Wednesday, October 2, 2019

D28 : Icebergue monumental separou-se da Antárctida !






creditos: Copernicus EU/ @StefLhermitte


O problema das alterações climáticas e do impacto que parece estar a ter no planeta Terra é um problema real.
Mas, no meio deste processo há outros, naturais e cíclicos, a acontecer. E o desprendimento de icebergues é, garantem os cientistas, um deles.
A plataforma de gelo Amery, localizada na na Antártida, acaba de produzir seu maior iceberg em mais de 50 anos.
O bloco tem uma área de 1.636 km². Um pouco maior do que a cidade de São Paulo. Foi baptizado de D28.
Com 315 mil milhões de toneladas de gelo, é o maior bloco a separar-se em 50 anos. No entanto, é um processo natural.
No passado dia 26 de Setembro, um monumental icebergue separou-se da plataforma de gelo conhecida como Amery, no leste da Antárctida. 




O icebergue que se deslocou, oficialmente chamado de D28, tem 1582 quilómetros quadrados de tamanho: mais do que Sidney (Austrália), São Paulo (Brasil), ou a área metropolitana de Londres (Reino Unido). Cinco vezes mais do que a ilha de Malta, em dimensão.
Apesar da separação, a maior em 50 anos, ter ocorrido na passada semana, só foi divulgada esta segunda-feira, 30 de Setembro, pelo programa de Observação da Terra da União Europeia, que funciona em pareceria com a Agência Espacial Europeia.
Assim que começa a deslocar-se, um icebergue com esta dimensão passa a ser monitorizado, pois no futuro pode tornar-se um risco para a navegação marítima. A Amery não produzia um icebergue tão grande desde a década de 60.
Amery é a terceira maior plataforma de gelo da Antártida e um importante canal de escoamento para o leste do continente.


créditos: NASA
Este é um segmento da Amery que ficou carinhosamente conhecido como "Dente Mole", devido à sua semelhança em imagens de satélite com a dentição de uma criança. Ambas as áreas de gelo tinham o mesmo sistema de fendas.
Mas, embora pendente, o "Dente Mole" ainda continua preso. O D28 é que foi "extraído".
"É um molar quando comparado a um dente de leite"
Prof Helen Fricker, Scripps Institution of Oceanography, via BBC
Fricker havia previsto em 2002 que o "Dente Mole" se descolaria em algum momento entre 2010 e 2015.
"Estou empolgada em ver esse evento após todos esses anos. Sabíamos que isso aconteceria eventualmente, mas, para ficarmos mais espertos, não aconteceu exactamente quando esperávamos"



Amery

Entretanto, a Divisão Australiana da Antártida vai observar a Amery de perto para ver como ela reage. Os cientistas da divisão têm instrumentos na região.
Mas, os cientistas não acreditam que este acontecimento esteja ligado às alterações climáticas, sendo parte normal do ciclo de vida das plataformas de gelo a cada 60 ou 70 anos. 
O último grande icebergue a soltar da plataforma Amery, em 1963 ou 1964, tinha 9000 quilómetros quadrados.
D-28 é menor do que o icebergue que se desprendeu da plataforma Larson C, em 2017.


credits: via BBC
The Amery Ice Shelf in Antarctica has just produced its biggest iceberg in more than 50 years.
The calved block covers 1,636 sq km in area - a little smaller than Scotland's Isle of Skye - and is called D28.
The scale of the berg means it will have to be monitored and tracked because it could in future pose a hazard to shipping.
Not since the early 1960s has Amery calved a bigger iceberg. That was a whopping 9,000 sq km in area.



credits: ESA
via Euronews
Amery is the third largest ice shelf in Antarctica, and is a key drainage channel for the east of the continent.
The shelf is essentially the floating extension of a number of glaciers that flow off the land into the sea. Losing bergs to the ocean is how these ice streams maintain equilibrium, balancing the input of snow upstream.
So, scientists knew this calving event was coming. What's interesting is that much attention in the area had actually been focused just to the east of the section that's now broken away.



