Sunday, March 11, 2018

Arco de Gelo do Glaciar Perito Perito Moreno desmorona-se novamente !





Glaciar Perito Moreno, Patagónia (Argentina)
créditos: Glaciarum, Patagónia

A ruptura de um arco de gelo do gigantesco glaciar Perito Moreno, da Argentina, na Patagónia, começou neste sábado e pode durar dois ou três dias até ao seu auge. Um fenómeno natural que atrai milhares de turistas.




Glaciar Perito Moreno, Patagónia (Argentina)
créditos: Parque Nacional dos Glaciares da Patagónia

Ontem, sábado, dia 10 Março, a água começou a explodir no glaciar, segundo o responsável do Parque Nacional dos Glaciares da Patagónia, localizado a 2 000 quilómetros a sudoeste de Buenos Aires.

Ao longo do dia, o fenómeno "tornou-se mais evidente e volumoso", de acordo com a mesma fonte.

Glaciar Perito Moreno, Patagónia (Argentina)
créditos: Parque Nacional dos Glaciares da Patagónia
A água corrói o glaciar e o processo termina quando o arco, ou a ponte de gelo colapsa.

"O momento de ruptura é sempre espectacular. O que acontece é que desta vez se verifica mais acumulação de água do que nas últimas três ou quatro situações", 

Luciano Bernacchi, director do Glaciarium


O Glaciarium é um museu localizado perto do Parque Nacional Glaciar. De acordo com o especialista, este é um fenómeno natural para este tipo de glaciar, ou seja, ele mantém a sua dimensão média, ao contrário de outros que diminuem.
O colapso do glaciar Perito Moreno, Património Mundial da UNESCO, geralmente atrai milhares de visitantes apesar de ocorrer em Março, isto é, no final do verão e no início do outono austral.

Glaciar Perito Moreno, Patagónia (Argentina)
créditos: AFP
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/
Este fenómeno, um dos espectáculos naturais mais impressionantes do planeta, ocorre a cada dois ou quatro anos desde 2004, quando não aconteceu nos 16 anos anteriores. 
A última vez, em 2016, foi em plena luz do dia e milhares de turistas compareceram para admirar.

Em Maio 2017, comemorámos os 80 Anos do Parque Nacional Los Glaciares.


Glaciar Perito Moreno, Patagónia (Argentina)
créditos: Parque Nacional dos Glaciares da Patagónia
@ParquesOficial
The fragile arch of ice at the tip of a glacier in southern Argentina spectacularly collapsed into the water Saturday, 10 March 2018, a natural display that happens just once every several years. Last time it was in 2016.
Thousands of tourists had gathered at the Perito Moreno glacier, Unesco World Heritage, to see the collapse of the pale blue bridge that had formed between the glacier and the shore of Argentino lake.


Glaciar Perito Moreno, Patagónia (Argentina)
créditos: Glaciarum at Patagonia, Aregentine
https://www.facebook.com/Glaciarium

Such arches form roughly every two to four years, when the glacier forms a dam of ice that cuts off the flow of water around it into the lake,until the water breaks through, opening up a steadily wider tunnel that eventually becomes a narrow arch and then collapses. It happened again yesterday, 10 March.
Watch the last break down in 2016:



The phenomenon, which is not linked to climate change, is due to Archimedes's principle, which holds that the buoyant force exerted on a body immersed in fluid is equal to the weight of the fluid displaced, explained Glaciarium, a research center and glacier museum in the Argentine Patagonia region.
"When that force causes the ice to detach from the shore, water begins filtering through and the process of breakdown begins, which is irreversible," 
Glaciarium
In 1917 occurred the first break. The process was repeated many times, at regular intervals that even have to fear for the demise of so prodigious show. Is that for the break occurs is necessary to comply with a series of steps that depend heavily on the action of both natural and other harmful changes made by the man on the environment. To understand the awesome phenom read more here 

In May 2017, we have celebrated the 80th Anniversary of the National Park Los Glaciares.

Geração 'explorer'
11.03.2018
Creative Commons License

Monday, March 5, 2018

Avalanches nos Alpes : França & Suiça

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/




créditos: Didier Chalumeau

Pelo menos quatro pessoas morreram esta semana numa avalanche nos Alpes Marítimos, no sudeste de França, anunciaram as autoridades. A avalanche fez também um ferido e um desaparecido.
O alerta de avalanche foi dado pelas 12:45 (11:45 em Lisboa) na região de Var, nos Alpes Marítimos e numerosos polícias e bombeiros acorreram à zona afectada. A avalanche aconteceu perto do parque nacional de Mercantour, a cerca de 20 quilómetros da fronteira com Itália, fora da zona destinada à prática do esqui.



Mercantour
créditos: Bonnaud Guilluame 

Duas avalanches registadas em diferentes zonas dos Alpes suíços causaram dois mortos e quatro feridos neste fim de semana, segundo a agência francesa AFP.
No sábado, uma avalanche ocorrida na zona de Lauenen (cantão de Berna) arrastou dois alpinistas, que faziam um trajecto de esqui numa área montanhosa elevada.
As duas avalanches aconteceram com um intervalo de cerca de uma hora. Dois helicópteros ajudaram no resgate e auxílio dos feridos. De acordo com a agência de notícias italiana, todos os envolvidos no acidente são estrangeiros.



