Saturday, October 8, 2016

Gronelândia aquece : cientistas preocupados, população feliz






Nuuk, Gronelândia
créditos: Filip Gielda/ Creative Commons 

Os glaciares da Gronelândia estão a derreter a um ritmo preocupante para os ambientalistas. Já os seus habitantes não reagem do mesmo modo. Desde que a temperatura média da ilha junto ao Árctico começou a subir, o crescimento da economia local disparou.



Mapa Gronelândia
A ilha que no século XVIII se tornou uma região autónoma da Dinamarca, com 57 mil habitantes, viu nos últimos anos o seu solo arável crescer, bem como os períodos de cultivo. 
Com pastagens por mais tempo, os seus rebanhos cresceram de 15 mil cabeças – média de há cerca de vinte anos – para 20 mil cabeças e com águas menos gélidas a população de peixes disparou.



Barcos piscatórios Gronelândia
No mar do Norte, que banha a Noruega e a Dinamarca, os pescadores já notaram que as espécies de bacalhau são mais abundantes, assim como os atuns. Esta abastança já teve reflexos nas quotas de pesca, que passaram para o dobro.
Estas mudanças estão a levar os naturais da região a festejar o impacto do aumento da temperatura global na sua terra. 
De acordo com uma reportagem da revista brasileira Veja, "as prateleiras dos supermercados de Nuuk, a capital da Groenlândia, nunca estiveram tão cheias de fruta e vegetais, algo inimaginável até há poucos anos."
A prazo o aumento da temperatura global, que está na base das mais sérias preocupações da comunidade internacional, poderá também jogar contra os interesses da Gronelândia, mas para a sua população, o espírito do adágio popular, aplica-se: “Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.


Aerial surveys show two glaciers flowing into Johan Petersen fjord, Greenland
credits: Jeremy Harbeck/Icebridge/NASA
The huge annual losses of ice from the Greenland cap are even worse than thought, according to new research which also shows that the melt is not a short-term blip but a long-term trend.
The melting Greenland ice sheet is already a major contributor to rising sea level and if it was eventually lost entirely, the oceans would rise by six metres around the world, flooding many of the world’s largest cities.


Departures from average temperature on Sunday, June 12, 2016
Source: ClimateReanalyzer.org



With parts of Greenland experiencing record high temperatures of late, melting of snow and ice at the surface has been skyrocketing.
This follows a record low extent of Arctic sea ice in May, and other troublesome signs that global warming is taking off in the high north.


Greenland
Almost every day we hear about how bad climate change is for the Earth and the population. Yet after speaking with locals in Nuuk and experiencing a small part of the Greenlandic culture, we got some other perspectives. 
In Greenland, a vast island almost wholly covered by the huge ice sheet, many of the residents view the climate change in a positive light.
Global warming is melting Greenland's ice, extending its shipping season and revealing massive oil and mineral deposits.


Climate change means oil finds and zinc mines and also better fishing: cod, herring, halibut and haddock migrating north as the ocean warms. 
It means disaster tourists: people coming to see glaciers slide into the sea. (Since 2004, cruise-ship arrivals have jumped 250 per cent.) 




Greenland
It means farming: potatoes and broccoli and carrots growing where they didn't grow before, more grass for more sheep. And it means gushing rivers: an endless supply of freshwater that Greenland proposes to sell to a thirsty world.

Geração 'explorer'
08.10.2016
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Tuesday, September 20, 2016

Help ! Urso polar 'mais triste do mundo' não vai ter nova casa





Pizza o urso polar no Grandview Aquarium, Guangzhou, China
credits: Yorkshire Wildlife Park




Pizza o urso polar no Grandview Aquarium, Guangzhou, China
credits: VCG via Getty Images

De volta do nosso período de férias, é nossa vontade aderir à campanha Animal Asia para salvar o urso 'mais triste do mundo'.


Lembram as notícias constantes sobre a história de um urso triste? Apareceu em todos os media e todos nós agonizámos ao olhar esta fotografia.

Pizza, assim se chama 'urso mais triste do mundo' - assim ficou conhecido, vive fechado num aquário em Grandview, China, em péssimas condições. Um Parque de Vida Selvagem no Reino Unido ofereceu-se para o receber.




Conhecido como o urso polar 'mais triste do mundo' devido às condições em que vive nesse aquário apertado, num centro comercial chinês, Pizza pode ter uma nova casa no Yorkshire Wildlife Park, no Reino Unido.

A Animals Asia, uma associação que luta para acabar com a crueldade contra os animais no continente asiático, angariou fundos com meio milhão de assinaturas para fechar o aquário onde Pizza estava fechado, em Guangzhou, no sul da China. 



