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Sunday, February 15, 2015

Antarctida : 100 anos depois, abrigos dos exploradores




Shackleton's Hut

credits: Rolf Stange

National Geographic publicou um video em que mostra como, um século depois dos primeiros exploradores da Antártida terem construido casas em madeira, no planeta mais gelado, seco, e ventoso da Terra, conservadores restauraram quatro desses marcos fundamentais, a fim de preservarem os abrigos das primeiras campanhas no continente antárctico, em 1900.


Veja aqui o video do National Geographic. Narração do arquitecto Pip Cheshire, responsável pelo projecto de conservação. Admirável trabalho que pode ser um excelente recurso educativo.



Interior of Shackleton’s hut, Antarctica left as it was in 1908. photo taken in 2009. Note the socks that have been hung up to dry for over a century


As cabanas de madeira portáteis, localizado na Ilha de Ross, em Cape Evans, na Antárctida, deram abrigo a conhecidos investigadores britânicos Ernest Shackleton e Robert Falcon Scott bem como às suas tripulações. 

As expedições do século XX foram as primeiras a explorar e estudar o continente austral. 



A picture of Scott taken in the hut in 1911 juxtaposed with a picture of the same place taken in 2005


Trabalhando a partir de fotografias e documentos históricos, os especialistas levaram dez anos para restaurar as cabanas, que tinham sofrido infiltrações de água, desgaste do tempo, restando apenas vestígios num dos ambientes mais inóspitos do planeta.


"O facto de terem resistido durante um século, é realmente uma sorte tremenda - não foram construidas para resistir a tanto", disse Macdonald.



Shackleton's Hut, 1909 


About a hundred years after Antarctic explorers set up house on the coldest, driest, and windiest place on Earth, conservators have restored four of these landmarks to look as they did in their former heydays. 


credits: Rolf Stange

The portable wooden huts, located on Antarctica's Ross Island, gave shelter to well-known British adventurers Ernest Shackleton and Robert Falcon Scott and their crews. The 20th-century expeditions were the first to explore and study the southernmost continent. 

Watch the video on National Geographic. The narration is by the architect Pip Cheshine, the project manager. This is awesome video and a good digital resource in school curriculum.



Shackleton's Hut is pictured almost exactly as it would have been in 1909


Working from historical photographs and documents, it took experts ten years to conserve the huts, which had suffered due to water seepage, age, and simply being left to the elements in one of the harshest environments on the planet.



Inside Captain Scott’s Terra Nova Hut on Cape Evans
"That they've survived for a century is really tremendous good luck—they weren't made for that at all," Macdonald said. Read more here

Acompanhamos os projectos ligados à Antárctida, desde 2007-2008, data da celebração do Ano Internacional Polar em que participámos em diversas actividades.

Consideramos este trabalho de invulgar importância para preservação da memória científica e cultural ligada às primeiras expedições polares.

Geração 'explorer'

15.02.2015

Creative Commons License

Wednesday, May 30, 2007

Primeiras Expedições






Navio científico James Clark Ross


As primeiras viagens documentadas às águas antárcticas aconteceram no século XVI.

Os primeiros habitantes entraram na primeira metade do século XIX, quando navios baleeiros chegaram à região das Ilhas Sanduíche do Sul.

Houve entretanto algumas explorações esporádicas por parte de navegadores europeus e norte-americanos.

Em 1819, um navio inglês, o “Williams”, desviou-se de sua rota e foi levado às Ilhas Shetland do Sul. De lá, foi fretado para uma viagem mais para o sul, sob o comando de Edward Bransfield e acabou por aportar em 30 de Janeiro de 1820 na Terra de Graham.


Três anos antes, o capitão russo Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen havia descoberto a costa e nomeou-a Terra de Alexandre I.

Também Nathaniel Palmer, um caçador de focas de Stonington, Connecticut, teria explorado a região.
Em 1822, James Wrddell descobriu o mar que tem hoje o seu nome.

Entre o final da década de 1830 e a década de 1840 houve três expedições: a expedição francesa de Jules Dumont d'Urville, a expedição norte-americana de Charles Wilkes e a expedição inglesa de James Clark Ross que percorreram a costa a fim de determinar se a Antárctica era realmente um continente ou um conjunto de ilhas unidas pelo gelo.