Animação D28
CC BY-SA IGO 3.0
This is a segment of Amery that has affectionately become known as "Loose Tooth" because of its resemblance in satellite images to the dentition of a small child. Both ice areas had shared the same rift system.
"It is the molar compared to a baby tooth," Prof Helen Fricker from the Scripps Institution of Oceanography told BBC News.
Prof Fricker had predicted back in 2002 that Loose Tooth would come off sometime between 2010 and 2015.
"I am excited to see this calving event after all these years. We knew it would happen eventually, but just to keep us all on our toes, it is not exactly where we expected it to be,"
Prof Fricker
D-28 is smaller than the iceberg that broke away from the Larson C ice shelf in 2017, but it could stay in one piece for many months before it drifts farther north and starts to melt in warmer waters. Read more here 

Geração "explorer"
02.10.2019
Licença Creative Commons

Sunday, August 18, 2019

Pausa Férias : Colapso icebergue no Alaska : "Sorte de estar vivos !





Spencer Glacier Collapse
credits: Home With the Hoopers
via © SIC Notícias

Andrew Hooper e Josh Basty, dois canoístas de kayak testemunharam o glaciar 
Spencer colapsou, mesmo bem perto. Um susto enorme!

Ambos tinham as câmaras apontadas para o colapso que fora anunciado. Mas o susto foi grande! Não esperavam tão forte abalo.

Andrew Hooper e Josh Basty trabalham nos canais YouTube de Steering South e Home With the Hoopers.






Spencer Glacier Collapse
credits: Home With the Hoopers
No vídeo publicado por um dos canoístas ouve-se o gelo a quebrar e, uns minutos mais tarde, vê-se o glaciar a colapsar com violência na água. Nesse momento é projectada uma massa de água na direcção dos dois homens.
Um dos protagonistas da história com final feliz grita "Temos sorte de estar vivos".



Two kayakers just escaped with their lives after a massive glacier collapsed in front of them in Alaska.
A glacier has collapsed and sent a wall of icy water straight at two kayakers who had approached the cliff after hearing cracking noises.





Spencer Glacier Collapse
credits: Home With the Hoopers
Two kayakers at Spencer Glacier in Alaska are lucky they weren’t any closer to a glacial bridge that collapsed or it could have been catastrophic. As it was, Josh Bastyr and Andrew Hooper were pelted pretty good from the explosive fallout, as captured in Bastyr’s Steering South video (the real action begins at the 40-second mark).
The incident occurred last Saturday 17 August during an overnight camping and kayak trip to Spencer Glacier. 


The kayakers filmed as the huge chunk of ice dropped away and created a surge of water.
The kayakers, who operate the YouTube channels Steering South and Home With the Hoopers, wrote about their harrowing experience online.

"Andrew from Home With the Hoopers and I took a trip to Spencer Glacier for a one night camping and kayaking adventure. After setting up camp we hit the glacial lake for some awesome kayaking," 

Josh Bastyr, on Steering South


Spencer Glacier Collapse
credits: Home With the Hoopers
"We made the 1.5 mile (2.4km) trek to the glacier and started hearing calving in the distance. We decided to investigate the noises and came face to face with one of nature's most awesome forces."
Bastyr added that it was one of the most intense things he ever witnessed and said they're both lucky to be alive.



Spencer Glacier Collapse
credits: Home With the Hoopers
A chunk of a glacier calved about 50 foot (15 metres) from us and created a 10-12 foot (3- 3.7 metre) wave. We were pelted with chunks of flying ice and buckets of water. To say we are lucky to be alive is an understatement," Hooper wrote on his channel.
"We learned our lesson and will give glaciers the space they deserve next time we are out exploring."
Spencer Glacier rises 1067 metres, and is located in the Chugach National Forest about 100km south of Anchorage. Read more here

Boas férias! Voltamos em Setembro! Não esqueças de visitar o nosso blog Geração Verde Portugal!
Have a nice time if you are in holidays! We will be back in September! By the way, don't forget to visit our green blog Geração Verde Portugal. 
Geração 'explorer'
18.08.2019
Licença Creative Commons


sources: Sic Notícias/ USToday Sports/Nine.com.au

Tuesday, July 9, 2019

Himalaias : grupo de alpinistas morre ao escalar Nandi Devi, Himalaias







Imagem revelada pela câmara de filmar encontrada nos Himalaias

As autoridades indianas divulgaram um vídeo com o grupo de alpinistas que morreu em Maio nas montanhas dos Himalaias. As imagens foram captadas por uma câmara que estava enterrada na neve, perto do local onde os corpos foram encontrados.
As equipas de socorrismo indianas retiraram no dia 3 Julho, os corpos de sete dos alpinistas mortos numa avalanche no Nanda Devi, um dos picos mais altos dos Himalaias, segundo as autoridades locais.
As buscas continuam com o objectivo de encontrar o corpo do último alpinista, Martin Moran, o guia do grupo.
De acordo com a BBC, "o grupo perdeu o contacto no dia 26 de Maio, quando tentava subir o segundo pico mais alto da Índia, o Nanda Devi".






