiruna (Suécia).



Team Auora




A group of young people is going to the North Pole to declare it protected on behalf of all life on Earth. They began their journey on April 5. Backed by millions they will plant a flag for the future on the seabed and call for a sanctuary in the uninhabited area around the pole.



They've been on the freezing sea ice for 7 days now. But no matter how hard they ski North, 'the drift' - where currents and wind move the ice - keeps pushing them South.

They are still determined to complete their mission on behalf of our movement and declare the uninhabited area around the North Pole protected! Please leave them a comment of support and we'll make sure they get it.


Read more about how Team Aurora and YOU and us might just save the Arctic.






"During this unique ceremony at the top of the world we will offer respect to those who came before us and hope for those yet to be born."


Geração 'explorer'

15.04.2013

Creative Commons License

Referências | References

Save the Arctic Expedition
http://www.greenpeace.org/international/en/campaigns/climate-change/arctic-impacts/Save-The-Arctic-North-Pole-Expedition/