Tuesday, July 9, 2019

Himalaias : grupo de alpinistas morre ao escalar Nandi Devi, Himalaias







Imagem revelada pela câmara de filmar encontrada nos Himalaias

As autoridades indianas divulgaram um vídeo com o grupo de alpinistas que morreu em Maio nas montanhas dos Himalaias. As imagens foram captadas por uma câmara que estava enterrada na neve, perto do local onde os corpos foram encontrados.
As equipas de socorrismo indianas retiraram no dia 3 Julho, os corpos de sete dos alpinistas mortos numa avalanche no Nanda Devi, um dos picos mais altos dos Himalaias, segundo as autoridades locais.
As buscas continuam com o objectivo de encontrar o corpo do último alpinista, Martin Moran, o guia do grupo.
De acordo com a BBC, "o grupo perdeu o contacto no dia 26 de Maio, quando tentava subir o segundo pico mais alto da Índia, o Nanda Devi".






Nanda Devi, pico Himalaias
credits: via Trekeveda
Os alpinistas - quatro britânicos, dois americanos, um indiano e uma australiana, estavam desaparecidos há seis semanas nas montanhas do Nanda Devi, o segundo pico mais alto do país localizado no estado de Uttarakhand (norte).
No final de uma operação longa e perigosa, os socorristas de alta montanha encontraram há 10 dias sete corpos amarrados a uma parede de neve. As buscas foram abandonadas para encontrar a oitava vítima, cuja identidade não foi revelada.
Quatro outros alpinistas britânicos que se tinham separado do grupo principal, ajudaram as equipas a localizar os restantes elementos do grupo-
Sendo a área inacessível aos helicópteros, os corpos tiveram de ser levados a pé até ao acampamento base. De lá, quatro deles foram transportados esta quarta-feira de manhã por via aérea para Pithoragarh, a principal cidade da região. Os restantes três corpos foram transferidos durante o dia 3 Julho.
Os alpinistas desaparecidos tinham comunicado pela última vez no dia 26 de Maio, véspera de grandes nevões e de avalanches. 
As operações de busca foram dificultadas pelo mau tempo e pelas dificuldades do terreno.





Equipa de socorro ITBP
créditos: AP
Equipa de socorro ITBP enfrentou vários desafios para trazer de volta os corpos e os pertences dos alpinistas

Encontrada hoje a câmara que contém a últimas imagens do grupo. Estava enterrada na neve e foi encontrada pela guarda fronteiriça indo-tibetana (ITBP) perto do local onde foram encontrados sete dos oito corpos dos montanhistas.
No vídeo, de quase dois minutos, ouve-se sobretudo o vento e é possível ver as últimas imagens de quatro britânicos, dois americanos, um australiano e um indiano, amarrados uns aos outros por uma corda enquanto caminhavam no "tecto do mundo".





Remote peak of Nanda Devi mountain in India
credits: Getty Images
De acordo com a BBC, o grupo, liderado pelo experiente montanhista britânico Martin Moran - cujo corpo ainda não foi encontrado -, começou a escalar o Nanda Devi, um dos picos mais altos dos Himalaias, com 7816 metros de altitude, a 13 de Maio. O contacto com os montanhistas perdeu-se no dia 26 do mesmo mês.
Vivek Kumar Pandey, porta-voz da força policial indiana, refere que o peso do grupo pode ter causado uma queda de neve "desencadeando uma avalanche".
As imagens estão agora a ser analisadas para se perceber "o que correu mal na missão", conforme explicou o porta-voz da ITBP sobre o grupo de alpinistas que tentava escalar o Nanda Devi, o 23º ponto mais alto do mundo.

As mortes de alpinistas não param nos Himalaias, nos Alpes, no Monte Evereste. E outros trilhos nas altas montanhas, devido a avalanches constantes.

Cientistas alertam para as alterações climáticas e para o perigo crescente desta actividade.



Today, Indian officials say they have recovered an action camera which was being used by eight climbers who died in the Himalayas.
The group were using the camera during their climb to Nanda Devi - India's second highest peak.


The expedition team failed to return from an attempted climbing of the remote Nanda Devi East peak in India. 

Local climbers reported there had been an avalanche on their proposed route and the team could be trapped. The expedition was being led by renowned British guide Martin Moran.

They left on May 13 to scale an unclimbed peak at 6,477m and were scheduled to return on May 31.




Nanda Devi mountain in the northern Himalayan state of Uttarakhand 
credits: STRINGER/Reuters

Eight climbers were attempting to climb India's second-highest peak Nanda Devi when contact was lost last 26 May.

The body of seven have been recovered last month.

Today, 9 July, Indian officials say they have recovered an action camera which was being used by eight climbers who died in the Himalayas.The eight climbers, four English, two American, an Australian woman, and an Indian. The group were using the camera during their climb to Nanda Devi - India's second highest peak.

This is the last footage shot by the group pf climbers. They went missing on 26 May while trying to climb India's second highest peak Nanda Devi.