Nanda Devi, pico Himalaias
credits: via Trekeveda
Os alpinistas - quatro britânicos, dois americanos, um indiano e uma australiana, estavam desaparecidos há seis semanas nas montanhas do Nanda Devi, o segundo pico mais alto do país localizado no estado de Uttarakhand (norte).
No final de uma operação longa e perigosa, os socorristas de alta montanha encontraram há 10 dias sete corpos amarrados a uma parede de neve. As buscas foram abandonadas para encontrar a oitava vítima, cuja identidade não foi revelada.
Quatro outros alpinistas britânicos que se tinham separado do grupo principal, ajudaram as equipas a localizar os restantes elementos do grupo-
Sendo a área inacessível aos helicópteros, os corpos tiveram de ser levados a pé até ao acampamento base. De lá, quatro deles foram transportados esta quarta-feira de manhã por via aérea para Pithoragarh, a principal cidade da região. Os restantes três corpos foram transferidos durante o dia 3 Julho.
Os alpinistas desaparecidos tinham comunicado pela última vez no dia 26 de Maio, véspera de grandes nevões e de avalanches. 
As operações de busca foram dificultadas pelo mau tempo e pelas dificuldades do terreno.





Equipa de socorro ITBP
créditos: AP
Equipa de socorro ITBP enfrentou vários desafios para trazer de volta os corpos e os pertences dos alpinistas

Encontrada hoje a câmara que contém a últimas imagens do grupo. Estava enterrada na neve e foi encontrada pela guarda fronteiriça indo-tibetana (ITBP) perto do local onde foram encontrados sete dos oito corpos dos montanhistas.
No vídeo, de quase dois minutos, ouve-se sobretudo o vento e é possível ver as últimas imagens de quatro britânicos, dois americanos, um australiano e um indiano, amarrados uns aos outros por uma corda enquanto caminhavam no "tecto do mundo".





Remote peak of Nanda Devi mountain in India
credits: Getty Images
De acordo com a BBC, o grupo, liderado pelo experiente montanhista britânico Martin Moran - cujo corpo ainda não foi encontrado -, começou a escalar o Nanda Devi, um dos picos mais altos dos Himalaias, com 7816 metros de altitude, a 13 de Maio. O contacto com os montanhistas perdeu-se no dia 26 do mesmo mês.
Vivek Kumar Pandey, porta-voz da força policial indiana, refere que o peso do grupo pode ter causado uma queda de neve "desencadeando uma avalanche".
As imagens estão agora a ser analisadas para se perceber "o que correu mal na missão", conforme explicou o porta-voz da ITBP sobre o grupo de alpinistas que tentava escalar o Nanda Devi, o 23º ponto mais alto do mundo.

As mortes de alpinistas não param nos Himalaias, nos Alpes, no Monte Evereste. E outros trilhos nas altas montanhas, devido a avalanches constantes.

Cientistas alertam para as alterações climáticas e para o perigo crescente desta actividade.



Today, Indian officials say they have recovered an action camera which was being used by eight climbers who died in the Himalayas.
The group were using the camera during their climb to Nanda Devi - India's second highest peak.


The expedition team failed to return from an attempted climbing of the remote Nanda Devi East peak in India. 

Local climbers reported there had been an avalanche on their proposed route and the team could be trapped. The expedition was being led by renowned British guide Martin Moran.

They left on May 13 to scale an unclimbed peak at 6,477m and were scheduled to return on May 31.




Nanda Devi mountain in the northern Himalayan state of Uttarakhand 
credits: STRINGER/Reuters

Eight climbers were attempting to climb India's second-highest peak Nanda Devi when contact was lost last 26 May.

The body of seven have been recovered last month.

Today, 9 July, Indian officials say they have recovered an action camera which was being used by eight climbers who died in the Himalayas.The eight climbers, four English, two American, an Australian woman, and an Indian. The group were using the camera during their climb to Nanda Devi - India's second highest peak.

This is the last footage shot by the group pf climbers. They went missing on 26 May while trying to climb India's second highest peak Nanda Devi.

On of the bodys, Martin Moran, renowned British guide is yet to be recovered.

