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Saturday, April 15, 2017

Preocupante Aumento de Icebergues no Atlântico Norte






Shipping lanes in the North Atlantic are being affected by a higher number than usual of icebergs
The Canadian Press

O número de icebergues à deriva no Atlântico Norte costuma rodar os 80, nesta altura do ano.
Mas, na última semana, este número disparou de forma abismal. Mais de 400 icebergues sem rumo foram registados nesta zona do planeta. 


Foto: icebergs a flutuar perto de Grand Banks of Newfoundland
no Atlântico Norte
U.S. Coast Guard via AP
As rotas marítimas da zona estão já a ser afectadas, com alguns cargueiros a terem de fazer um desvio de mais de 500 quilómetros (ver imagem acima).
Os ventos fortes que se fazem sentir na região, bem como as alterações climáticas tão adversárias nesta zona, estão a ser apontadas como as causas prováveis para o estranho fenómeno.


Chart courtesy National Geographic Maps
Informações cedidas pela patrulha do gelo da Guarda Costeira do  Canadá, na passada 2ª feira, dia 6 Abril, indicam que há neste momento cerca de 450 icebergues ao largo da Terra Nova, quando poucos dias antes apenas havia 37.
Para além das consequências ambientais, a estranha situação está igualmente a provocar atrasos no transporte de mercadorias, obrigando a desvios de muitos quilómetros e a velocidades máximas de 7,5 quilómetros por hora.
Em declarações à imprensa local, Gabrielle McGrath, comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos, afirmou que nunca tinha visto um aumento assim, em tão pouco tempo. 



Titanic
credits: Bettmann/ CORBIS

Nas águas perto da zona onde o Titanic se afundou em 1912, os icebergues estão a forçar que os barcos de mercadorias tomem precauções.
Segundo estimativas de Gabrielle McGratheste será o quarto ano consecutivo com uma temporada de icebergues extrema, com mais de 600 blocos de gelo nos corredores marítimos.



Photo released by the U.S. Coast Guard and made by a robotic camera 
 U.S. Coast Guard via Associated Press

This March 2017 photo released by the U.S. Coast Guard and made by a robotic camera aboard a reconnaissance aircraft, shows icebergs floating near the Grand Banks of Newfoundland in the North Atlantic Ocean (photo above).
More than 400 icebergs have drifted into the North Atlantic shipping lanes over the past week in an unusually large swarm for this early in the season, forcing vessels to slow to a crawl or take detours of hundreds of miles.
Experts are attributing it to uncommonly strong counter-clockwise winds that are drawing the icebergs south, and perhaps also global warming, which is accelerating the process by which chunks of the Greenland ice sheet break off and float away.
As of Monday, there were about 450 icebergs near the Grand Banks of Newfoundland, up from 37 a week earlier, according to the U.S. Coast Guard's International Ice Patrol in New London, Connecticut. Those kinds of numbers are usually not seen until late May or early June. The average for this time of year is about 80.

Captain Edward J. Smith went down with the Titanic
In the waters close to where the Titanic went down in 1912, the icebergs are forcing ships to take precautions.
(...)
Coast Guard Cmdr. Gabrielle McGrath, who leads the ice patrol, said she has never seen such a drastic increase in such a short time. 
Adding to the danger, three icebergs were discovered outside the boundaries of the area the Coast Guard had advised mariners to avoid, she said. Read more

Geração 'explorer'
15.04.2017
Creative Commons License

Wednesday, January 8, 2014

Antarctida em Macau: Exposição fotográfo português




foto: Alvaro Barbosa

De volta de férias de Natal ! Esperamos que tenham gostado das fotos dos animais polares.

Nada melhor do que recomeçar com um post sobre artistas portugueses na Antárctida.

O artista português Álvaro Barbosa inaugura dia 10 Janeiro 2014 uma exposição fotográfica sobre icebergues da Antárctida, resultante de uma expedição realizada em 2012 com o músico Victor Gama e que deu origem a um livro.

O livro Drifting Ice está disponível para uma visualização digital aqui. Poderá folhear para conhecer as belíssimas fotografias que o compõem.



A exposição Gelo à deriva: contemplando icebergues da Antárctida, que terá lugar no Creative Macau, conta com 20 fotografias captadas na Antárctida em Janeiro de 2012, durante uma expedição de dez dias realizada com objectivos artísticos pelos dois portugueses nascidos em Angola.

"A Orquestra Sinfónica de Chicago tinha encomendado a Victor Gama uma peça sobre um teste nuclear levado a cabo pela África do Sul na Antárctida nos anos 70 e, por isso, ele queria fazer uma expedição para captar imagens do local onde ocorreu esse evento. Como tínhamos começado a trabalhar juntos, ele propôs-me que o acompanhasse"

Álvaro Barbosa

Os dois conheceram-se na Universidade de Stanford, (Estados Unidos), onde Victor Gama estava a fazer uma residência artística e Álvaro Barbosa um pós-doutoramento em tecnologia musical.

"Fomos à Antárctida num barco oceanográfico que realizou uma expedição com pessoas de várias áreas, como biólogos e geólogos, e nós éramos os únicos que íamos com um propósito artístico e não científico"

Álvaro Barbosa



Os dois artistas captaram sons e vídeo que serviram o propósito da peça "Vela 691" (nome do satélite norte-americano que detectou em 1979 a explosão nuclear na Antárctida), realizada por Gama e com a participação de Barbosa na parte do vídeo, estreado em Chicago em 2012.


Journey of the last frontier

O material recolhido deu origem a outras peças como "Journey to the Last Frontier", apresentada por ambos ao vivo no Porto, na abertura do Festival Black&White, e por Barbosa com a Hong Kong Music Ensemble, em Julho de 2013.

