Wednesday, June 5, 2019

Dia Mundial do Ambiente : Contra a Poluição do Ar






Beat Air Pollution
créditos: UNESCO


"It is time to act decisively. My message to governments is clear: tax pollution; end fossil fuel subsidies; and stop building new coal plants. We need a green economy not a grey economy." 

— Secretary-General, António Guterres

Dia Mundial do Ambiente celebrada-se todos os anos a 5 de JunhoDia Mundial do Ambiente foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas (UN), para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo de 1972. 

Foi o primeiro passo para que a ONU e governos de diversos países evidenciassem a necessidade de se prestar mais atenção ao Meio Ambiente O Dia Mundial do Ambiente foi celebrado pela primeira vez em 1974.





Banksy's take on industrial pollution 
credits: Ben Birchall/PA Wire/PA Images
via EchoLive.ie


Tal como podemos ler no excerto da mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, o apelo é para a mudança de comportamentos por parte dos governos a nível mundial.
Desde o seu início, em 1974, o Dia Mundial do Ambiente desenvolveu-se e tornou-se uma plataforma para a sensibilização e tomada de acção relativamente a assuntos cada vez mais urgentes, desde a poluição marinha ao aquecimento global, passando pelo consumo sustentável, o crime contra a vida selvagem, o degelo na Antárctida.




Milhões de pessoas em todo o mundo estão cada vez mais motivadas agir contra a poluição do ar. E se unem cada vez em movimentos ecologistas
Tema 2018: "Unidos por um Planeta sem Poluição do Ar

via SNS Portugal
A poluição do ar está por toda parte. Nove em cada dez pessoas no mundo estão expostas a altos níveis de poluição do ar, que excedem os números considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde, e que causam a morte prematura de cerca de sete milhões de pessoas por ano. 
A poluição do ar origina, ainda, uma série de problemas de saúde e um menor desenvolvimento intelectual.


Cada Dia Mundial do Meio Ambiente tem um país anfitrião diferente – em 2019, é a China – onde as celebrações globais oficiais decorrem. Escolhido pelo país que acolhe as celebrações, o tema convida à reflexão sobre mudanças na vida quotidianas para reduzir a poluição do ar, o que, por sua vez, também pode diminuir as emissões de gases de efeito de estufa e melhorar a saúde das pessoas.
Participa ou junta-te aos eventos aqui



Today, 5 June, we are celebrating the World Environment Day! Each World Environment Day is organized around a theme that focuses attention on a particularly pressing environmental concern. 

Governments, industry, communities and individuals around the world today commemorated World Environment Day, the United Nations’ biggest annual event for positive environmental action, encouraging worldwide awareness and commitment to protect our planet.





credits: UNEP


Theme 2019: Beat Air Pollution


This year’s celebrations, held under the theme ‘Beat Air Pollution’, called upon people to explore renewable energy and green technologies, and improve air quality in cities and regions across the world. 

More than 6 billion people – one-third of them children – regularly breathe air that is so polluted it puts their health and well-being at risk.






Spearheaded by China, the official host of the global World Environment Day celebrations, UN Environment’s campaign to #BeatAirPollution culminated into a record number of registered events and commitments.

“Protecting our blue skies may be difficult, but our future relies on it,” Joyce Msuya, acting Executive Director of UN Environment, said during the global celebrations in Hangzhou. “And they are our blue skies. It doesn’t matter if you’re in Beijing or Beirut, when we look up we see the same sky. And I think when we look to China, we see many examples of how to protect it.” 







Nine out of ten people breathe polluted air. From 24 May, through to #WorldEnvironmentDay on June 5, UN was calling on everyone to join the Mask Challenge

Face masks are a great symbol to show leaders we want to breathe clean air. Alongside celebrities, influencers and creators, the World Environment Day campaign invites everyone. Read more here


It's time to beat air pollution!

Geração 'explorer'

0.06.2019



Tuesday, May 7, 2019

Estudo das Nações Unidas revela que há um milhão de espécies ameaçadas de extinção






Estudo ONU
Polar bear survival in Arctic
créditos: © Zanskar/ iStock / Getty Images Plus

Relatório divulgado esta segunda-feira pelas Nações Unidas, produzido por mias de 450 investigadores concluiu que a actividade humana está a colocar em risco de extinção um milhão de espécies em todas as regiões do mundo".