So sad! There are more and more climbers who die in the last years due avalanches in the Himalayas, Nepal, Mount Everest, French and Swiss Alpes.


Climbing to the roof of the world is becoming less predictable and possibly more dangerous, scientists say, as climate change brings warmer temperatures that may eat through the ice and snow on Mount Everest and other climbing sites.

It may be important to change some usual events as hiking due climate change. We are deeply sorry for all the climbers and their families.


Geração 'explorer' 

09.07.2019


Licença Creative Commons


Wednesday, June 5, 2019

Dia Mundial do Ambiente : Contra a Poluição do Ar






Beat Air Pollution
créditos: UNESCO


"It is time to act decisively. My message to governments is clear: tax pollution; end fossil fuel subsidies; and stop building new coal plants. We need a green economy not a grey economy." 

— Secretary-General, António Guterres

O Dia Mundial do Ambiente celebrada-se todos os anos a 5 de Junho. O Dia Mundial do Ambiente foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas (UN), para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo de 1972. 

Foi o primeiro passo para que a ONU e governos de diversos países evidenciassem a necessidade de se prestar mais atenção ao Meio Ambiente.  O Dia Mundial do Ambiente foi celebrado pela primeira vez em 1974.





Banksy's take on industrial pollution 
credits: Ben Birchall/PA Wire/PA Images
via EchoLive.ie


Tal como podemos ler no excerto da mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, o apelo é para a mudança de comportamentos por parte dos governos a nível mundial.
Desde o seu início, em 1974, o Dia Mundial do Ambiente desenvolveu-se e tornou-se uma plataforma para a sensibilização e tomada de acção relativamente a assuntos cada vez mais urgentes, desde a poluição marinha ao aquecimento global, passando pelo consumo sustentável, o crime contra a vida selvagem, o degelo na Antárctida.




Milhões de pessoas em todo o mundo estão cada vez mais motivadas agir contra a poluição do ar. E se unem cada vez em movimentos ecologistas. 
Tema 2018: "Unidos por um Planeta sem Poluição do Ar”

via SNS Portugal
A poluição do ar está por toda parte. Nove em cada dez pessoas no mundo estão expostas a altos níveis de poluição do ar, que excedem os números considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde, e que causam a morte prematura de cerca de sete milhões de pessoas por ano. 
A poluição do ar origina, ainda, uma série de problemas de saúde e um menor desenvolvimento intelectual.


Cada Dia Mundial do Meio Ambiente tem um país anfitrião diferente – em 2019, é a China – onde as celebrações globais oficiais decorrem. Escolhido pelo país que acolhe as celebrações, o tema convida à reflexão sobre mudanças na vida quotidianas para reduzir a poluição do ar, o que, por sua vez, também pode diminuir as emissões de gases de efeito de estufa e melhorar a saúde das pessoas.
Participa ou junta-te aos eventos aqui



Today, 5 June, we are celebrating the World Environment Day! Each World Environment Day is organized around a theme that focuses attention on a particularly pressing environmental concern. 

Governments, industry, communities and individuals around the world today commemorated World Environment Day, the United Nations’ biggest annual event for positive environmental action, encouraging worldwide awareness and commitment to protect our planet.





credits: UNEP


Theme 2019: Beat Air Pollution


This year’s celebrations, held under the theme ‘Beat Air Pollution’, called upon people to explore renewable energy and green technologies, and improve air quality in cities and regions across the world. 

More than 6 billion people – one-third of them children – regularly breathe air that is so polluted it puts their health and well-being at risk.






Spearheaded by China, the official host of the global World Environment Day celebrations, UN Environment’s campaign to #BeatAirPollution culminated into a record number of registered events and commitments.

“Protecting our blue skies may be difficult, but our future relies on it,” Joyce Msuya, acting Executive Director of UN Environment, said during the global celebrations in Hangzhou. “And they are our blue skies. It doesn’t matter if you’re in Beijing or Beirut, when we look up we see the same sky. And I think when we look to China, we see many examples of how to protect it.” 







Nine out of ten people breathe polluted air. From 24 May, through to #WorldEnvironmentDay on June 5, UN was calling on everyone to join the Mask Challenge. 

Face masks are a great symbol to show leaders we want to breathe clean air. Alongside celebrities, influencers and creators, the World Environment Day campaign invites everyone. Read more here


It's time to beat air pollution!

Geração 'explorer'

0.06.2019