Pizza o urso polar no Grandview Aquarium, Guangzhou, China
credits: MailOnline

Como forma de sensibilizar as pessoas a associação publicou várias fotografias de Pizza e o caso do urso "mais triste" correu o mundo.

Agora, o Parque de Vida Selvagem de Yorkshire ofereceu-se para retirar Pizza do aquário Grandview. O director da Animals Asia disse ao The Guardian que "a boa noticia para o Grandview é que agora eles têm a possibilidade de corrigir o seu erro. 

Graças à incrível oferta do Parque de Vida Selvagem de Yorkshire haverá um final feliz para Pizza, o 'urso mais triste do mudo'.



Pizza the polar bear in the Grandview Aquarium, in Guangzhou, China

"Segundo o jornal chinês People's Daily, Pizza vivia num aquário muito apertado, apenas com uma piscina rasa e constantemente a ser surpreendido com visitantes a baterem no vidro para chamar a sua atenção.

No parque em Yorkshire, o urso vai viver num habitat especialmente criado para ursos polares, com uma extensa propriedade e dois lagos. 

"Pizza vai ter condições incríveis e fará parte de uma comunidade com outros ursos", acrescentou a Animals Asia.

De acordo com a associação, a oferta para receber Pizza obriga o Grandview a não o substituir por outro animal. Além disso, nenhum pagamento foi oferecido por Pizza.

Esperamos, ao empenharmo-nos na divulgação desta campanha que Grandview Aquarium aceite a oferta.

Para tal, continue a assinar a Petição 'petition to close Grandview Aquarium'.

Queremos ver Pizza, em uma nova casa que lhe proporcione todo o bem estar e alegria que merece depois de tanto sofrimento.

Infelizmente, o Grandview Aquarium não aceitou e respondeu que "não precisava da interferência estrangeira" para salvar Pizza, o urso polar que continuará cada vez mais triste.

Estamos devastados com esta má notícia. Será que não é possível fazer nada?





A tragic polar bear trapped in a mall in Guangzhou China has been offered a new home after his heartbreaking plight made worldwide headlines.
Yorkshire Wildlife Park in Doncaster, England, is making this public offer to Grandview in Guangzhou, China after being alerted to the issue by Animals Asia and its ongoing campaign to close the facility.
Animals Asia has collected over half a million signatures demanding the closure of the Grandview Aquarium, which includes the bear called Pizza, as its star attraction. The campaign has featured on CNN, BBC, Al Jazeera and in newspapers across the globe with the media dubbing Pizza, “the world’s saddest bear”.




Dave Neale, Animals Asia’s animal welfare director, said: “The good news now for Grandview is that they now have the chance to put their mistake right.
“As an organisation that works with animal carers to provide the best possible environment for animals, we have to say that we would be delighted to see Pizza end up at Yorkshire Wildlife Park.


Pizza o urso polar no Grandview Aquarium, Guangzhou, China
credits: MailOnline

The charity said the offer has been made on condition of Grandview agreeing not to replace Pizza with another animal and that no payment has been offered for the bear.
If the offer is accepted, the cost of transferring the polar bear will be raised and it will be up to both Yorkshire Wildlife Park and Grandview to arrange and secure the transfer in the shortest possible time.
If Pizza moves to Yorkshire Wildlife Park, he will live in a specially created habitat for polar bears with 10 acres and two lakes.
We hope so! Please continue to signe the petition to close Grandview Aquarium.
We want to see Pizza in his new home, happy and confortable.




Polar bear Pizza at Grand Mall aquarium
credits: AFP/ Getty Images


Geração 'explorer'
20.09.2016

actualizado : 28.09.2016
Creative Commons License
Referências/ References
DN Mundo
Animal Asia | Yorkshire Wildlife Park
The Guardian Zoos | MailOnline News

Friday, August 12, 2016

Pausa férias : O que se passa no Árctico reflecte-se no mundo






Credits: Greenpeace


Como seriam alguns dos monumentos e lugares mais emblemáticos do planeta se o gelo do Árctico derretesse? 

A ONG ambientalista Greenpeace criou cenários futuros, para tentar responder a essa pergunta, um vídeo que dramatiza alguns dos efeitos do degelo. Ver aqui o vídeo (versão espanhola). Imagens que podem tornar-se realidade se não se tomarem medidas urgentes para atacar o aquecimento global.