An engraving of the USS Vincennes in Disappointment Bay, Antarctica
Artist: C. Wilkes, U.S.N. / Engraver: C. A. Jewett
Source: Smithsonian Institute 


Passaram-se vários anos até o "VI Congresso Internacional de Geografia", realizado em 1895, lançar um apelo para a exploração do Antárctico devido aos benefícios científicos que poderiam daí adevir.

A este chamado, em 1897, respondeu o Barão Adrien de Gerlache que no comando do "Bélgica" deixou Antuérpia com destino à Antárctica.




Adrien de Gerlache ship
Belgian Antarctic expedition


A tripulação multinacional incluía um zoólogo romeno (Emile Racovitza), um geólogo polaco (Henryk Arctowsi), um navegador e astrónomo belga (George Lecointe), vários noruegueses, incluindo Roald Amundsen, e um médico americano, Dr. Frederick Cook.

Em 1898, tornaram então os primeiros homens a passar o inverno na Antárctica, quando o seu navio ficou preso no gelo. Ficaram impedidos de prosseguir em 28 de Fevereiro de 1898 e só puderam continuar em 14 de Março de 1899, depois de se libertarem do gelo.

Durante essa permanência forçada, vários homens perderam a sanidade, não só por causa das noites do inverno antárctico e do sofrimento suportado, mas também por causa dos problemas de comunicação entre as diferentes nacionalidades.


(texto adaptado e com supressões)


Francisca Miranda, 12 anos, 6C
10.05.2007

Creative Commons License

História da Conquista do Pólo Norte - Árctico







Robert Edwin Peary

Em 1815, o almirante inglês John Barrow teve a brilhante ideia de propor a exploração do Árctico, como forma de ocupar as tropas da Marinha Real Britânica, após as guerras napoleónicas. Dezenas de expedições ocorreram então até 1907.


Os exploradores americanos Frederick Cook e Robert Peary são personagens muito importantes de uma famosa disputa, considerada ainda hoje, a maior disputa de toda a história da exploração do mundo.

Depois da fracassada tentativa de atingir o Pólo Norte (1906), apesar do novo recorde alcançado, Robert Edwin Peary (1866-1954) conseguiu patrocínio para mais uma expedição. Mas os seus 50 anos de idade e o seu debilitado estado físico estavam contra ele. Quase 800 milhas de ida até o Pólo Norte, mais a volta, não seriam tarefa fácil. Peary estava ciente de que seria a última tentativa.





A última expedição de Robert Peary ao Pólo Norte começou em Julho de 1908, quando o seu navio, Roosevelt, partiu de Nova Iorque.

Em Agosto, Peary passou no nordeste da Gronelândia e abasteceu-se com (?) 34 esquimós e mais de 200 cães. Em Setembro, invernaram no norte da ilha de Ellesmere.

Robert Peary continuou a fazer progressos e, em 28 de Março, já tinha superado o seu próprio recorde de 87 graus de latitude norte, estabelecido em 1906.





Robert Peary

A 1 de Abril, Peary seguia viagem acompanhado apenas pelo seu fiel braço-direito, Matt Henson, e mais dois esquimós.




Matt Henson


A 6 de Abril, Peary relatou a conquista do Pólo Norte como sendo "meu sonho por mais de vinte anos. Meu enfim! Não consigo acreditar que realmente estou no topo do mundo. Parece até um lugar simples e comum!"

Peary viveu onze anos depois de seu triunfo polar, mas nunca sentiu publicamente o prazer da glória.



(texto adaptado com supressões)
consultado em 19 de Abril de 2007

Nota: Leia o artigo (English version) "Ceremonies mark 100th anniversary of Peary's North Pole expedition" aqui





 Robert E. Peary dressed in polar expedition gear aboard his ship
Library of Congress, Washington, D.C.


American explorer Robert Peary became the first person to set foot on the top of the world 100 years ago Monday.
His story is one of the great adventure tales embraced by many, yet still doubted by others.

Not2 : Read the article "Ceremonies mark 100th anniversary of Peary's North Pole expedition" here


Inês Gil, 12 anos, nº11, 6C

19.04.2007

Actualizado 13.12.2011

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