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Friday, October 20, 2017

Antárctida : Buraco misterioso encontrado por equipa de cientistas




créditos: JN/ Arquivo


Foi descoberto um buraco na Antárctida por uma equipa de investigadores da Universidade de Toronto e do Observatório para o Clima e Carbono nos Oceanos do Sul, que estavam a monitorizar a área com tecnologia satélite, depois de um buraco semelhante ter aparecido no ano passado.

O chamado Mar de Weddell, na região da Antárctida, é considerado o mais limpo do mundo por pesquisadores. Parte da área é ocupada por uma plataforma de gelo, denominada Filchner-Ronne (ou apenas Ronne), em homenagem a dois exploradores.




Plataforma de gelo Filchner-Ronne 

A área congelada, de 442 mil quilómetros quadrados, permanece desta forma durante todo o ano. Melhor, permanecia. Cientistas identificaram a semana passada um buraco maior do que a área dos Países Baixos, na plataforma.
O buraco conhecido como "polynya" tem cerca de 60 mil quilómetros quadrados, maior do que a Holanda, e é a maior "polynya" descoberta naquela zona.
A "polynya" é uma grande área livre de gelo, uma espécie de lago, que se desenvolve no interior do mar gelado.

créditos: JN/ Dr
"Durante o inverno, estivemos nesta área de mar aberto mais do que um mês", disse à National Geographic, Kent Moore, professor de Física da Universidade de Toronto

A violência do inverno naquela região torna difícil encontrar buracos como este, sendo praticamente impossível estudá-los. 

Este é o segundo ano em que uma "polynya" se forma, mas a do ano passado não tinha estas dimensões.

As águas profundas são mais quentes e salgadas do que na superfície. Quando as correntes de água quente chegam ao topo, derretem o gelo, formando uma "polynya". Assim que este buraco se abre, expõe a água às temperaturas atmosféricas, dificultando assim a criação de uma nova camada de gelo à superfície.
Quando a água quente arrefece, em contacto com as temperaturas frias da atmosfera, afunda-se e volta a aquecer nas áreas mais profundas, permitindo que o ciclo continue.
A equipa de investigadores está a tentar compreender o que levou à formação destes buracos tantos anos depois do último avistamento, sendo para já impossível relacionar este tipo de acontecimentos com o aquecimento global.



Sea Ice contours from AMAR2 ASI NASA
University of Bremen
credits: Modis-Aqua via NASA

A mysterious hole as big as the state of Maine has been spotted in Antarctica’s winter sea ice cover.

The hole was discovered by researchers about a month ago. The team, comprised of scientists from the University of Toronto and the Southern Ocean Carbon and Climate Observations and Modeling (SOCCOM) project, was monitoring the area with satellite technology after a similar hole opened last year.




Sea Ice contours from AMAR2 ASI NASA
University of Bremen
credits: Modis-Aqua via NASA/ SOCCOM
BBC/BR

Known as a polynya, this year’s hole was about 30,000 square miles at its largest, making it the biggest polynya observed in Antarctica’s Weddell Sea since the 1970s.


Antarctida Weddell Sea
credits: Dr P. Marazzi/Science Photo Library
BBC/BR
“In the depths of winter, for more than a month, we’ve had this area of open water,” says Kent Moore, professor of physics at the University of Toronto. “It’s just remarkable that this polynya went away for 40 years and then came back.”
The harsh winter in Antarctica makes it hard to find holes like this one, so it can be difficult to study them. 

This is the second year that a polynya formed, though last year’s hole was not as big. Scientists knew to monitor the area for polynyas this year because of last year’s discovery. Read more

Geração 'explorer'

20.10.2017

Creative Commons License

Sources:

JN/ Mundo/ BBC/BR/ National Geographic




Saturday, April 15, 2017

Preocupante Aumento de Icebergues no Atlântico Norte






Shipping lanes in the North Atlantic are being affected by a higher number than usual of icebergs
The Canadian Press

O número de icebergues à deriva no Atlântico Norte costuma rodar os 80, nesta altura do ano.
Mas, na última semana, este número disparou de forma abismal. Mais de 400 icebergues sem rumo foram registados nesta zona do planeta. 


Foto: icebergs a flutuar perto de Grand Banks of Newfoundland
no Atlântico Norte
U.S. Coast Guard via AP
As rotas marítimas da zona estão já a ser afectadas, com alguns cargueiros a terem de fazer um desvio de mais de 500 quilómetros (ver imagem acima).
Os ventos fortes que se fazem sentir na região, bem como as alterações climáticas tão adversárias nesta zona, estão a ser apontadas como as causas prováveis para o estranho fenómeno.


Chart courtesy National Geographic Maps
Informações cedidas pela patrulha do gelo da Guarda Costeira do  Canadá, na passada 2ª feira, dia 6 Abril, indicam que há neste momento cerca de 450 icebergues ao largo da Terra Nova, quando poucos dias antes apenas havia 37.
Para além das consequências ambientais, a estranha situação está igualmente a provocar atrasos no transporte de mercadorias, obrigando a desvios de muitos quilómetros e a velocidades máximas de 7,5 quilómetros por hora.
Em declarações à imprensa local, Gabrielle McGrath, comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos, afirmou que nunca tinha visto um aumento assim, em tão pouco tempo. 



Titanic
credits: Bettmann/ CORBIS

Nas águas perto da zona onde o Titanic se afundou em 1912, os icebergues estão a forçar que os barcos de mercadorias tomem precauções.
Segundo estimativas de Gabrielle McGratheste será o quarto ano consecutivo com uma temporada de icebergues extrema, com mais de 600 blocos de gelo nos corredores marítimos.



Photo released by the U.S. Coast Guard and made by a robotic camera 
 U.S. Coast Guard via Associated Press

This March 2017 photo released by the U.S. Coast Guard and made by a robotic camera aboard a reconnaissance aircraft, shows icebergs floating near the Grand Banks of Newfoundland in the North Atlantic Ocean (photo above).
More than 400 icebergs have drifted into the North Atlantic shipping lanes over the past week in an unusually large swarm for this early in the season, forcing vessels to slow to a crawl or take detours of hundreds of miles.
Experts are attributing it to uncommonly strong counter-clockwise winds that are drawing the icebergs south, and perhaps also global warming, which is accelerating the process by which chunks of the Greenland ice sheet break off and float away.
As of Monday, there were about 450 icebergs near the Grand Banks of Newfoundland, up from 37 a week earlier, according to the U.S. Coast Guard's International Ice Patrol in New London, Connecticut. Those kinds of numbers are usually not seen until late May or early June. The average for this time of year is about 80.

Captain Edward J. Smith went down with the Titanic
In the waters close to where the Titanic went down in 1912, the icebergs are forcing ships to take precautions.
(...)
Coast Guard Cmdr. Gabrielle McGrath, who leads the ice patrol, said she has never seen such a drastic increase in such a short time. 
Adding to the danger, three icebergs were discovered outside the boundaries of the area the Coast Guard had advised mariners to avoid, she said. Read more

Geração 'explorer'
15.04.2017
Creative Commons License