As actividades humanas são um risco para a biodiversidade global. O relatório elaborado por mais de 450 investigadores a pedido da Organização das Nações Unidasrevela um número alarmante: mais de um milhão de espécies estão em risco de extinção, caso a actividade humana continue como tem acontecido. 





Estudo ONU
créditos: Autor não identificado
via FragMaq/Br

De acordo com estes investigadores, a extinção de espécies está acelerada a um ritmo nunca antes visto.

O estudo mostra que as pessoas alteraram ou destruíram mais de três quartos dos ecossistemas terrestres, dois terços dos habitats marinhos e mais de 85% das regiões húmidas mais importantes. As actividades da agricultura, pesca comercial, poluição industrial e urbanização são as que têm impacto maior, noticia o Slashdot.


Os cinco factores que impulsionam a degradação do meio ambiente:
O estudo menciona os cinco principais impulsionadores para a situação actual do planeta e todas as acções têm envolvimento humano. 
Em primeiro lugar, encontra-se a mudança na utilização da terra e do mar, em que três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marítimo foram "significativamente alterados" pela acção humana.
De seguida, os investigadores mencionam a exploração de organismos como o segundo responsável, visto 33% dos recursos marinhos terem sido explorados em níveis insustentáveis no ano de 2015. 
Em terceiro lugar encontram-se as alterações climáticas. As emissões de gases de efeito estufa duplicaram desde 1980, o que causou o aumento da temperatura global em pelo menos 0,7 graus Celsius.



Estudo ONU
créditos: Elitza Germanov/Marine Megafauna Foundation
via BBC News

A poluição é também considerada um dos maiores impulsionadores da deterioração do planeta. 
O estudo concluiu que a poluição plástica multiplicou-se por dez desde 1980. As espécies exóticas invasoras apesar de se encontrarem no último lugar do top 5 seleccionado pelos investigadores, continua a ter consequências fortes para o meio ambiente. Desde 1970, as espécies aumentaram em 70%.
No que diz respeito aos animais, 47% dos mamíferos terrestres e 23% dos pássaros têm o seu habitat em risco devido à actividade humana.


credits: The Ocean Agency/XL Catlin Seaview Survey
https://www.nature.com/

Os sistemas mais frágeis como os recifes de coral vão ser completamente devastados nos próximos anos, caso não se faça nada para inverter a situação.

“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependem está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a erodir as próprias fundações das nossas economias, meios de subsistência, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”

Robert Watsonpresidente da IPBES

O estudo tem mais de 1500 páginas e consolida as conclusões de mais de 15 mil corpos científicos e governos internacionais.





Splendid Leaf Frog, Ecuador. (19 January 2015)
credits: UNDP Ecuador

Describing nature’s decline as unprecedented and citing among many indicators, 1,000,000 species threatened with extinction, the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES) laid bare the threats to all life on earth in its Global Assessement Report, released at UNESCO headquarters, yesterday, Monday 6 May.

A hard-hitting report into the impact of humans on nature shows that nearly one million species risk becoming extinct within decades, while current efforts to conserve the earth’s resources will likely fail without radical action, UN biodiversity experts said.






On at-risk fauna and flora, the study asserts that human activities “threaten more species now than ever before” – a finding based on the fact that around 25 per cent of species in plant and animal groups are vulnerable.
This suggests that around one million species “already face extinction, many within decades, unless action is taken to reduce the intensity of drivers of biodiversity loss”.






Estudo ONU
credits: Pnud/Garth Cripps

“Following the adoption of this historic report, no one will be able to claim that they did not know,” (...) “We can no longer continue to destroy the diversity of life. This is our responsibility towards future generations.”

the Head of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization

Without measures there will be a “further acceleration” in the global rate of species extinction, which is already “at least tens to hundreds of times higher, than it has averaged over the past 10 million years”, the report states.
It notes that despite many local efforts, including by indigenous peoples and local communities, by 2016, 559 of the 6,190 domesticated breeds of mammals used for food and agriculture were extinct – around nine per cent of the total - and at least 1,000 more are threatened.


credits:IPBES

“While more food, energy and materials than ever before are now being supplied to people in most places, this is increasingly at the expense of nature’s ability to provide such contributions in the future,” the report states, before adding that “the biosphere, upon which humanity as a whole depends…is declining faster than at any time in human history”.

Nature powers human endeavours – underpinning productivity, culture and even our beliefs and identities. But our economies, livelihoods, food security, health and quality of life worldwide are under threat. We are exploiting nature faster than it can replenish itself.

