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Saturday, February 17, 2018

Vamos apoiar Área Protegida da Antárctida !





Take Action/ Greenpeace



Verdade! Estamos muito atrasados em relação à publicação de novos posts. Mas, nem sempre temos o tempo necessário. 

No entanto, como a campanha ainda está a decorrer, eis o tema de hoje.

Uma nova campanha internacional lançada pela Greenpeace apela à criação da maior zona protegida para a vida selvagem desde sempre no Oceano Antárctico, junto ao Pólo Sul, no seguimento de uma proposta da União Europeia. Nessa área, caberiam cinco vezes a Alemanha.


A proposta dos ambientalistas é proibir toda a actividade pesqueira numa área de 1,8 milhões de quilómetros quadrados, situada no Mar de Weddell e em torno da Península Antártica.
“Este santuário seria um refúgio seguro para pinguins, baleias e focas, e colocaria estas águas fora do alcance para as embarcações da indústria pesqueira que estão a ‘sugar’ os minúculos crustáceos do krill, que são a base da vida do Antárctico”, 
Frida Bengtsson, coordenadora da nova campanha


Krill do norte (Meganyctiphanes norvegica)
https://pt.wikipedia.org/
O krill que é pescado – hoje em dia através de métodos de sucção – destina-se a alimentar os peixes nas quintas de piscicultura e ao fabrico de suplementos de ómega-3. 

Ocorre em todos os oceanos, mas é mais numeroso no Antártico, onde alimenta por exemplo baleias e pinguins, e considera-se que é fundamental para a captura de carbono.



credits: Greenpeace

Sob o lema Proteger o Antártico, a campanha nasceu para apoiar uma proposta feita pela União Europeia, de criação de um santuário no Mar de Weddell, que vai estar em cima da mesa numa reunião da CE para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos do Antárctico (CCAMLR), em Outubro deste ano.



credits: Greenpeace
https://act.greenpeace.org/
Até lá, além da recolha internacional de assinaturas, a Greenpeace quer investigar a fundo a área para onde está prevista a reserva, recolhendo provas para a campanha. 
Uma equipa de 35 cientistas, activistas e tripulantes de navio partiram na  segunda semana de Janeiro no ‘Arctic Sunrise’ rumo ao Mar de Weddell.




Javier Bardem & seu irmão Carlos Bardem
créditos; Greenpeace

O actor Javier Bardem dá a cara por esta campanha e partiu por oito dias para a Antárctida acompanhado de seu irmão Carlos Bardem.

Javier Bardem decidió fazer uma expedição à Antártida para documentar e promover a criação da maior área marinha protegida do mundo, situada na zona do Mar de Wedell. Ver a fotogaleria aqui





Protect the Antarctic Campaign
“A expedição vai ter os primeiros humanos que alguma vez visitaram o fundo do Mar de Weddell”, indica uma nota da organização. “Cientistas especialistas no Antárctico vão conduzir pesquisas para identificar ecossistemas marinhos vulneráveis e novas espécies nas profundezas, incluindo corais e esponjas raros.”
Prevista está também a recolha de amostras da água deste oceano, para se procurarem vestígios de poluição por plásticos, numa viagem que tem o regresso previsto para dentro de três meses.




CCAMLR
Depois, em Outubro, tanto as provas recolhidas na expedição como o apoio da opinião pública internacional vão ajudar a defender a proposta, na reunião da CCAMLR. Esta organização internacional tem como missão defender a vida marinha no Antárctico.
“Um santuário no Oceano Antárctico iria não só salvaguardar pinguins, baleias e focas que são únicos nesta área incrível, mas também assegurar que o oceano está suficientemente saudável para ajudar a mitigar os piores efeitos das mudanças climáticas”

Frida Bengtsson



credits: Paul Nicklen/Getty Images/National Geographic Creative
A global campaign is being launched to turn a huge tract of the seas around the Antarctic into the world’s biggest sanctuary, protecting wildlife and helping the fight against climate change.
The huge 1.8m sq km reserve – five times the size of Germany – would ban all fishing in a vast area of the Weddell Sea and around the Antarctic Peninsula, safeguarding species including penguins, killer whales, leopard seals and blue whales.

CCAMLR

The idea was originally put forward by the EU and is being backed by a new Greenpeace campaign launched last January. The proposal already has the support of several countries and will go before a conference of the Antarctic nations in October. 
The Spanish actor Javier Bardem decided to make an expedition to Antarctica to document and promote the creation of the largest marine protected area in the world, located in the Wedell Sea area.