Equipa de Socorro
créditos: REUTERS

Os alpinistas foram surpreendidos pela avalanche, mas um deles conseguiu libertar-se da neve e avisar os socorristas, que ainda transportaram o outro de helicóptero para o hospital, onde acabou por morrer, referiu a polícia local.
Uma segunda avalanche, registada no cantão de Valais, arrastou quatro excursionistas, um dos quais, de nacionalidade suíça, não sobreviveu aos ferimentos.
As vítimas faziam parte de um grupo de excursionistas que se encontrava perto da localidade de Entraunes, segundo fontes oficiais.



La station de ski française de Samoëns, près de la frontière suisse
créditos: Gilles Lansard/AFP

O sudeste de França tem registado intensas quedas de neve nos últimos dias e o serviço de meteorologia tinha já alertado para o perigo de avalanches na zona.
Desconhece-se, por enquanto, a nacionalidade dos mortos e a causa da avalanche. Inicialmente, as autoridades falaram em três mortos.



créditos: Jean-Christophe Bott/ EPA

Em Fevereiro, uma avalanche matou dois praticantes de esqui, um homem e a filha de 11 anos de idade, perto do resort de Val d’Isere, nos Alpes franceses. Outras quatro pessoas morreram em incidentes separados nos Pirenéus.
Segundo informações do serviço meteorológico francês, o nível de alerta para o risco de avalanches naquela zona esta sexta-feira era de 4 numa escala de 1 a 5. O sudeste de França, tal como muitas outras regiões, tem sido atingido nos últimos dias pela queda de neve.

Sensivelmente há um ano, uma avalanche nos Alpes Franceses, Tignes fez também várias vítimas. As alterações climáticas devem ser levadas a sério, nos tempos que correm.
O site Météo et Climat dá informações relevantes sobre os diferentes tipos de Avalanches. 

A ler para quem estuda alterações climáticas e desastres naturais nos currículos escolares.


Deux skieurs, dont un Belge, sont morts ce dimanche, 4 mars, dans deux avalanches dans les Alpes françaises. Un randonneur suisse emporté par une troisième coulée est porté disparu, a informé la préfecture de Haute-Savoie.
Un randonneur suisse et deux skieurs emportés par deux autres coulées étaient ce soir toujours disparus.
La première a enseveli un skieur sur le secteur des Posettes, dont l’aiguille culmine à 2 200 mètres d’altitude. Dégagée de la coulée par les secours en arrêt cardio-respiratoire puis ranimée, la victime a été transportée à l’hôpital de Sallanches, où elle est décédée quelques heures plus tard.





La seconde avalanche, survenue quelques minutes après sur le secteur voisin du Rang, a emporté un groupe de skieurs belges qui évoluaient avec un guide. L’un des ressortissants belges est mort sur place après avoir été retrouvé en arrêt cardio-respiratoire. Un autre a été blessé au dos après avoir sauté une barre rocheuse sur le domaine hors-piste de la station de Vallorcines, au nord de Chamonix.

Près de la frontière suisse, à Samoëns, des recherches entreprises vers pour retrouver un randonneur suisse porté disparu après avoir été emporté par une coulée ont été stoppées cinq heures plus tard en raison du mauvais temps.
L'homme évoluait en raquettes sur un secteur escarpé situé à 1800 mètres d'altitude au-dessus du refuge du Bostan avec son épouse, qui a été également ensevelie par l'avalanche, mais n'est que légèrement blessée.

Le couple, qui n'était pas équipé de détecteur de victimes d'avalanches (DVA), a été emporté par une avalanche de "150 mètres de large pour 200 mètres de long", ont précisé les secours en montagne, qui ont dépêché 40 secouristes à la recherche du quinquagénaire.

En février une autre avalanche en Suisse avait fait deux morts.






crédits: .@ Jean-Pierre Clatot/AFP


Au moins trois des avalanches qui se sont déclenchées depuis dimanche dans les Alpes suisses ont emporté près d’une dizaine de randonneurs à ski ou à raquette. Tous ont pu être localisés et extraits de la masse neigeuse, mais l’un d’entre eux a succombé à ses graves blessures. A lire ici

Il y a à peu un an, février 2017, une avalanche dans les Alpes Français, Tignes a fait aussi plusieurs victimes. Le changement climatique doit être pris sérieusement, actuellement.
Le site Météo et Climat donne même des infos très importantes sur les différents types de Avalanches. 
A lire si vous étudiez le changement climatique et les désastres naturels dans les cours, collège. 

Geração 'explorer'
05.03.2018

Creative Commons License
Sources: Observador/ Desastres Naturais
Le Monde/ Planète

Saturday, February 17, 2018

Vamos apoiar Área Protegida da Antárctida !





Take Action/ Greenpeace



Verdade! Estamos muito atrasados em relação à publicação de novos posts. Mas, nem sempre temos o tempo necessário. 