Big Ben & Rio Tamisa
creditos: Greenpeace




Big Ben & Rio Tamisa
creditos: Greenpeace simulation

A Torre de Ouro de Sevilha passaria a ter vista para um desolador terreno seco e o Big Ben de Londres não estaria tão próximo do rio Tamisa, que seria uma sombra do que é hoje, em termos de caudal.




Muralha da China
creditos: Greenpeace 



Muralha da China
creditos: Greenpeace simulation

Os hotéis da marginal de Miami seriam fustigados pelas ondas e a Grande Muralha da China teria uma envolvente bem diferente daquela a que estamos habituados a ver.


Miami
creditos: Greenpeace




Miami
creditos: Greenpeace simulation
http://imagenes-cdn.farodevigo.es/

O vídeo faz parte integrante do relatório O que acontece no Árctico afecta-nos a todos, que sensibiliza para a importância deste continente gelado se o gelo derreter completamente. Assim refere o jornal espanhol ABC que divulga a versão espanhola do vídeo (acima).


Ludovico Einaudi toca 'Elegia pelo Árctico' no Árctico
credits: Greenpeace
credits: pedro armestre / greenpeace

Foi também para a campanha Vozes pelo Árctico da associação ambientalista Greenpeace que o pianista italiano Ludovico Einaudi compôs uma peça dedicada a essa campanha, a que chamou “Elegia pelo Ártico” e que tocou numa plataforma no gelo Ártico.

É tempo de fazer uma curta pausa, como já é usual. As férias escolares começaram para nós, final Julho. Prometemos voltar em Setembro!

Aprendam a apreciar a beleza do nosso Planeta e dos animais que nos fazem companhia. Sim, porque a Terra não é só dos Homens. Os animais sempre a habitaram, e por culpa de alguns de nós, muitas espécies a nível mundial estão em risco de extinção. Cuidem da Terra!

Ah! Não esqueçam de visitar o nosso blog verde Geração Verde.



Artic
credits: Greenpeace/ ABC (Spanish version)
The Arctic is a remote wilderness that is home to some of the most iconic, and threatened, wildlife on Earth, including polar bears, narwhal and Arctic foxes. Few of us have been lucky enough to explore the expanses of sea ice, glaciers or ice-sheets, yet we are inextricably linked to this vast region and it plays an integral role in our global climate system. Rising temperatures in the Arctic region appear to be influencing weather systems in other areas of the world, though the details of the complex processes involved are unclear.




credits: Greenpeace

The Arctic region is warming at more than twice the rate of other areas of the world in a phenomenon known as 'Arctic amplification'. The sea ice is melting earlier and the total area of summer sea ice has, on average, fallen markedly over the last 30 years. The receding sea ice results in more heat being exchanged between the ocean and the atmosphere. The whole Arctic region has become visibly darker with a lack of ice and snow, and this has affected the surface albedo (reflective properties) so that more energy is absorbed into the environment. An unstoppable positive feedback mechanism may have been set in motion that will further contribute to climate change across the globe.




credits: Greenpeace

A series of unprecedented weather extremes have been recorded throughout the last decade–'super-storms', droughts, heat waves, floods and record breaking snowy winters. Climate modelling suggests that these extreme weather events will become even more common in the future, causing heavy human and economic losses. Already many lives have been lost, homes flooded, grain harvests spoiled and forests burned with grave consequences for biological systems and human livelihoods. Research is still in its infancy and scientists are trying to understand better how the complex atmospheric processes of the poles are influencing mid-latitude weather patterns. There is still much debate. However, there seems no doubt that warming of the Arctic region is a major contributory factor. Read more here



Ludovico Einaudi plays Elegy for the Arctic
credits: Greenpeace
credits: pedro armestre / greenpeace

The composer Ludovico Einaudi has turned eight million voices into music, Elegy for the Arctic, specially composed to help protect the Arctic.

"As he performed this piece for the first time - in front of a magnificent surging glacier - the music echoed across the ice, a moment that will remain in our minds forever."

Through his music, acclaimed Italian composer and pianist Ludovico Einaudi has added his voice to those of eight million people from across the world demanding protection for the Arctic. Einaudi performed one of his own compositions on a floating platform in the middle of the Ocean, against the backdrop of the Wahlenbergbreen glacier in Svalbard, Norway. 

What can you do?

"Add your voice! We are just days away from a decision that could mark the real beginning of the Arctic Sanctuary. What is your reason for protecting the Arctic? Write it here and we'll make sure it reaches the Arctic."

Greenpeace campaign 'The Arctic Needs Your Voice' 


We hope you are enjoying our blog Geração Polar! It's Summer breack. Please care the Earth. Our planet needs all of us.

We will be back in September, as usual. See you soon.