Javier Bardem pluged 270 metres below the surface
credits: Greenpeace
Bardem plunged 270 metres below the surface in a two-person submarine to support creation of a sanctuary zone.




He described the ocean floor as an “overwhelming variety of colours and life.” Watch the photographies here
The three-month submarine monitoring expedition was being undertaken by Greenpeace.
Research tasks include sampling for plastic pollution as part of a campaign to highlight the need to create a 1.8 million square kilometre Antarctic Ocean Sanctuary.
Will McCallum, of Greenpeace’s new Protect the Antarctic campaign, said: “The next few years are absolutely essential for the future of our oceans and we are in desperate need for governments to come together and do what is best for these amazing ecosystems.” Read more here
Geração 'explorer'
17.02.2018
Creative Commons License
Referèncias:
Widler/ Greenpeace
The Gardian/ The Australian

Friday, October 20, 2017

Antárctida : Buraco misterioso encontrado por equipa de cientistas




créditos: JN/ Arquivo


Foi descoberto um buraco na Antárctida por uma equipa de investigadores da Universidade de Toronto e do Observatório para o Clima e Carbono nos Oceanos do Sul, que estavam a monitorizar a área com tecnologia satélite, depois de um buraco semelhante ter aparecido no ano passado.

O chamado Mar de Weddell, na região da Antárctida, é considerado o mais limpo do mundo por pesquisadores. Parte da área é ocupada por uma plataforma de gelo, denominada Filchner-Ronne (ou apenas Ronne), em homenagem a dois exploradores.




Plataforma de gelo Filchner-Ronne 

A área congelada, de 442 mil quilómetros quadrados, permanece desta forma durante todo o ano. Melhor, permanecia. Cientistas identificaram a semana passada um buraco maior do que a área dos Países Baixos, na plataforma.
O buraco conhecido como "polynya" tem cerca de 60 mil quilómetros quadrados, maior do que a Holanda, e é a maior "polynya" descoberta naquela zona.
A "polynya" é uma grande área livre de gelo, uma espécie de lago, que se desenvolve no interior do mar gelado.

créditos: JN/ Dr
"Durante o inverno, estivemos nesta área de mar aberto mais do que um mês", disse à National Geographic, Kent Moore, professor de Física da Universidade de Toronto

A violência do inverno naquela região torna difícil encontrar buracos como este, sendo praticamente impossível estudá-los. 

Este é o segundo ano em que uma "polynya" se forma, mas a do ano passado não tinha estas dimensões.

As águas profundas são mais quentes e salgadas do que na superfície. Quando as correntes de água quente chegam ao topo, derretem o gelo, formando uma "polynya". Assim que este buraco se abre, expõe a água às temperaturas atmosféricas, dificultando assim a criação de uma nova camada de gelo à superfície.
Quando a água quente arrefece, em contacto com as temperaturas frias da atmosfera, afunda-se e volta a aquecer nas áreas mais profundas, permitindo que o ciclo continue.
A equipa de investigadores está a tentar compreender o que levou à formação destes buracos tantos anos depois do último avistamento, sendo para já impossível relacionar este tipo de acontecimentos com o aquecimento global.



Sea Ice contours from AMAR2 ASI NASA
University of Bremen
credits: Modis-Aqua via NASA

A mysterious hole as big as the state of Maine has been spotted in Antarctica’s winter sea ice cover.

The hole was discovered by researchers about a month ago. The team, comprised of scientists from the University of Toronto and the Southern Ocean Carbon and Climate Observations and Modeling (SOCCOM) project, was monitoring the area with satellite technology after a similar hole opened last year.




Sea Ice contours from AMAR2 ASI NASA
University of Bremen
credits: Modis-Aqua via NASA/ SOCCOM
BBC/BR

Known as a polynya, this year’s hole was about 30,000 square miles at its largest, making it the biggest polynya observed in Antarctica’s Weddell Sea since the 1970s.


Antarctida Weddell Sea
credits: Dr P. Marazzi/Science Photo Library
BBC/BR
“In the depths of winter, for more than a month, we’ve had this area of open water,” says Kent Moore, professor of physics at the University of Toronto. “It’s just remarkable that this polynya went away for 40 years and then came back.”
The harsh winter in Antarctica makes it hard to find holes like this one, so it can be difficult to study them. 

This is the second year that a polynya formed, though last year’s hole was not as big. Scientists knew to monitor the area for polynyas this year because of last year’s discovery. Read more

Geração 'explorer'

20.10.2017

Creative Commons License

Sources:

JN/ Mundo/ BBC/BR/ National Geographic