The report also examines five main drivers of “unprecedented” biodiversity and ecosystem change over the past 50 years, identifying them as: changes in land and sea use; direct exploitation of organisms; climate change, pollution, and invasion of alien species.

Read the Report: UN website here; UNESCO website here; IPBES here

Languages: English | Français




credits: Elyx

It's why youth of all the world is organizing environment protests. Wake-up!

Geração 'explorer'

07.05.2019

Licença Creative Commons

Sources: UN/ UNESCO/ IPBES

videos: ONU | Guardian/ Biodiversity

Saturday, April 27, 2019

Antárctida : Colónia de Pinguins-Imperador ainda não recuperou da tempestade 2015







credits: via Science Blog

Tudo aconteceu entre 2015 e 2016. Na Antártida, a segunda maior colónia de pinguins-imperador foi quase dizimada.  Mais de 10 mil filhotes morreram devido à tempestade.

Segundo um estudo agora apresentado pelo British Antarctic Survey, de Cambridge, a população ainda não recuperou.

Os pinguins-imperador — os maiores do mundo — reproduzem-se no gelo. Desajeitados em terra, estes animais são vulneráveis ​​ao clima quente e aos ventos fortes que atravessam o gelo. 





credits: unknown


E foi provavelmente o que fez com que a colónia fosse tão atingida, nomeadamente em Setembro de 2015, mês tempestuoso na área da Baía de Halley, na Antártida, com ventos fortes e gelo baixo.

Em anos regulares, os pinguins ficavam no local de Abril a Dezembro, quando os filhotes já tinham penas consideráveis. Contudo, a tempestade ocorreu antes de estes terem idade suficiente para aguentar a intempérie. 

Segundo o estudo, estas condições podem ter levado à perda de cerca de 14.500 a 25.000 ovos ou filhotes no primeiro ano. A colónia ainda não recuperou. 

Têm sido "três anos de quase total falha na criação".

Dr. Trathan 






Todavia, a população de pinguins em Halley Bay representa apenas cerca de 8% da população mundial de pinguins-imperador, pelo que o sucedido não representa uma ameaça para o futuro da espécie. Cerca de 130 mil a 250 mil casais de pinguins-imperador vivem em 54 colónias em todo o mundo. 
Ainda assim, os investigadores britânicos que estudam pinguins nesta área desde 1956, afirmam que nunca viram um declínio com esta proporção.




An emperor penguin colony at Dawson-Lambton glacier, where numbers have grown since the sea ice at Halley Bay collapsed

Vários investigadores disseram também que imagens de satélite sugerem que muitos dos animais parecem ter-se mudado para uma colónia chamada Dawson-Lambton, a cerca de 56 quilómetros a sul, que registou um aumento de mais de dez vezes nos pinguins nos últimos anos.
O novo estudo mostra também a vantagem dos dados de satélite para registar espécies em locais mais inacessíveis do globo, um vez que são um meio de vigiar os animais sem interferir no seu habitat.




Emperor penguin chicks in 2010 at Halley Bay in Antarctica
credits: Peter Fretwell/
British Antarctic Survey, via Associated Press

CreditCredit
The Antarctic’s second-largest colony of emperor penguins collapsed in 2016, with more than 10,000 chicks lost, and the population has not recovered, according to a new study.
Many of the adults relocated nearby, satellite imagery shows, but the fact that emperor penguins are vulnerable in what had been considered the safest part of their range raises serious long-term concerns, said Phil Trathan, the paper’s co-author and head of conservation biology with the British Antarctic Survey in Cambridge, England.
“That means that these places aren’t as safe as we thought previously,” 
Dr. Trathan 


The colony at Halley Bay has all but disappeared, the research team at the British Antarctic Survey said in a statement.
Emperor penguins — the world’s largest — breed and molt on sea ice, chunks of frozen seawater. Awkward on land, they cannot climb icy cliffs and so are vulnerable to warming weather and high winds whipping across the ice. 


credits: via Science Blog
Satellite imagery showing the reduction in size of the Halley Bay colony in 2018 compared with 2015. The dark markings show penguin guano, and the very dense patches are the penguins themselves
Under the influence of the strongest El Niño in 60 years, September 2015 was a particularly stormy month in the area of Halley Bay in Antarctica, with heavy winds and record-low sea ice. Read more here 

Geração 'explorer'
27.04.2019
Licença Creative Commons