Ler mais aqui

A par dos icebergues, as fotografias incidem também sobre o que chama de "antarcticans", os "animais e vegetais, que são poucos, que vivem na Antárctida".

"Uma das coisas que mais me surpreendeu é que o imaginário que temos de uma região agreste, silenciosa, sem qualquer tipo de vida, não corresponde nada ao que existe na península, que é uma costa extensa, com muitos animais, nada silenciosa, antes muito ruidosa, com muitos cheiros, tentei, portanto capturar um pouco essa ideia da vida na Antárctida".

Alvaro Barbosa

Álvaro Barbosa, 43 anos, nasceu em Luanda, licenciou-se em Engenharia de Telecomunicações em Portugal, fez o doutoramento em tecnologia musical em Barcelona, lançou o curso de Som e Imagem na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto e actualmente é director da Faculdade de Indústrias Criativas da Universidade de São José em Macau, filiada à Universidade Católica Portuguesa.



foto: Alvaro Barbosa | Drifting the Ice

Back to school after Christmas holiday. Hope we appreciated the photos.

We are happy to restart and writing about two Portuguese artists in Antarctida.

Álvaro Barbosa (Angola 1970) is an Associate Professor at the School of Arts from Oporto's Portuguese Catholic University (UCP), the Portuguese leading research and educational institution in the field of Science and Technology applied to the Arts. 

His recent research has mostly been developed at the UCP's Research Center for Science and Technology of the Arts (CITAR) and is focused on the study and development of experimental Network Music Systems, as well as in Interactive Sound-Design. He has also developed several artistic projects with special emphasis in Music Composition, Interactive Installations.

Alvaro Barbosa will open an exhibition Drifting Ice: Contemplating Antactida Icebergs at Creative Macau in Macau next January 10th 2014.

This exhibition is the result from an artistic expedition to the Antarctic Continent in January 2012, undertaken by the Multimedia Artists Álvaro Barbosa and Victor Gama.

The expedition lasted for 10 days in a former oceanographic boat from the 1970’s, going to different sites in the Antarctica Peninsula, namely the Nelson Straight, Brown Bluff, Cierva Cove, Danco Island, the Lemaire Straight, Port Lockroy, Hanna Point and the mysterious Deception Island.

You can browse the book Drifting Ice here aqui

This series of Photographs portrays the lifecycle of Icebergs, during a period that can last from three to six years. In their origin, they break apart from the Ice at the mainland Antarctica continent and eventually melt away in the salt water of the ocean. During their life, Antarctican Icebergs drift around their continent pushed by the tides, until they fade into the wild ocean or get caught in one of the many coves that traps the floating ice in cemeteries of Icebergs.

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Geração 'explorer'

08.01.2014

Creative Commons License

Thursday, November 21, 2013

Icebergue à deriva na Antárctida





Em Julho passado, um icebergue com uma dimensão semelhante ao território de Singapura começou adesprender-se do glaciar de Pine Island, o maior a Antárctida, localizado na parte ocidental. No entanto, o gelo que o rodeava impediu-o de se soltar completamente do glaciar.
Porém, com a chegada do Verão ao Pólo Sul, o gelo começou a derreter e o icebergue libertou-se completamente. 

Desde Julho, o icebergue, com cerca de 700 quilómetros quadrados, está a ser monitorizado pelos professores Grant Brigg (Universidade de Shefield) e Robert Marsh (Universidade de Southampton).



Icebergue 
“Um icebergue com este tamanho pode sobreviver um ano ou mais e pode dirigir-se para norte, perturbando as rotas marítimas do Oceano Antárctico e Atlântico Sul”, 

Robert Marsh, 
citado por CNN

De acordo com Brigg, “nos últimos dias, o icebergue começou a movimentar-se e agora há um quilómetro ou dois de água entre o bloco e o glaciar”.
A fenda no glaciar de Pine Island foi primeiro detectada por um satélite da NASA, em Outubro de 2011. O icebergue que agora se soltou foi detectado por um satélite alemão. 

Segundo Bigg, um bloco de gelo foi identificado na Passagem de Drake, entre o Cabo Horn, na América do Sul, e as Ilhas Shetland do Sul, na Antárctida. Se o icebergue se movimentar na mesma trajectória existe a possibilidade de as rotas marítimas internacionais do Sul serem perturbadas. 

Caso os cientistas detectem que o icebergue está a movimentar-se em direcção a estas rotas, será emitido um alerta internacional.


Iceberg | Amundsen Sea
O glaciar de Pine Island é o maior da Antárctida e também o que circula mais rapidamente, cerca de quatro quilómetros por ano, em direcção ao Mar de Amundsen. Deste glaciar desprendem-se grandes icebergues a cada seis ou dez anos. Os últimos desprendimentos ocorreram em 2001 e 2007.
Os cientistas consideram que este é um processo natural e que não deve ser relacionado directamente com as alterações climáticas.  Esta é a primeira vez que um icebergue com tais dimensões vai ser monitorizado.


Iceberg Pine Island Antarctida
NASA Observatory
A massive iceberg that broke off an Antarctic glacier in July is now moving toward the open ocean and could pose a threat to busy shipping lanes, researchers reported.
The huge berg is estimated to be about 270 square miles (700 square kilometers) in area, about the size of nation of Singapore or double the size of the city of Atlanta.
"An iceberg that size could survive for a year or longer and it could drift a long way north in that time and end up in the vicinity of world shipping lanes in the Southern Ocean," Robert Marsh, a scientist at the University of Southampton in England, said in a press release this week. Read more here
CNN
Geração 'explorer' 

21.11.2013

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