No entanto, como a campanha ainda está a decorrer, eis o tema de hoje.

Uma nova campanha internacional lançada pela Greenpeace apela à criação da maior zona protegida para a vida selvagem desde sempre no Oceano Antárctico, junto ao Pólo Sul, no seguimento de uma proposta da União Europeia. Nessa área, caberiam cinco vezes a Alemanha.


A proposta dos ambientalistas é proibir toda a actividade pesqueira numa área de 1,8 milhões de quilómetros quadrados, situada no Mar de Weddell e em torno da Península Antártica.
“Este santuário seria um refúgio seguro para pinguins, baleias e focas, e colocaria estas águas fora do alcance para as embarcações da indústria pesqueira que estão a ‘sugar’ os minúculos crustáceos do krill, que são a base da vida do Antárctico”, 
Frida Bengtsson, coordenadora da nova campanha


Krill do norte (Meganyctiphanes norvegica)
https://pt.wikipedia.org/
O krill que é pescado – hoje em dia através de métodos de sucção – destina-se a alimentar os peixes nas quintas de piscicultura e ao fabrico de suplementos de ómega-3. 

Ocorre em todos os oceanos, mas é mais numeroso no Antártico, onde alimenta por exemplo baleias e pinguins, e considera-se que é fundamental para a captura de carbono.



credits: Greenpeace

Sob o lema Proteger o Antártico, a campanha nasceu para apoiar uma proposta feita pela União Europeia, de criação de um santuário no Mar de Weddell, que vai estar em cima da mesa numa reunião da CE para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos do Antárctico (CCAMLR), em Outubro deste ano.



credits: Greenpeace
https://act.greenpeace.org/
Até lá, além da recolha internacional de assinaturas, a Greenpeace quer investigar a fundo a área para onde está prevista a reserva, recolhendo provas para a campanha. 
Uma equipa de 35 cientistas, activistas e tripulantes de navio partiram na  segunda semana de Janeiro no ‘Arctic Sunrise’ rumo ao Mar de Weddell.




Javier Bardem & seu irmão Carlos Bardem
créditos; Greenpeace

O actor Javier Bardem dá a cara por esta campanha e partiu por oito dias para a Antárctida acompanhado de seu irmão Carlos Bardem.

Javier Bardem decidió fazer uma expedição à Antártida para documentar e promover a criação da maior área marinha protegida do mundo, situada na zona do Mar de Wedell. Ver a fotogaleria aqui





Protect the Antarctic Campaign
“A expedição vai ter os primeiros humanos que alguma vez visitaram o fundo do Mar de Weddell”, indica uma nota da organização. “Cientistas especialistas no Antárctico vão conduzir pesquisas para identificar ecossistemas marinhos vulneráveis e novas espécies nas profundezas, incluindo corais e esponjas raros.”
Prevista está também a recolha de amostras da água deste oceano, para se procurarem vestígios de poluição por plásticos, numa viagem que tem o regresso previsto para dentro de três meses.




CCAMLR
Depois, em Outubro, tanto as provas recolhidas na expedição como o apoio da opinião pública internacional vão ajudar a defender a proposta, na reunião da CCAMLR. Esta organização internacional tem como missão defender a vida marinha no Antárctico.
“Um santuário no Oceano Antárctico iria não só salvaguardar pinguins, baleias e focas que são únicos nesta área incrível, mas também assegurar que o oceano está suficientemente saudável para ajudar a mitigar os piores efeitos das mudanças climáticas”

Frida Bengtsson



credits: Paul Nicklen/Getty Images/National Geographic Creative
A global campaign is being launched to turn a huge tract of the seas around the Antarctic into the world’s biggest sanctuary, protecting wildlife and helping the fight against climate change.
The huge 1.8m sq km reserve – five times the size of Germany – would ban all fishing in a vast area of the Weddell Sea and around the Antarctic Peninsula, safeguarding species including penguins, killer whales, leopard seals and blue whales.

CCAMLR

The idea was originally put forward by the EU and is being backed by a new Greenpeace campaign launched last January. The proposal already has the support of several countries and will go before a conference of the Antarctic nations in October. 
The Spanish actor Javier Bardem decided to make an expedition to Antarctica to document and promote the creation of the largest marine protected area in the world, located in the Wedell Sea area.



Javier Bardem pluged 270 metres below the surface
credits: Greenpeace
Bardem plunged 270 metres below the surface in a two-person submarine to support creation of a sanctuary zone.




He described the ocean floor as an “overwhelming variety of colours and life.” Watch the photographies here
The three-month submarine monitoring expedition was being undertaken by Greenpeace.
Research tasks include sampling for plastic pollution as part of a campaign to highlight the need to create a 1.8 million square kilometre Antarctic Ocean Sanctuary.
Will McCallum, of Greenpeace’s new Protect the Antarctic campaign, said: “The next few years are absolutely essential for the future of our oceans and we are in desperate need for governments to come together and do what is best for these amazing ecosystems.” Read more here
Geração 'explorer'
17.02.2018
Creative Commons License
Referèncias:
Widler/ Greenpeace
The Gardian/ The Australian