On of the bodys, Martin Moran, renowned British guide is yet to be recovered.

So sad! There are more and more climbers who die in the last years due avalanches in the Himalayas, Nepal, Mount Everest, French and Swiss Alpes.


Climbing to the roof of the world is becoming less predictable and possibly more dangerous, scientists say, as climate change brings warmer temperatures that may eat through the ice and snow on Mount Everest and other climbing sites.

It may be important to change some usual events as hiking due climate change. We are deeply sorry for all the climbers and their families.


Geração 'explorer' 

09.07.2019


Licença Creative Commons


Wednesday, June 5, 2019

Dia Mundial do Ambiente : Contra a Poluição do Ar






Beat Air Pollution
créditos: UNESCO


"It is time to act decisively. My message to governments is clear: tax pollution; end fossil fuel subsidies; and stop building new coal plants. We need a green economy not a grey economy." 

— Secretary-General, António Guterres

O Dia Mundial do Ambiente celebrada-se todos os anos a 5 de Junho. O Dia Mundial do Ambiente foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas (UN), para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo de 1972. 

Foi o primeiro passo para que a ONU e governos de diversos países evidenciassem a necessidade de se prestar mais atenção ao Meio Ambiente.  O Dia Mundial do Ambiente foi celebrado pela primeira vez em 1974.





Banksy's take on industrial pollution 
credits: Ben Birchall/PA Wire/PA Images
via EchoLive.ie


Tal como podemos ler no excerto da mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, o apelo é para a mudança de comportamentos por parte dos governos a nível mundial.
Desde o seu início, em 1974, o Dia Mundial do Ambiente desenvolveu-se e tornou-se uma plataforma para a sensibilização e tomada de acção relativamente a assuntos cada vez mais urgentes, desde a poluição marinha ao aquecimento global, passando pelo consumo sustentável, o crime contra a vida selvagem, o degelo na Antárctida.




Milhões de pessoas em todo o mundo estão cada vez mais motivadas agir contra a poluição do ar. E se unem cada vez em movimentos ecologistas. 
Tema 2018: "Unidos por um Planeta sem Poluição do Ar”

via SNS Portugal
A poluição do ar está por toda parte. Nove em cada dez pessoas no mundo estão expostas a altos níveis de poluição do ar, que excedem os números considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde, e que causam a morte prematura de cerca de sete milhões de pessoas por ano. 
A poluição do ar origina, ainda, uma série de problemas de saúde e um menor desenvolvimento intelectual.


Cada Dia Mundial do Meio Ambiente tem um país anfitrião diferente – em 2019, é a China – onde as celebrações globais oficiais decorrem. Escolhido pelo país que acolhe as celebrações, o tema convida à reflexão sobre mudanças na vida quotidianas para reduzir a poluição do ar, o que, por sua vez, também pode diminuir as emissões de gases de efeito de estufa e melhorar a saúde das pessoas.
Participa ou junta-te aos eventos aqui



Today, 5 June, we are celebrating the World Environment Day! Each World Environment Day is organized around a theme that focuses attention on a particularly pressing environmental concern. 

Governments, industry, communities and individuals around the world today commemorated World Environment Day, the United Nations’ biggest annual event for positive environmental action, encouraging worldwide awareness and commitment to protect our planet.





credits: UNEP


Theme 2019: Beat Air Pollution


This year’s celebrations, held under the theme ‘Beat Air Pollution’, called upon people to explore renewable energy and green technologies, and improve air quality in cities and regions across the world. 

More than 6 billion people – one-third of them children – regularly breathe air that is so polluted it puts their health and well-being at risk.






Spearheaded by China, the official host of the global World Environment Day celebrations, UN Environment’s campaign to #BeatAirPollution culminated into a record number of registered events and commitments.

“Protecting our blue skies may be difficult, but our future relies on it,” Joyce Msuya, acting Executive Director of UN Environment, said during the global celebrations in Hangzhou. “And they are our blue skies. It doesn’t matter if you’re in Beijing or Beirut, when we look up we see the same sky. And I think when we look to China, we see many examples of how to protect it.” 







Nine out of ten people breathe polluted air. From 24 May, through to #WorldEnvironmentDay on June 5, UN was calling on everyone to join the Mask Challenge. 

Face masks are a great symbol to show leaders we want to breathe clean air. Alongside celebrities, influencers and creators, the World Environment Day campaign invites everyone. Read more here


It's time to beat air pollution!

Geração 'explorer'

0.06.2019



Tuesday, May 7, 2019

Estudo das Nações Unidas revela que há um milhão de espécies ameaçadas de extinção






Estudo ONU
Polar bear survival in Arctic
créditos: © Zanskar/ iStock / Getty Images Plus

Relatório divulgado esta segunda-feira pelas Nações Unidas, produzido por mias de 450 investigadores concluiu que a actividade humana está a colocar em risco de extinção um milhão de espécies em todas as regiões do mundo".