By the way, don't forget to visit our green blog Geração Verde.


Geração 'explorer'

12.08.2016
Creative Commons License

References:

Greenpeace/News
Observador/ Ciência
Faro de Vigo/ Sociedad

Saturday, July 23, 2016

Gelo do Mont Blanc : compreender o aquecimento global






Mont Blanc
créditos: KoenVI


Jérôme Chappellaz, director de pesquisa no Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Meio Ambiente (LLGE) de Grenoble, França explica à AFP que "O gelo é um poço de informação".
A ideia de armazenar amostras de glaciares na Antárctida pode parecer estranha, mas é o objectivo de uma equipe de pesquisadores que, em Agosto, irão extrair gelo do Mont Blanc, ameaçado pelo aquecimento global.
As bolhas de ar e impurezas dos blocos de gelo carregam informações muito importantes sobre as condições atmosféricas verificadas há séculos ou mesmo há milhares de anos atrás.
Foi assim que os investigadores conseguiram estabelecer o vínculo entre as temperaturas e os gases do efeito estufa. 


Mont Blanc
créditos: source AFP
Em Mont Blanc, os investigadores vão poder estudar, em particular, a evolução da poluição ou da actividade industrial a nível europeu ao longo de cem anos. O projecto denomina-se Sauvegarde du patrimoine glaciaire mondial.
Uma dezena de especialistas franceses, italianos e russos vão passar vários dias a 4.300 metros de altitude num maciço dos Alpes franco-italianos para extrair três barras de gelo de 140 metros de comprimento.
Uma das amostras será analisada no laboratório de Grenoble. O objectivo é construir uma base de dados aberta a todos os cientistas. 


Concorde Base Antarctida
credits: Stephen Hudson
As outras duas amostras irão para a base franco-italiana de Concordia, na Antárctida em 2019 e 2020, onde serão conservadas numa cova de neve, "um congelador natural a -50ºC", a salvo de problemas eléctricos. 
O objectivo é preservar durante séculos "a memória do gelo", uma “matéria-prima" extremamente valiosa para os cientistas.
Na primeira metade de 2017 está prevista outra operação similar em Illimani, na Bolívia, a 6.300 metros de altitude, em condições muito mais difíceis. 
Nos próximos dez anos, os investigadores esperam extrair vinte amostras de todos os continentes. 
Daqui por cinquenta anos, "talvez existam as ferramentas necessárias para analisar, mas pode ser que já não tenhamos as amostras de gelo", 
Jerôme Chappellaz
Parte da dificuldade está no tempo de vida dos glaciares naturais, uma vez que estas evoluem e fundem-se rapidamente.
O gelo a menos de 3.500 metros de altitude nos Alpes desaparecerá antes do fim do século XXI. 
Nos Andes, o glaciar de Chacaltaya, na Bolívia, situada a 5.300 metros, desapareceu em 2009.
“Este ano, fundiu-se gelo a 6.000 metros de altitude no Illimani, devido ao fenómeno do El Niño", explica Patrick Ginot, do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento, e um dos promotores deste projecto.
O aquecimento é uma realidade que não podemos continuar a igonorar. Leia-se o artigo Climat: record à la mi-2016


Mont Blanc/ Dôme
crédits: LGGE

"Dans les prochaines décennies ou même les prochains siècles, ce patrimoine englacé aura une valeur inestimable: pour des trouvailles scientifiques totalement inédites ou pour comprendre les évolutions locales de l’environnement. Je soutiens pleinement ce projet. »


Jean Jouzel, climatologue vice-président de la commission scientifique du GIEC de 2002 à 2015, prix Nobel de la Paix en 2007.





crédits: LGGE


Lundi 15 août, et jusqu’à début septembre, une équipe internationale d’une dizaine de glaciologues et ingénieurs - français, italiens, russe et américains - coordonnée par Patrick Ginot, ingénieur de recherche à l’Institut de recherche pour le développement (IRD) au sein du Laboratoire de glaciologie et géophysique de l’environnement (LGGE) de l’Université Grenoble Alpes et du CNRS et Jérôme Chappellaz, directeur de recherche CNRS dans ce même laboratoire, se rendra au col du Dôme (4 300m, massif du Mont-Blanc) pour prélever les premières « carottes-patrimoine ». 

L’objectif est de constituer la première bibliothèque mondiale d’archives glaciaires issues de glaciers menacés par le réchauffement climatique. A continuer ici.

Le rechauffement climatique est une réalité. A lire l'article Climat: record à la mi-2016

Geração 'explorer' 

23.07.2016

Creative Commons License