As actividades humanas são um risco para a biodiversidade global. O relatório elaborado por mais de 450 investigadores a pedido da Organização das Nações Unidasrevela um número alarmante: mais de um milhão de espécies estão em risco de extinção, caso a actividade humana continue como tem acontecido. 





Estudo ONU
créditos: Autor não identificado
via FragMaq/Br

De acordo com estes investigadores, a extinção de espécies está acelerada a um ritmo nunca antes visto.

O estudo mostra que as pessoas alteraram ou destruíram mais de três quartos dos ecossistemas terrestres, dois terços dos habitats marinhos e mais de 85% das regiões húmidas mais importantes. As actividades da agricultura, pesca comercial, poluição industrial e urbanização são as que têm impacto maior, noticia o Slashdot.


Os cinco factores que impulsionam a degradação do meio ambiente:
O estudo menciona os cinco principais impulsionadores para a situação actual do planeta e todas as acções têm envolvimento humano. 
Em primeiro lugar, encontra-se a mudança na utilização da terra e do mar, em que três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marítimo foram "significativamente alterados" pela acção humana.
De seguida, os investigadores mencionam a exploração de organismos como o segundo responsável, visto 33% dos recursos marinhos terem sido explorados em níveis insustentáveis no ano de 2015. 
Em terceiro lugar encontram-se as alterações climáticas. As emissões de gases de efeito estufa duplicaram desde 1980, o que causou o aumento da temperatura global em pelo menos 0,7 graus Celsius.



Estudo ONU
créditos: Elitza Germanov/Marine Megafauna Foundation
via BBC News

A poluição é também considerada um dos maiores impulsionadores da deterioração do planeta. 
O estudo concluiu que a poluição plástica multiplicou-se por dez desde 1980. As espécies exóticas invasoras apesar de se encontrarem no último lugar do top 5 seleccionado pelos investigadores, continua a ter consequências fortes para o meio ambiente. Desde 1970, as espécies aumentaram em 70%.
No que diz respeito aos animais, 47% dos mamíferos terrestres e 23% dos pássaros têm o seu habitat em risco devido à actividade humana.


credits: The Ocean Agency/XL Catlin Seaview Survey
https://www.nature.com/

Os sistemas mais frágeis como os recifes de coral vão ser completamente devastados nos próximos anos, caso não se faça nada para inverter a situação.

“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependem está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a erodir as próprias fundações das nossas economias, meios de subsistência, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”

Robert Watson, presidente da IPBES

O estudo tem mais de 1500 páginas e consolida as conclusões de mais de 15 mil corpos científicos e governos internacionais.





Splendid Leaf Frog, Ecuador. (19 January 2015)
credits: UNDP Ecuador

Describing nature’s decline as unprecedented and citing among many indicators, 1,000,000 species threatened with extinction, the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES) laid bare the threats to all life on earth in its Global Assessement Report, released at UNESCO headquarters, yesterday, Monday 6 May.

A hard-hitting report into the impact of humans on nature shows that nearly one million species risk becoming extinct within decades, while current efforts to conserve the earth’s resources will likely fail without radical action, UN biodiversity experts said.






On at-risk fauna and flora, the study asserts that human activities “threaten more species now than ever before” – a finding based on the fact that around 25 per cent of species in plant and animal groups are vulnerable.
This suggests that around one million species “already face extinction, many within decades, unless action is taken to reduce the intensity of drivers of biodiversity loss”.






Estudo ONU
credits: Pnud/Garth Cripps

“Following the adoption of this historic report, no one will be able to claim that they did not know,” (...) “We can no longer continue to destroy the diversity of life. This is our responsibility towards future generations.”

the Head of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization

Without measures there will be a “further acceleration” in the global rate of species extinction, which is already “at least tens to hundreds of times higher, than it has averaged over the past 10 million years”, the report states.
It notes that despite many local efforts, including by indigenous peoples and local communities, by 2016, 559 of the 6,190 domesticated breeds of mammals used for food and agriculture were extinct – around nine per cent of the total - and at least 1,000 more are threatened.


credits:IPBES

“While more food, energy and materials than ever before are now being supplied to people in most places, this is increasingly at the expense of nature’s ability to provide such contributions in the future,” the report states, before adding that “the biosphere, upon which humanity as a whole depends…is declining faster than at any time in human history”.

Nature powers human endeavours – underpinning productivity, culture and even our beliefs and identities. But our economies, livelihoods, food security, health and quality of life worldwide are under threat. We are exploiting nature faster than it can replenish itself.

The report also examines five main drivers of “unprecedented” biodiversity and ecosystem change over the past 50 years, identifying them as: changes in land and sea use; direct exploitation of organisms; climate change, pollution, and invasion of alien species.

Read the Report: UN website here; UNESCO website here; IPBES here

Languages: English | Français




credits: Elyx

It's why youth of all the world is organizing environment protests. Wake-up!

Geração 'explorer'

07.05.2019

Licença Creative Commons

Sources: UN/ UNESCO/ IPBES

videos: ONU | Guardian/ Biodiversity